1) Não saia cantando pneus. Tem gente que se afoba e quer mostrar serviço logo de saída.

Vá com calma.

Não se afobe.

Você tem quatro anos para mostrar um bom serviço e isso não significa que você precisa inventar uma bobagem toda a semana com a apresentação de 400 projetos por mês.

2) Não se apegue a factóides popularescos.

Jogar pra galera com propostas estrambólicas populistóides rende os aplausos daquela meia dúzia de sempre, mas cansa o eleitor de forma geral.

Sua carreira ficará estacionada sobre essa meia dúzia de abilolados.

3) Monte uma boa estrutura de comunicação.

Em vez de convidar amigos e partidários para ocupar todos os cargos, reserve alguma coisa para contratar um profissional de comunicação.

Procure um bom assessor de imprensa.

Mas cuidado: esse profissional precisa ter “timing” para assessoria política, precisa estar atento a oportunidades e ser proativo.

A maioria dos jornalistas é gente passiva, que precisa receber tarefas toda a hora.

Além disso muitos não entendem e não se adaptam ao dinamismo peculiar da atividade política.

Os cursos de jornalismo mal e porcamente conseguem ensinar alguma coisinha básica pros coitados dos alunos em termos de jornalismo tradicional, quanto mais sobre comunicação política, que os professores simplesmente não sabem que existe, como funciona e seus requisitos básicos.

Sempre que apresentar algum projeto, prepare um paper para a imprensa, reunindo dados. gráficos e tabelas.

Coloque essas informações nas redes sociais e blog.

4) Tenha um bom blog. Mesmo com menor acesso do que o Facebook, um blog serve de suporte para manter um arquivamento de seus projetos e atividades.

Reserve o blog para registrar coisas mais importantes, artigos, pronunciamentos, projetos, pois é possível fazer pesquisas e ter uma noção do conjunto de sua atuação.

5) E finalmente o mais importante: cerque-se de pelo menos uma ou duas pessoas capacitadas e decentemente alfabetizadas, que saibam usar Word e montar planilhas em Excel apresentações tipo Power Point ou algo que o valha.

A regra no Brasil é o político nomear arigós semi analfabetos para cargos de assessoria com bons salários.

Muitos fazem isso e depois se apropria de quase todo o salário do sujeito, que fica feliz se lhe sobrarem R$ 1.500 de um salário de R$ 4.000.

Você ouvirá histórias a respeito disso na Câmara.

Você pode ser mais um a nomear gente para se apropriar de salários, enchendo gananciosamente os bolsos.

Ou pode tentar fazer diferente, usando pessoas que recebem salários bons e integrais para trabalhar de verdade para você, seus projetos e para a sociedade, ajudando-o a produzir pesquisas e relatórios para uma boa fundamentação de ideias e propostas.

A escolha é sua.