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  • Fui ver Os Oito Odiados.
  • Não é grande coisa. Diria que dá pro gasto.
  • Tarantino misturou Django Livre com Reservoir Dogs.
  • A primeira parte, mais paradona, cenas externas, é Django.
  • A tradicional carnificina final em um único cenário é bem Reservoir, incluindo as célebres presenças do Michael Madsen e do Tim Roth, mas ambos longe daquele brilho.
  • Nem sei direito porque escalaram os dois, já que eles não fazem nada.

  • A RBS TV mostrou hoje ao meio-dia a situação de várias escolas compartilhadas em Blumenau.
  • São escolas que de dia recebem alunos do ensino fundamental, controlado pela prefeitura e, à noite, os do ensino médio, sob gestão do Governo do Estado.
  • A reportagem e os comentários dos jornalistas da casa dão a entender que são situações provisórias, que precisam ser revistas e que trazem grandes prejuízos aos alunos.
  • A reportagem entrevista uma representante do Governo do Estado e depois lamenta a ausência de projetos para a construção de escolas próprias.
  • Não sei se a coisa é bem assim.
  • Durante boa parte da vida estudei em escola pública compartilhada em Rio do Oeste.
  • Para que construir escolas apenas para estudo noturno se podem ser usadas salas já existentes?
  • Aliás, isso ocorre em muitas escolas particulares sem grandes problemas. Nunca vi ninguém reclamar do compartilhamento no Sagrada, Barão ou Bonja.
  • As principais reclamações mostradas pela reportagem foram de estudantes e professores do ensino fundamental, queixosos das depredações e pichações promovidas pelos alunos mais velhos.
  • Ocorre que os alunos mais velhos nada mais são do que uma versão futura das crianças que estudam lá hoje no ensino fundamental.
  • Se nossa educação cai e nosso comportamento piora à medida em que avançamos nos anos escolares, creio que a causa não está no compartilhamento das salas de aula, mas em nós mesmos e no sistema de educação que não consegue nos transformar em cidadãos melhores.
  • Hoje é o Dia do Samba.
  • Uma das frases mais surradas e batidas a respeito do samba é “não deixe o samba morrer”.´
  • É mais ou menos como aquela outra: “o rock não morreu”.
  • Mas o samba, assim como o rock, morreu faz tempo.
  • A diferença é que o rock teve uma vida longa e intensa e morreu de morte morrida, enquanto que o samba teve uma vida curta e foi mantido vivo através de respiradouros artificiais pela Rede Globo, até que desligaram os aparelhos.
  • O samba teve seu auge no Brasil nos anos 70, com expoentes como Martinho da Vila, Beth Carvalho, Alcione e Clara Nunes.
  • A Globo os mantinha sob contrato e todos os seus programas musicais eram recheados de sambistas.
  • Durante todos os anos 70 a Globo insuflou o samba e ignorou o sertanejo, que era visto com desprezo e desdém pelos executivos globais e intelectuais.
  • Mas o Brasil ouvia Milionário e José Rico, João Mineiro e Marciano, Chitãozinho e Xororó pelas rádios.
  • Em 1981 nasceu o SBT e Sílvio Santos recheou sua grade com os caipiras.
  • Ao final dos anos 80, a Globo teve que engolir a avalanche do sucesso que o gênero alcançou, abrindo espaços aos sertanejos e abandonando o samba que ela cultuava e impunha como cultura musical brasileira.
  • Nos anos 90 surgiu o pagode e, desde então, pagodeiros e sertanejos nadam de braçada ao sabor do mercado, sem a interferência de ninguém.
  • O próprio refrão  “não deixe o samba morrer”,  repetido à exaustão por Alcione em 1975 já era um sinal de que ele não andava bem de saúde.
  • Hoje em dia, dizer que gosta de “um sambinha” virou coisa de intelectual, de professor universitário metido a bacana que depois vão ouvir o Pharrell Williams.
  • Não seria exagero dizer que o samba viveu sua agonia junto com a ditadura militar, sendo um símbolo de sua política cultural, embora não se possa afirmar que tenha havido alguma orquestração nesse sentido.

vasco

  • Marcas da Sulfabril que vão a leilão hoje estão avaliadas em R$ 40 milhões.
  • É a terceira vez que são leiloadas e o lance mínimo é de R$ 20 milhões.
  • Não sei quanto a você, mas se eu tivesse R$ 40 milhões, não ia investir no ressuscitamento de marcas que morreram há 15 anos.
  • Acho que não investiria nem mesmo os R$ 20 milhões.
  • A Sulfabril ficou famosa nos anos 70 e 80, quando promovia campanhas de alcance nacional com artistas da Globo e os Trapalhões.
  • É coisa de muito tempo atrás, tem cheiro de naftalina.
  • Naquela época nem havia segmentação de mercado: todo mundo comprava a mesma coisa. O padre, a freira, o jogador de futebol e o taxista usavam as mesmas camisetas.
  • Melhor pegar 20 milhãozinho e trabalhar no lançamento de marcas novas contemporâneas, que atinjam alguns dos diversos nichos de consumidores que se formaram ao longo das últimas décadas.

panf

  • Final de semana é assim: você recebe o Santa com 1 milhão e 350 mil encartes e panfletos.
  • Parece que você tem uma sinaleira dentro de casa, só falta o Romarinho pra fazer as embaixadinhas no seu sofá.
  • Providência number one: chacoalhar o jornal pra cair tudo.
  • Providência number two: tacar fora.
  • Feriados religiosos deveriam ser feriado só pra quem é da religião correspondente.
  • Feriado católico só devia valer para católicos. Trancar um pais todo por causa de religião não faz sentido.
  • O dono da empresa é católico fervoroso e resolve fechar? Tá no direito dele.
  • Uma empresa resolve abrir e o funcionário católico não concorda?
  • Tudo bem. Pede a conta e vai trabalhar numa que deixe ele ficar em casa.
  • O mesmo vale pra judeus, bahá’ís, evangélicos, protestantes, espíritas, umbandistas e tudo o mais que a galera curte em termos de transcendentalidade…
  • Pixô o gato do vizinho que vive entrando na minha sala.
  • Hoje estava muito quente e ele resolveu se aninhar até na minha mochila, aproveitando o ar condicionado.
  • O pessoal da imprensa precisa ficar esperto este ano.
  • Melhor montar campana na Câmara pra não deixar os vereadores aprovarem nada escondido numa sessãozinha fantasma.
  • Dá pra combinar revezamento.
  • Estive pensando em colocar uma câmera escondida no Plenário, com sensor de movimento, mas o Jovino pode dizer “os que forem a favor permaneçam como estão… Aprovado!!!” e aí a câmera não pega a turma no flagra.
  • Talvez alguém possa levar colchonetes para uma vigília cívica…
  • Sessão da Câmara mostrou que realmente há um diálogo entre PSDB e PSD.
  • Um entendimento saudável e necessário, que vai além dos interesses partidários e busca atender os interesses maiores da comunidade.
  • Napoleão e Fábio Fiedler se falaram antes de sair de casa e usaram camisas diferentes.

Na sequência:  Making Believe – 1945 – Sick Boy – Telling Them – Bad Luck – Footprints On My Ceiling  -Don’t Drag Me Down – I Wasn’t Born To Follow  – Another State Of Mind  – The Creeps – Mommy’s Little Monster – Mass Hysteria  – 99 To Life  – Ring Of Fire -Story Of My Life

  • Noite de 11/07/2102.
  • Palmeiras campeão da Copa do Brasil.
  • Em Blumenau deve existir uns cinco ou seis palmeirenses.
  • Eu, meu filho Cícero e mais dois ou três gatos pingados.
  • Mesmo assim, teve foguetório perto da minha casa.
  • A foto abaixo é uma homenagem a esse jogo: Pelé, nosso guapeca, no colo do Cícero, por causa dos foguetes.
  • Aliás, pensando bem, nome dele não devia ser Pelé, mas Ademir da Guia. A gente ia poder chamar ele de Divino.
  • Existe um jeito de fazer o Ministério da Saúde se tocar de que Blumenau precisa de apoio contra a epidemia de Gripe A.
  • Vamos propor a entrega de uma moção pro Lula, concedendo a ele o título de Honoris Causa do Ibes e vamos inventar o título de Master of Sapience pela Uniasselvi.
  • Lula não vai resistir e virá correndo a Blumenau, já que adora receber títulos pomposos de baciada.
  • Mas então os assessores dirão a ele pra não vir, por causa da Gripe A.
  • Lulão vai dar uma bronca na Dilma e, no outro dia, haverá distribuição de vacina grátis para 100% dos blumenauenses.
  • Equipes treinadas farão vacinação a domicílio, com hora marcada.

  • Você não entende por que os políticos falam muito e não dizem nada?  É simples: eles precisam dizer o que nós queremos ouvir. Se não o fizerem, não levam nosso voto. Os culpados pelas mentiras dos políticos somos nós.
  • Perceba que os políticos mais vaselinas, os que se comprometem menos e enrolam mais, são os que se destacam mais.
  • Mas não é de hoje que as coisas são assim.
  • Isso tudo pode ser observado num divertido e esclarecedor conto de Machado de Assis já em 1881 – 130 anos atrás – chamado Teoria do Medalhão.
  • Na obra, um pai diz ao filho o que deve fazer para se tornar uma figura proeminente na sociedade, talvez ingressando na política.
  • O pai está feliz por constatar que o filho é possuidor de “inópia mental”. Ou seja: tem escassez de ideias e é um indigente intelectual.
  • Ele o aconselha a não ter ideias próprias, a repetir o que os outros dizem, a não se comprometer e a permanecer neutro:
  • Podes pertencer a qualquer partido, liberal ou conservador, republicano ou ultramontano, com a cláusula única de não ligar nenhuma idéia especial a esses vocábulos”.
  • Algumas pérolas que pesquei do texto:
  • Sentenças latinas, ditos históricos, versos célebres, brocardos jurídicos, máximas, é de bom aviso trazê-las contigo para os discursos de sobremesa, de felicitação, ou de agradecimento”.
  • “São as frases feitas, as locuções convencionais, as fórmulas consagradas pelos anos, incrustadas na memória individual e pública. Essa fórmula tema vantagem de não obrigar os outros a um esforço inútil”.
  • “A publicidade é uma dona loureira e senhoril, que tu deves requestar à força de pequenos mimos, confeitos almofadinhas, cousas miúdas, que antes exprimem a constância do afeto do que o atrevimento e a ambição”.
  • Tem até uma dica de como tratar – já naquele tempo – os jornalistas:
  • “Convidarás então os melhores amigos, os parentes, e, se for possível, uma ou duas pessoas de representação. Mais. Se esse dia é um dia de glória ou regozijo, não vejo que possas, decentemente, recusar um lugar à mesa aos repórteres dos jornais”.
  • Para ter sucesso, fuja das ideias próprias e complexas:
  • “Filosofia da história, por exemplo, é uma locução que deves empregar com freqüência, mas proíbo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outro. Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade etc. etc”.
  • A seguir, o conto na íntegra. Muito útil para comparar com atitudes dos políticos nessas eleições:

TEORIA DO MEDALHÃO – Diálogo
Machado de Assis (escrito em 1881)

– Estás com sono?
– Não, senhor.

– Nem eu; conversemos um pouco. Abre a janela. Que horas são?

– Onze.

– Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com quê, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás homem, longos bigodes, alguns namoros…

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  • Eu nunca entendi pra que serve o Mestrado em Desenvolvimento Regional da Furb, já que o nosso desenvolvimento regional está mais bagunçado do que nunca.
  • Uma vez tive aula no Ibes com um professor que era Mestre em Desenvolvimento Regional, mas ele dava aula de fotografia.
  • Então fui pesquisar no site.
  • Fiquei mais confuso ainda e fui obrigado a criar mais um Documento Carlos Excrusivo.
  • Continuei não entendendo muita coisa, mas concluí que o troço tem alguma a coisa a ver com matança de índios, já que eles falam em “clusterização“, que, acredito, seja relacionado ao General Cluster.
  • Outra coisa que está escrito é uma tal de “emergência da economia solidária“. Imagino que dava ser alguma coisa relacionada ao SAMU. 
  • Confira o que tem no site da Furb sobre o Mestrado em Desenvolvimento Regional e veja se você consegue entender melhor do que eu:

Mestrado
O curso de Mestrado em Desenvolvimento Regional foi estruturado de forma a preencher a lacuna existente na qualificação acadêmica e profissional nas áreas relacionadas a socioeconomia e a sociopolítica do desenvolvimento regional. Pretende, assim, capacitar profissionais, técnicos e cientistas vinculados à administração pública (municipal, estadual ou federal) e ao setor privado, bem como, profissionais liberais interessados na temática do desenvolvimento regional.

Área de Concentração
Desenvolvimento Regional Sustentável.

Linhas de Pesquisa

Estado, Sociedade e Desenvolvimento no Território

Esta linha de pesquisa abrange um conjunto de temas relacionados à compreensão da diversidade histórico-cultural do território aos impactos sócio-ambientais do desenvolvimento e à gestão e análise de políticas públicas, inclusive problemáticas específicas como poder local, planejamento urbano e regional e turismo.

Dinâmicas Socioeconômicas no Território
Esta linha de pesquisa abarca a distribuição espacial e setorial da atividade produtiva, passando pela emergência da economia solidária e desembocando na análise da contribuição da ciência e tecnologia para o desenvolvimento, inclusive questões específicas como arranjos produtivos locais, processos de clusterização e redes de cooperação.

  • Eu não pretendia ver Vingadores.
  • Da lista de heróis do filme, curti somente o Homem de Ferro na minha infanciazinha feliz em Rio do Oeste.
  • O Hulk me deixava nervoso e os filmes dele nunca foram bons.
  • O Thor é cheio de frescura com aquela coisa de ser filho de Odin e blá-blá-bá. Apesar de ser marceneiro e de andar sempre com um martelo na mão como ele, nunca fui fã do personagem.
  • O tal de Capitão América eu nem sei porque inventaram. Aliás, sei, mas nunca dei bola pra ele, coitado.
  • O filme é um sucesso estrondoso em todo mundo, então deve ter alguma coisa de bacana pra sujeitos que vão no cinema buscando só diversão, como eu.
  • Fui ver Vingadores sábado à noite com meu filho Cícero, num daqueles programas de pai e filho que ainda mantemos, mesmo que ele já tenha feito 17 anos.
  • O filme não é tão ruim quanto pensei, mas nem tão bom que valha tamanha bilheteria.

AS COISAS BOAS

  • Tem o Samuel L. Jackson, meu ídolo pra qualquer tipo de filme, principalmente os ruins.
  • Tem o Robert Downey Jr, meu ídolo antes mesmo de fazer Homem de Ferro, meu outro ídolo.
  • Tem ótimas cenas de ação.
  • Excelentes efeitos especiais.
  • Tem algum humor, expresso em diálogos esparsos.
  • Tem a melhor caracterização do Hulk até hoje, com o melhor ator para interpretá-lo. O último Hulk filmado foi com o Edward Norton. Um horror. Foi mais ou menos como se me colocassem para interpretar o Michael Jordan no cinema.
  • Hulk acaba sendo o personagem mais divertido, que provoca o maior número de risadas, apesar de aparecer muito pouco.

PONTOS NEGATIVOS

  • Samuel L. Jackson faz um Nick Fury muito chocho, não tem graça nem brilho.
  • Não sei porque chamaram a Gwyneth Paltrow, coitada. A mulher entra muda e sai calada. Virou uma espécie de Rodrigo Santoro de saias.
  • O filme demora pra engrenar. Em quase duas horas e meia, tem uns 20 minutos de pancadaria.
  • Grande parte do filme é perdida em DRs entre os heróis. Uma frescurada que não acaba mais.
  • O vilão do filme não convence. O tal de Loki, irmão do Thor, é um bostalhão que não sabe direito o que quer. Todos os seus planos malignos são facilmente desmontados. Parece o Zé Dirceu depois do Mensalão.

    Nota pro troço: 6,89, É quase um 7.

  • Fiz uma pesquisa eleitoral doméstica com minha empregada Simone, a Crédula.
  • Ainda é cedo para as eleições e o voto da Simone sempre é marcado por um ato grau de volatilidade, mas cumpro o dever de divulgar os resultados em nome do respeito à ciência.
    – Simone, em quem tu vai votar pra prefeito?
    – No Jovino.
    – Por quê?
    – Porque ele se veste bem, elegante, e fala mal do prefeito.
    – E pra vereador?
    Mário Hildebrandt.
    – Por quê?
    – Porque ele ajuda os pobre.

Análise situacional do quadro

  • Se você é candidato a prefeito e quer o voto da Simone, vemos claramente que você precisa fazer duas coisas: passar a se vestir bem e falar mal do João Paulo.
  • Creio que uma boa ideia seria produzir um panfleto contra o prefeito pra distribuir na minha rua.
  • Dica importante: ao falar mal do João Paulo, fale mal também da Foz. Sábado eles cortaram o fio da nossa TV a cabo e a Simone quase entrou em parafuso. Ainda bem que consertaram já durante a tarde.
  • Já se você é candidato a vereador, trate de fazer alguma coisa pelos pobres. Qualquer coisa. Tenho uma dica: numa das campanhas eleitorais das quais participei em Blumenau, um de nossos adversários importou pobres profissionais de Curitiba, que receberam uma grana e ficaram uns dias debaixo de uma ponte, com tudo pago. Ficaram o tempo suficiente pra serem filmados e pra coisa ganhar repercussão. Depois fiquei sabendo que os mesmos pobres foram alocados para uma outra cidade do interior do Paraná, onde a mesma produtora de TV cuidava da campanha de um dos candidatos.
  • No seu caso, a coisa pode ser mais simples.
  • Vista um dos seus cabos eleitorais como pobre e coloque ele encostado no poste que fica em frente à minha casa.
  • (Tome cuidado pra que ele não fique o tempo todo usando o iPod. Ela pode desconfiar).
  • Faça isso no final da tarde, quando a Simone vai molhar o jardim.
  • Quando ela aparecer, dê uma esmolinha pro seu pobre e diga bem alto uma frase altruísta do tipo “Tome, meu bom homem. Pegue aqui esse dinheiro e vá se alimentar condignamente”.
  • Fiz a minha parte.
  • O resto é com vocês, candidatos.

Zeca Bombeiro quer que sejam expedidas carteiras de identidade nos terminais, para que a obtenção dos documentos seja facilitada. Ele não é o único a vir com essa história. De vez em quando vem algum vereador sugerindo algum tipo de serviços nos terminais urbanos. Tenho até algumas idéias de serviços que poderiam ser implantados, como a expedição de laudos cadavéricos nos terminais. Os corpos serão transportados para enterro em ônibus com ar condicionado, que garantem maior preservação.

Na área da saúde, populares receberão atendimento dentário dentro dos ônibus parados nos terminais. O pessoal vai poder cuspir pela janela, evitando-se o desperdício de água. E já que a maioria dos passageiros anda com os braços levantados no busão, serviços de depilação podem ser disponibilizados nos ônibus, gerando economia de tempo para a população.

Se dependesse de alguns vereadores,  todos os serviços públicos e privados seriam oferecidos nos terminais. A ideia é boa. Basta a gente transformar Blumenau num imenso terminal de ônibus, com prefeitura, hospitais e escolas. Teríamos tudo num lugar só. Com a vantagem de que não chove dentro.

Ao lado da comunidade
Se transformássemos Blumenau num imenso terminal urbano nem precisaríamos de uma nova Câmara. Os vereadores fariam as sessões sentadinhos nos bancos dos terminais. Cercados por integrantes da comunidade que eles tanto amam, evitariam o incômodo deslocamento dos eleitores aos seus gabinetes, permitindo que chegassem em casa mais cedo, a tempo de ver o Datena.

Comportas da inoperância

Tomei um susto ao ouvir explicações técnicas sobre o sistema de bombeamento do dique da Fortaleza, que vai custar R$ 3,5 milhões. Um engenheiro falando a respeito contou que será uma das únicas obras desse gênero no mundo, que usará turbinas de não sei quantos megatons, puxando uma quantidade gigantesca de água por minuto. Algo realmente espantoso. Deu medo. Fico pensando se calcularam todas as coisas direito, se haverá energia elétrica sempre disponível e em quantidade suficiente para tal esforço.

Minha preocupação tem razão de ser. Numa das últimas enchentes, a comporta da Vila Nova não funcionou. Aí então a Defesa Civil explicou que a chave devia estar com um voluntário, que ficou encarregado de ligar os motores de vez em quando, mas não ligou e ninguém ficou sabendo. Depois, quem devia ter fechado a porta não fechou e não sei mais o quê, etc, etc, etc. Como resultado disso, os motores ficaram encalacrados e não funcionaram quando foram acionados. Espero que os motores da Vila Nova estejam efetivamente sendo monitorados e que a nova comporta receba um tratamento minimamente responsável, pelo menos dentro das mais modestas normas internacionais de competência técnica.

Senão, é melhor pegar toda essa verba e torrar em chope e churrasco.

A impugnação de Ivan Naatz
Ivan Naatz anunciou que em março lançaria a cerveja Bier Naatz. E mais: prometeu me mandar um barril de presente. Agora ele está tendo que explicar ao povo de Blumenau que não conseguiu lançar a cerveja por motivos técnicos.

Vou pedir a impugnação da candidatura do Naatz. O sujeito que não cumpre a promessa sagrada de lançar uma cerveja não tem condições de cumprir as promessas de campanha caso seja eleito.

Facelift

A FM 90 reformulou a programação, passando a tocar músicas mais contemporâneas. A emissora abriu espaço também para a MPB. Paulinho Vieira me disse que o objetivo é atingir um público alvo em faixa etária um pouco abaixo dos 50 anos. A 90 ficou tão remoçada que anda tocando até Paradise, do Cold Play.

Mais cedo

A partir desta segunda, o jornal da Guararema começa mais cedo, às seis da manhã, e continua indo até às oito. Quem vai gostar é Simone, a empregada lá de casa, que houve o programa todos os dias. Quem não vai gostar é o Alexandre José, que vai ter que cair da cama todos os dias.

Se beber, dirija à vontade

Exerça a sua cidadania. Usufrua dos seus direitos. Beba antes de dirigir. Mas beba bastante. Não tema a polícia, nem os riscos de ser processado por matar ou aleijar alguém. A Justiça está do seu lado.

Minha coluna na Folha de Blumenau de 31/03/12

Pacino e Sandler estão muito bem. Michael Corleone dá um banho

  • Programa de pai e filha: fui com a @CarolaTonet ver  “Cada Um Tem a Gêmea que Merece“, com o Adam Sandler, já que a gente semos fã dele.
  • O filme é triplamente bom.
  • Bom por ser engraçado.
  • Bom por ter o Sandler
  • E mais bom ainda por ter o Al Pacino dando um show interpretando a si mesmo num papel divertidíssimo.
  • O personagem de Sandler tem o desafio de convencer Al PAcino em carne e osso a produzir um comercial. Pacino cai de amores pela irmã gêmea do Sandler, que também a interpreta.
  • Pacino rouba a cena.
  • Aliás, não rouba só a cena.
  • Rouba o filme todo em cenas hilárias, como aquela em que atende o próprio celular no meio de uma peça depois de encarar a plateia em busca do mal-educado que, na verdade, era ele mesmo.
  • Sandler também está ótimo, interpretando a irmã gêmea solteirona, berrona, chata e desengonçada.
  • O filme garante boas risadas com cenas divertidíssimas e um humor leve e ágil, sem apelação.
  • Ótimo pra ver em família com pipoca e refrigerante.

Pessoal da cultura se esforça pra achar seus próprios rumos

  • Tá rolando mais um nheco-nheco básico no meio cultural em Blumenal.
  • O presidente do Conselho de Cultura dedicou parte do domingo pra escrever umas mal-traçadas descendo o porrete nos teatreiros.
  • Parece que a turminha não quer nada com nada. Ou quer e finge que não quer.
  • Talvez o povinho não saiba exatamente o que quer. Não se sabe.
  • Fiquem com o desabafo abaixo:

Prezados Teatreiros;

No dia 09 de fevereiro em que convidamos todos para a Setorial de Teatro e Circo, pretendeu-se completar a representatividade da Sociedade Civil junto ao Conselho Municipal de Política Cultural de Blumenau para a gestão 2012-2013 com escolha dos últimos membros a compor o Conselho – os representantes do Teatro e Circo.

Fizemos tudo que era necessário para que vocês pudessem estar presentes; a convocação pelos meios de comunicação, divulgação nas redes sociais; e principalmente o contato pessoal.

Porém, como pode ser possível que para um evento como este, ninguém, além dos conselheiros tenha comparecido!!!!…???…
Podemos levantar várias questões sobre essa omissão; outros compromissos, afazeres profissionais, inércia intelectual de não compreender o papel do conselho.

Quando houve o movimento “Devolva nossos Braços”, nós do Conselho consideramos legítima a ação, pois havia ali o desejo de mudança, de contribuir para um novo modo gerir a cultura em Blumenau.


Contudo, era mais utopia que qualquer outra coisa, pois não houve continuidade, houve sim a manutenção de discursos vazios, feitos em alcovas, nas ruelas, restrito aos seus interlocutores.


Mas nós não demos por vencidos e propomos no inicio de 2011 realizamos uma pré-conferência setorial com ampla participação dos teatreiros onde nos foi repassado a necessidade de adequar os valores do fundo a realidade das áreas.
O CMC, sensível a esse pedido, propôs a alteração da forma da divisão dos recursos, atendendo aos anseios.


Na realização da 6°Conferência Municipal, os Teatreiros, outrora ativos combatentes da moralidade da política cultural, timidamente estiveram presentes, sendo que nenhum deles quiseram fazer parte do novo conselho. Já estava ali o sinal sendo dado?
Ao insistirem sobre esse Conselho que se encerra, ser conivente com a gestão da FCBlu , muitas vezes já contestados por nós, o que realmente vocês abraçaram; foi :” as favas se o Conselho diz que não, achamos que sim, ponto final “.


É frustrante ter que escrever a todos sem saber realmente o que fizeram desistir tão fácil.


Diziam-se focados em mudanças, em melhorar, em fortalecer a política cultural do município, mas na hora da oportunidade da ação , vocês omitem, desaparecem, escondem-se no cinismo de suas próprias palavras, no conforto de suas opiniões definidas e exatas.
Ser político, não precisa ser partidário, ser atuante não é simplesmente bater panelas na porta da Fundação, é compreender realmente seu papel como agente modificador do local onde se mora.


Mas isso exige uma coisa, que vocês não têm: responsabilidade com o grupo. Pois tendo seu pedido atendido na pré-conferência na realocação dos valores do fundo, se deram por satisfeitos. Aí, caro Teatreiro não há mais o que fazer.


Mas… ainda prefiro ter a esperança que o novo CMPCBLu gestão 2012-2013 encontre soluções satisfatórias para Teatro e Circo embora todos omitam-se em participar da reconstrução das Políticas Culturais para Blumenau tão ampla e clamorosamente exigidas por este mesmo setor que neste momento da oportunidade, ausenta-se e esconde-se, em difícil e incompreensível silencio.

Jamil Antonio Dias
Presidente do CMC
Gestão 2011/11

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