• Dica minha pro marketing do Napoleão: já no primeiro programa, logo de cara, na bucha, entrar pesado na questão do ônibus.
  • Mostrar as cenas de greve, as filas, as manchetes negativas da virada do ano.
  • Mostrar busões da Piracicabana quebrados, resgatar imagens de portas caídas, filas, reclamações.
  • Depois Napoleão faz discurso lembrando que disse: o processo seria traumático e foi traumático.
  • “Passamos por isso juntos e vencemos”.
  • Em seguida fala como a coisa foi despiorando, que ainda tá ruim, mas vai ficar bom.
  • Napoleão precisa ele mesmo desmitificar o assunto, precisa ser ele a puxar as coisas em relação ao tema, entenderam?
  • Mas precisa fazer isso de cara. Na bucha.
  • Deve ser o primeiro.
  • Se deixar os outros caras saírem na frente, vai estar respondendo e perderá a vantagem da surpresa e da iniciativa em ser o primeiro a abordar o assunto de frente.
  • Por isso, Napoleão, eu te digo uma coisa: nada de fazer aquele primeiro programa cheio de nhé-nhé-nhé, aquela coisa tradicional, sem glúten, em que os candidatos se apresentam com aquelas musiquinhas xaropes.
  • Enquanto Alexandre José mostra os filhos dos quais de orgulha, enquanto Jeanzão lava a louça pra mãe dele e o Ivan mostra a cachorrinha Grace Kelly, tu já entra metendo o pé na porta, metranca na mão.
  • Depois tu vira em close pra câmera e fala: “Say my name”.