Hoje teve cafezão com o deputado e cacique Jean Kuhlmann.

Jean visitou o Jornal de Blumenau e trouxe uma cuca do Cantinho Doce, aquela padaria perto da prefeitura, ao lado do Margarida.

Jeanzão continua empenhado na questão da barragem.

Esteve com o ministro Embaça Aí, que designou um cupincha especialmente pra cuidar do assunto.

O cupincha deve vir a SC em no máximo quatro semanas, para uma conversa com os índios, já trazendo informações oficiais do Governo Federal.

Jeanzão acha que devemos mudar nosso modo de ver os índios.

Não basta só consertar a barragem. Precisamos consertar as relações“.

Jean defende algumas ações integratórias entre nós e eles.

Na sexta-feira Jean volta à reserva de José Buatê pra mais uma rodada.

POSSE DA BARRAGEM PELO ESTADO

Jeanzão trabalha para que as instalações físicas da barragem de José Buatê passem para a esfera estadual.

Assim ficaria mais tranquilo operar e manter.

Jeanzão sugere também que possa ser feito um contrato de manutenção e limpeza com os próprios índios.

Ele acha que isso melhoraria a relação entre todos e que os índios se sentiriam valorizados, pois iriam auferir uma renda extra.

Hoje a limpeza é feita por uma empresa de Chapecó.

ELEIÇÕES NA TRIBO

Segundo nos informa o deputado silvícola Jean Kuhlmann, em José Buatê existem 8 aldeias com quase 2.500 índios.

Cada aldeia vota no cacique dela mesma e num cacique geral.

Os caciques que querem se reeleger precisam renunciar 90 dias antes.

Mais ou menos como nós.

Elegemos um prefeito, que é o nosso cacique, e um governador, que é nosso cacique geral.

Só que os índios são mais espertos que a gente.

Elegem os dois numa eleição só.

Nós ficamos desperdiçando bilhões e bilhões pra eleger o cacique num ano e o cacique geral dois anos depois, quando seria bem melhor eleger tudo de uma vez.