Escrevi aqui tempos atrás que seria prematuro Napoleão sair a governador em 2018.

Besta e ignorantemente, afirmei que ele teria que ficar quatro anos, terminando obras importantes como a Margem Esquerda, a Humberto de Campos e a ponte do centro, além de consolidar a nova concessionária de transporte coletivo.

Esqueçam isso.

Foi tudo bobagem.

A realidade nos mostra que é coisa é diferente.

João Dória, dois meses e meio no cargo, só fez marquetagem, varreu ruas já varridas, se vestiu de gari e já desponta como presidenciável.

Não criou novas escolas, não melhorou o transporte público, não fez obras, não melhorou a saúde, mas tem uma legião de fãs.

Bolsonaro, 26 anos de carreira política.

O que fez de importante?

Elegeu três filhos deputados.

Arrumou emprego para a ex-mulher na prefeitura do Rio.

Arrumou emprego para o irmão na AL de São Paulo.

Presidenciável, tem uma legião de fãs ferrenhos e fanáticos.

Quase foi canonizado.

Por que é que justamente o coitado do Napoleão é que teria que se preocupar em apresentar grandes obras para ser governador?

Tolo, eu.

Ele pode perfeitamente se eleger governador falando em musicalização infantil.

Dá-lhe, Napoleão.

Vai que é tua.