Fachin aliviou as coisas para a Musa Ana Paula, o Conquistador Napoleão e o Alemão Jean Kuhlmann, retirando os três da lista de investigados da Odebrechet.

Com isso safam-se também o Décio, denunciado como operador da Musa, Dalirião, apontado como coletor de fundos do Conquistador e o Cássio Quadros, ajudante do Alemão.

Até aí tudo bem.

Os três candidatos apenas teriam recebido uma ajudinha pelo caixa dois, mas até mesmo esmola pra igreja é por caixa dois e a ajudinha concedida a eles não se encaixa nos esquemas propinosos da Petrobras.

O que me deixa frustradinho é que ficamos cada vez mais longe de descobrir a identidade daquela turma que levou mais de R$ 6 milhões em suborno, de acordo com as planilhas da Odebrecht.

Talvez jamais venhamos a saber quem são Mestre, Zangado, Cosme e Damião, Soldado 1, Soldado 2, Soldado 3 e Fermento.

É possível até mesmo que tanto eu quanto você já tenhamos esbarrado com o Manquinho numa festa de igreja ou com o Sócio numa solenidade.

Quantas entrevistas não teremos ouvido do Coordenador sem saber que era ele?

Saber quem são essa turma é um mistério bem mais apetitoso do que o Túnel do Hitler.


Muito se tem especulado se o Napoleão vai ser candidato em 2018.

Uns falam que ao governo.

Outros em Senado.

Outros em deputado.

Hoje na Nereu o Napoleão foi indagado a respeito pelo Cristiano Silva.

Napoleão confirmou que é candidato:

“Sou candidato a fazer um bom trabalho na cidade”, disse.

Passei o final de semana em Caxias do Sul, com meu filho.

Estive na Cantina Tonet.

Polenta frita.

Polenta com carne moída.

Rodízio de carnes com o trio porco, frango e boi.

Queijo frito.

Rodízio de massas.

E o único e insuperável vinho tinto de mesa Tonet.

Comida igual à da minha mãe.

Caxias do Sul, cidade-irmã de Rio do Oeste.

Ivanzão tem sido sondado para entrar no partido do Bolsonaro.

O homem está pensando no assunto, mas ainda não decidiu se vai, se fica ou se pula da ponte.

Ontem ele foi convidado pra ir ao Rio, para um jantar com a executiva do novo partido do Bolsonaro, o PEN.

Ivanzão decidiu ir pra sentir o clima.

Hoje ele vai ter encontro com o Mito, que anunciará a mudança do nome do partido para a criação do Patriota.

Ivan leva duas sungas brancas de lycra na mala.

Pretende tirar uma foto com o Mito depois de um mergulho em Ipanema.

Temer recebeu a Raquel Dodge ontem à noite após às 22 horas, fora da agenda.

Domingo ele recebeu o advogado dele e do Aécio, o Gilmar Mendes, também fora da agenda.

Nos dois casos, claro, tinha paparazzi político de plantão e eles foram filmados.

Essa foi uma ideia do advogado do Temer:

– Bicho, tive uma ideia bem bacana pra tornar factível aquela história de que tu costuma receber gente fora do horário, como o Joesley.

– Desembucha.

– Seguinte, tu começa a marcar encontros fora do horário e fora da agenda com alguns figurões. Os caras da imprensa se acham os espertinhos, vão morder a isca e vão ficar alardeando isso como se fosse furo. Logo as pessoas vão perceber que tu receber pessoas fora do horário é comum.

– Mas jornalista nessa hora tá tudo no boteco. Eles detestam plantão. As empresas estão falidas. Cortaram as horas extras. Ninguém investiga mais nada, virou tudo coluna de fofoca com notícia plantada.

– Fica tranquilo, mestre. Vamos vazar pra alguns deles, assim sempre garantimos que filmem os “encontros secretos”. Tô pensando até em oferecer lanche. E se não vier ninguém, meu motorista filma e depois vazamos.

– Gênio.

 

A Furb está estudando propostas de programas especiais para indígenas.

A coisa está sendo tocada pessoalmente pelo cacique João Natel.

Entre os autores da proposta está o COMIN, Conselho de Missão entre Povos Indígenas, criado em setembro de 1982 e que está completando 35 anos de existência.

Este Conselho foi criado pelos comunistas da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e agora age em parceria com os comunistas da Furb.

Eleições de 2018 se aproximando e então vários políticos começam a bater nas secretarias regionais, que o João Raimundo transformou em agências.

João Raimundo bateu forte nas regionais quando era oposição ao Luís Henrique, que as criou.

Depois que virou amiguinho do LHS e virou governador com apoio dele, mudou de ideia.

Ana Paula chegou a fazer um projeto inconstitucional que extingue elas.

Existe muita desinformação sobre as regionais, vistas como cabides de emprego e de alto custo.

Mas não é bem assim.

Vejamos a Regional de Blumenau:

  1. Nos municípios compreendidos pela Regional de Blumenau existem 3.053 funcionários efetivos apenas na área de Educação.
  2. Na administração da Regional trabalham 47 pessoas.
  3. Deste total, 33 são funcionários efetivos, que estavam espalhados por aí e agora estão reunidos num lugar só.
  4. São apenas 14 comissionados, incluindo o secretário, que no caso de Blumenau é o Emerson Antunes.
  5. As regionais não geraram muitos novos cargos.
  6. A grande maioria dos cargos foi remanejada de Florianópolis para as cidades do interior.

Como podemos ver, muitas vezes o nosso secretário regional é acionado constantemente para resolver broncas.

Ele é pressionado aqui e corre atrás das soluções.

Sem um secretário aqui, fica mais difícil para Blumenau pressionar em Florianópolis.

Emerson Antunes lê os jornais daqui, é cobrado pelas rádios daqui e tem que se virar.

Secretário sentado numa mesa em Florianópolis não recebe essa pressão.

Pode-se discutir como melhorar as regionais, talvez diminuindo seu número, mas elas não são essa ruindade toda que muitos falam e nem geram essa despesa monstruosa e descabida que os críticos vociferam.

 


 

Nesta foto, vemos o secretário Emerson Antunes comendo um pão com bolinho no Bekendorf.

Se o cargo dele for extinto aqui, um sujeito qualquer vai ganhar o emprego dele em Florianópolis e quem vai sair ganhando é o Beto do Box, do famosíssimo Box 32, no mercado público de Florianópolis.

Vamos ajudar o Bekendorf e o resto do nosso comércio mantendo esses cargos por aqui, em vez de devolvê-os à Capital.

Fui agora na XV e tem um sujeito de faca na mão vendendo salame.

Ele tem uma cesta com salames.

Ele carrega um salame e sai oferecendo pra turma comer um pedaço, que ele corta na mão com aquela faca.

Se for levar a coisa na fria letra da lei, eu diria que há um homem armado neste momento na XV, abordando pessoas.

A depender do preço do salame dele poder-se-ia, talvez, inclusive, dizer que se trata de assalto a mão armada.

CARLOS TONET
Presidente do Fã Clube do Ricardo Stodieck e articulador do Movimento Fica Ricardo

 
 

Ricardo Stodieck confirmou hoje deixará a Secretaria de Turismo no final de 2018.

saída faz parte do planejamento dele e foi combinada com o prefeito Napoleão Bernardes quando ele assumiu.

Ricardão me disse-me que gosta muito da atividade que exerce, mas entende que seis anos é um tempo razoável para ficar no cargo.

Me disse-me também que é preciso ter renovação na área.

Ricardão é meu ídolo máximo do Turismo.

Amanhã mesmo darei início à campanha #ficaricardão.

 


Protestos contra a saída de Ricardão já iniciaram na França e devem ganhar o mundo

Na minha adolescência em Rio do Oeste, anos 70, acompanhei quatro grandes transformações da humanidade, no que diz respeito à minha condição de homem do sexo masculino morando em um pequeno vilarejo do interior eminentemente agrícola e pastoril.

Coisas que causaram profundo impacto sobre os usos de costumes da população local.

CUECA DE MALHA

Homem naquela época usava cueca de tecido.

Ou ceroulas.

Quando vieram as primeiras cuecas de malha foi um escândalo.

O cara que entrasse num vestiário de jogo de futebol usando aquilo era levado à presença do árbitro da partida e era expulso preventivamente.

BERMUDAS

Calça curta era coisa de guri pequeno.

Homem usava calça comprida.

Calça de tecido, diga-se.

Preta.

Quando vieram as bermudas jeans os mais jovens começaram a usar e viravam alvo dos mais velhos.

Alguns de meus tios não aprovavam muito a liberalidade da minha mãe e de meu pai por me deixarem sair por aí usando bermudas.

CALÇAS JEANS

Também causaram certa celeuma.

Usar calças jeans era coisa prafrentex, como se dizia.

Os mais conservadores, a turma do interior, olhavam atravessado para quem as usasse.

Mais discriminados ainda eram os sujeitos que usavam calça boca de sino.

Dessas eu escapei.

Nunca tive coragem.

Mas acho que, mesmo que tivesse, o Neni Tonet não ia deixar.

Há um limite para tudo.

CALÇA COM ZÍPER

A maior revolução sexual rioestina setentina.

Ainda mais que as cuecas.

Homem usava calça de tecido e com braguilha de botão.

Ai vieram os jeans, unissex, esse mundo tá perdido, nada mais é como antigamente, mas tudo bem, dá pra ir levando.

Mas agora, ZÍPER EM CALÇA DE HOMEM, NÃO!!!!

Onde é que vamos parar?

Zíper é coisa de calça de mulher, e olha que mulher tinha é que estar usando vestido, não tinha nada que usar calça.

Zíper em calça de homem foi uma novidade estrondosa.

A primeira calça jeans que minha mãe me comprou tinha botões na braguilha, como devia ser.

Os primeiros caras a usar zíper em calça em Rio do Oeste se transformaram numa espécie de Joana d´Arc da revolução dos costumes.

Muitos foram açoitados, amarrados atrás de um cavalo e arrastados até a fronteira com Laurentino, de onde era banidos para sempre.

 

Decião convida Lula pra visitar SC.

Podia começar por Blumenau.

Podia propor uma nova placa pra homenagear o Lula, bem na frente do Fórum, só pro Ricardo Alba passar na frente dela todos os dias quando sai pra entregar intimações.

Seterb abriu licitação para comprar móveis novos.

Tava mesmo precisando.

Já estive lá alguma vezes.

Aquilo é um horror.

Mesas e cadeiras caindo aos pedaços.

Arquivos de aço enferrujados.

O cara corre o risco de pegar tétano só de olhar.

Foto mostra as condições de trabalho do Carlos Lange e da briosa equipe do Seterb:

 

Essa delação do Joesley é mesmo uma fanfarronice.

O cara diz que tinha uma conta Lula e uma conta Dilma no exterior.

Mas eram contas que ele criou e que ele mesmo gerenciava, não eram contas dos dois.

E agora ele diz que quem usava o dinheiro era ele mesmo.

Pagou até o próprio casamento com a grana da Dilma e do Lula sem eles saberem.

Mais ou menos assim:

Eu compro cinco fatias de cuca e guardo dizendo que são pra você.

Então eu vou lá e como dois pedaços.

Aí a polícia apreende as cucas que sobraram e eu explico que tinha cinco pedaços de cuca que eram seus, mas eu comi dois, e que você é culpado mesmo assim de ser o destinatário das cucas.

Finalmente comi uma cuca com o Napoleão.

Foi na Fundação Cultural, hoje de tarde.

Claro, não foi ele que pagou.

Era uma cuca pública, adquirida com recursos próprios pelo município.

Ele só serviu porque e não foi do bolso dele que saiu.

Ninguém dá muita bola pro Centro Histórico, mas rola um turismo interessante por lá.

Sylivo Zimmermann disse que aportam uns 40 ônibus por dia na área.

Ele calcula em mais de 1000 pessoas.

Sexta pela manhã tinha dois busão quando estive lá.

Uma hora depois tinha três diferentes.

No entorno do Museu da Familia Colonial vi dezenas de pessoas visitando e tirando fotos.

Por isso o Napoleão vai fazer a Praça da Cultura nos fundos da Fundação Cultural, criando um espaço bem bacana, integrando toda a área.

Se ele não fizer, me avisem.

Nas fotos:

– Ônibus de turismo no Centro Histórico na sexta de manhã.

– Sylvio Zimmermann puxando assunto com o pé de ginkgo biloba que o Imperador do Japão mandou pro Dr. Blumenau pra comemorar os 10 anos da imigração alemã.

– Turistas no cemitério dos gatos.

 

IMG_20170721_114401118_HDR.jpgA foto mostra os fundos da Fundação Cultural, onde alguns vereadores sugerem construir o novo prédio da Câmara.

Espaço há, mas não é certo fazê-lo.

Felizmente é apenas uma sugestão e o troço não vai se concretizar.

O espaço está mal cuidado, serve de estacionamento improvisado.

Está a poucos metros de diversos bens culturais importantes.

Esse espaço precisa ser urgentemente transformado numa bela praça.

Paisagismo integrado ao que já existe.

Bancos pra pessoas sentarem.

Calçamento bacana.

Demolição e readequação dos ranchos velhos ao fundo.

Integração com a área arborizada, que abriga o cemitério dos gatos, espécies centenárias de árvores, a biblioteca, o Mausoléu e o Museu da Família Colonial.

O espaço é amplo.

É ótimo.

É belo.

Ensolarado, prazeroso.

Urbanizado, poderia integrar as ações feitas na XV aos domingos.

Há espaços e saliências que serviriam para APRESENTAÇÕES CULTURAIS a céu aberto.

Exposição de arte, artesanato, ensaios, poesia.

Um monte de atrações.

Valorizaria o turismo, aproximaria a comunidade.

PRECISAMOS PENSAR NISSO LOGO.

Não ia custar muito.

Sylvio Zimmermann tem razão:cada coisa no seu lugar.

Cidade para as pessoas.

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