• Acabo de ler À Sombra do Poder.
  • Livro de um jornalista assessor da Dilma que conta os últimos meses dela no poder, antes de se recolher ao seu repouso mental em Porto Alegre sob o codinome de Janete.
  • O sujeito, que trabalhou na campanha dela em 2010, faz uma leitura muito petista da coisa toda.
  • Uma das coisas que enche o saco é a insistência do cara em definir Dilma e suas atitudes usando termos como:
  • “Falou em tom sereno”.
  • “Firme”.
  • “Determinada”
  • “Serenidade e firmeza”.
  • “Incansável diante de uma missão a ser cumprida”.
  • “Forte sentido de missão pública”.
  • “Serena e centrada”.
  • “Refutava duramente embromações”.
  • O sujeito se supera quando descreve Dilma ao saber das denúncias do Delcídio:
  • “Mostrou nervosismo não por temor, mas por fúria”. (A exemplo do Galvão Bueno, que consegue ler a mente dos pilotos de F1, ele conseguiu penetrar nos pensamentos da Dilma enquanto ela se borrava de pavor).
  • Sem querer, o jornalista passa algumas informações interessantes, como a decisão de largar Lula às feras quando optaram pela estratégia de defender Dilma sozinha, desvencilhando-a da Jararaca sem rabo.
  • O sujeito dedica um capítulo inteiro para formular a tese de que o negócio de Pasadena foi correto.
  • Ele só não explica uma coisa: se foi correto, porque Dilma tirou o cu da seringa e emitiu nota dizendo que autorizou a compra com base em relatórios incompletos? Por que ela não usou os mesmos argumentos dele para defender a própria decisão?
  • O livro não é tão ruim a ponto de me fazer largá-lo pela metade, mas eu não teria gasto 40 pilas nele se pudesse adivinhar o conteúdo.