• A Câmara dos Deputados vetou ontem a proposta de mudanças na eleição de vereadores e deputados.
  • De acordo com a proposta derrotada, seria criado um sistema denominado Distritão.
  • Os vereadores e deputados passariam a ser eleitos apenas com os próprios votos recebidos, sem contar os votos de legenda obtidos pelos partidos.
  • Só por curiosidade, fiz uma comparação entre os atuais vereadores eleitos e os que teriam sido eleitos caso o Distritão tivesse sido aplicado nas eleições de 2012.
  • Os vereadores Jefferson Forest, Adriano Pereira e Oldemar Becker teriam ficado de fora.
  • Teriam sido eleitos os atuais suplentes Almir Vieira, Antonio Veneza e Marcelo Lanzarin, todos do PSD.
  • O PSD, aliás, ficaria com uma superbancada de 6 vereadores.
  • O PT veria sua representatividade reduzida a apenas um, Vanderlei de Oliveira.
  • J. Forest disse ontem que pode ser candidato a prefeito.
  • Eleição é como um balaio cheio de abacaxis que a gente tem que carregar nas costas.
  • Já tínhamos outros três candidatos declarados no balaio:
  1. Ivanzão
  2. Jeanzão
  3. Jovinão
  • Podemos colocar no balaio também o Napoleão que, embora não tenha dito nada ainda a respeito, vai concorrer à reeleição.
  • Por via das dúvidas, deveríamos separar o João Natel e colocar ele também no balaio, mesmo que ele esteja dando uma vaselinada básica que pode estar mirando em alguma negociação mais adiante.
  • Diríamos então que nosso balaio eleitoral já tem pelo menos seis abacaxis pra gente escolher.

  • Gentes olhem só que gracinha.
  • O Santa traz hoje matéria sobre a estreia do filme catarinense O Amuleto, rodado durante 20 dias em Florianópolis, com R$ 1,2 milhão pagos pelo Ministério da Cultura.
  • O filme é de terror e imita os filmes americanos do gênero.
  • É cheio de clichês: um grupo de jovens se perde numa floresta no Rio Vermelho, em Floripa, e acontecem todas aquelas mortes e desaparecimentos.
  • O filme tem uma bruxa que mora na Costa da Lagoa.
  • Florianópolis é a terra das bruxas. É a Ilha da Magia.
  • Mas os produtores não encontraram ninguém capaz de interpretar juma bruxa com sotaque manezinho e então contrataram uma atriz da Globo, que, segundo o Santa, “arriscou um sotaque Mané”.
  • Aliás, esse truque de trazer ator da Globo pra fazer duas ceninhas é recorrente entre os pequenos produtores de cinema mamadores do Estado.
  • Essa turma desce o pau na Globo, mas não resiste ao apelo de pagar polpudos cachês em troca de notoriedade.
  • O que todos querem mesmo é se destacar no circuito comercial.
  • Danem-se as oportunidades para novos talentos.
  • A tal atriz gravou três ou quatro cenas, pegou um cheque, caiu fora e não voltou nem pra ver a estreia do filme.
  • Na reportagem do Santa o diretor reconhece que o filme é um clichezão, mas pondera: “Considero um mérito o fato de o filme ser falado em português”.
  • Se é por causa disso, não precisava de tanto trabalho. Era só pegar a grana, dublar um filmeco americano e gastar o resto em cachaça.
    .

    Carlos e as Capivaras

  • Agora que vi como é fácil pegar uma grana e fazer um filme, vou arriscar meu próprio projeto.
  • Há dez minutos elaborei o roteiro do filme Carlos e as Capivaras.
  • O filme conta a história de um valente e intrépido bombeiro, Zeca, que salva o menino Carlos depois que ele se perde brincando na Margem Esquerda e é raptado pelo feiticeiro Paulo França.
  • Zeca foi piloto de helicóptero no Vietnã e passa o tempo todo tendo pesadelos com isso.
  • Paulo, o feiticeiro, é um ex-sniper americano atormentado que ficou sem emprego e agora trabalha como instrutor freelancer em clubes de caça e tiro.
  • Ainda não decidi quais atores da Globo terão participação especial pra interpretar as capivaras.​


Atriz da Globo faz o papel de bruxa com sotaque arremedado porque justamente na Ilha da Magia não tinha ninguém capaz de fazer o papel de bruxa com sotaque Mané.

  • Paguei há pouco aposta para o Thiago Gonçalves em reunião na Service Contabilidade.
  • Meia dúzia de Eisenbahn.
  • O objeto da mesma não será revelado pra eu não passar atestado de burrice.

  • Acabo de bloquear do Facebook o colunista do Jornal de Santa Catarina Viegas Fernandes da Costa.
  • Faz dias que não respondia mais às indiretas do Piegas contra mim em seus posts. Então ele resolveu partir pra ofensa direta.
  • O sujeito apelou para um golpe abaixo da linha da cintura e chutou o meu saco, desrespeitando e ofendendo também jornalistas profissionais que trabalham comigo.
  • No final de semana, o Jornal de Blumenau veiculou uma pesquisa do Ideco com uma avaliação negativa do governo do Napoleão.
  • Piegas me acusa de ter manipulado o gráfico para dar destaque à avaliação Ótimo/Bom, que é de 26%, beneficiando o Napoleão.
  • Movido pela raivinha cegueta que mantém contra mim, Piegas enganou seus leitores e amigos do Face, OMITINDO da imagem e de seu texto a manchete do jornal, que foi a seguinte: “PESQUISA REVELA QUE GESTÃO DE NAPOLEÃO É MAL AVALIADA”.
  • Ou seja, para me chamar de vendido, Piegas ocultou a chamada negativa do jornal, numa atitude antiética, mentirosa e grotescamente rasteira.
  • Piegas encheu tanto o meu saco, tanto, mas tanto, que acabei me enchendo dele.
  • Não preciso ter na minha timeline um raivinha com tamanho karma negativo e energia ruim.
  • Ele que destile seu ódio contra mim pra ele mesmo.

  • Jeanzão esteve me visitando pela manhã.
  • Trouxe cuca e um presentinho: a Kombi do PSD.
  • Eu nunca tinha batido papo longamente com ele e a conversa foi interessante, abordando questões como estratégias políticas, reforma política e etc, mas nada disso interessaria a vocês.
  • O que interessa é que o Jeanzão, assim como o Jovinão, deixou claro que quer ser candidato a prefeito.
  • “O João Paulo naturalmente tem a preferência, mas se ele não disputar, eu pretendo disputar minha indicação no partido, respeitando os que pensam de outra forma”.
  • “Não desisti de ser prefeito”.
  • Como eu acho que o JPK não vai querer pegar essa bucha de novo, podemos considerar que Jeanzão vai pra cima da galera do PSD com a faca nos dentes pra conquistar a vaga.
  • “O PSD vai ter candidato em Criciúma Florianópolis e Joinville. Vai ter em Indaial, Gaspar, Timbó e Pomerode. Por que não teria em Blumenau?”.
  • Prevejo que a Kombi do PSD ainda vá dar muitos solavancos daqui até a eleição.

O Ideco, insituto que fez aquela pesquisa em que mais de 90% dos entrevistados era contra o aumento do número de vereadores, aproveitou o embalo e fez também um pesquisa sobre avaliação dos governos do Dilmão e do Napoleão.

Pro Napoleão deu o seguinte:

38% ruim/péssimo/horrível/deprimente/insuportável

36% regular/meia boca/pra quem é tá bom

26% ótimo/sensacional/mas que maravilha/wonderfull

Pro Dilmão

80,7% ruim/péssimo/podreira/casqueira

12,3% regular/marromenos/na Argentina é pior

7,1% ótimo/bom/mas que maravilha/love your lips

No caso do Dilmão não tem escapatória: a avaliação apontada pela pesquisa é destruidora.

No caso no Napoleôncio impressionam os 26% de ótimo/bom/chuchu beleza, diante da chiadeira que se ouve por aí.

Na verdade chega a ser uma boa notícia, pois a base de ótimo/bom de 26% é bastante robusta para sustentar, mais adiante, uma campanha de comunicação capaz de reverter o regular e até reduzir o péssimo.

  • Fábio Fiedler deu um jeito de não ir na audiência dos vereadores ontem à noite no Carlos Gomes.
  • Provavelmente estava acompanhando algum grupo de night bikers pra fazer filminhos de ciclovia.
  • Marcos da Rosa, agraciado com a Medalha Tiradentes de Vereador Mais Atuante, também não foi.
  • Como é muito atuante. é natural que àquela hora estivesse atuando em algum lugar por aí.

O Sintraseb não pode mais dizer que o Napoleão não recebe eles.

Napoleão falou com eles ontem.

No destaque, o olhar meigo, cheio de carinho, paciência e compreensão do Napoleôncio para o Serjão.

  • A galera animada do PSD fez um bem bolado na direção partidária em Blumenau.
  • Fizeram uma espécie de intervenção neles mesmos e elegeram o seguinte comando:
  • JPK é o novo presidente (Nelson Santiago foi expelido e jogado pela janela).
  • Robinho ficou como vice e representante dos vereadores com mandato.
  • Jean Kuhlmann virou secretário.
  • Ismael foi eleito primeiro tesoureiro
  • Almirzão Vieira foi encaixado como segundo tesoureiro pra representar os suplentes.
  • Os demais vereadores e ex-presidentes ficaram na condição de vogais com direito a voto.
  • A eleição ocorreu no início da semana em clima de tranquilidade.
  • Bombeiros, o Samu e as duas viaturas da PM colocadas de prontidão não foram acionados.
  • Terminada a votação, João Paulo colocou todo mundo na Kombi do PSD e saíram pra dar uns roles pela cidade.

     

    SOBRE A KOMBI DO PSD

     

  • Já expliquei com funciona a Kombi do PSD, mas na custa explicar de novo.
  • Como ninguém se entende no PSD sobre quem vai ser candidato, se o partido vai ter candidato ou não, o JPK vai toureando a turma do jeito que pode pra ver como é que fica lá na frente.
  • Então ele coloca todo mundo numa Kombi e sai dando voltas pela cidade dirigindo em alta velocidade, inclusive em dias de chuva.
  • Nelson Santiago vai na frente agarrado no puta-merda.
  • O resto da turma vai atrás.
  • JPK tirou os bancos e os cintos de segurança.
  • Vai todo mundo se segurando no bujão de gás.
  • JPK faz curvas fechadas, freia repentinamente e ziguezagueia no meio da rua.
  • Nessas horas já aconteceu de o Jean Kuhlmann acertar uma cotovelada sem querer no Ismael, cuja ponta do sapato atingiu – também sem querer, é claro – o queixo do Fábio Fiedler.
  • Teve uma vez que FF rolou pelo chão e derrubou involuntariamente o Jean Kuhlmann
  • Já ocorreu de o Robinho ter sido atingido no olho por uma dedada involuntária do Dênio Scottini, que ao se proteger acertou um peteleco no Mário Hildebrandt.
  • A Kombi quase pegou fogo durante uma madrugada na Rua Bahia. JPK ia passando por dentro dos buracos a mais de 100 por hora quando o bujão de gás se desprendeu e acertou a testa do Jean Kuhlmann e a orelha do Ismael enquanto os dois rolavam agarrados no chão.


JPK e a nova executiva do PSD logo após a eleição

  • Vejam só como o Celião é mesmo meu ídolo máximo da canastrice política.
  • Ele vive chiando contra a Legião Estrangeira dos colunistas do Santa espalhados ao redor do globo terrestre, dizendo que quem mora fora da cidade não pode ficar falando das coisas daqui.
  • Só que ontem ele trouxe um advogado de fora pra defender o aumento no número de vereadores.
  • Um advogado de Florianópolis, que disse que não conhece nada da política local.
  • Eu não tinha me antenado da coisa, mas tal advogado defende o Celião nas tretas do STF.
  • É ou não é o cúmulo da fanfarronice?

Audiência dos vereadores, também conhecida como Show do Mário, teve o efeito prático de unir nada a coisa alguma.

O Instituto Carlos Identificou três grandes destaques:

1) CELIÃO – Deitou e rolou. Provocou a distinta plateia, curtiu as vaias e adorou ver a turma de costas pra ele. Célio está se lixando se vai ou não ter aumento de vereador. Estava tranquilão e até deixou de lado sua obsessão pela Susan Liesenberg.

2) J. FOREST – Outro que se divertiu e não se levou muito a sério. Adorou ser xingado. “Eu respeito as vaias”. Mostrou que sabe fazer discurso com ideias bem concatenadas. Fez uma mediazinha com as esquerdas e as minorias. Falou em mudanças e teve momentos que nem parecia ser do PT.

3) MÁRIO – Ficou como pai da iniciativa da audiência pública. Controlou bem as reações do público sem se alterar e mostrou autoridade. Aproveitou pra dizer que é contra e somou uns pontinhos com a galera.

  • O parlamento é o mais nobre dos poderes.
  • É poder que mais proximamente emana do povo e em nome dele é exercido.
  • Os vereadores exercem papel importante.
  • Cabe eles o papel de fiscalizar o executivo, tomando conhecimento de seus projetos e iniciativas, avalizando-os e aprovando-os em nosso nome.
  • Erra quem julga a atividade dos vereadores apenas pela presença em plenário, deles exigindo relatórios sobre projetos apresentados.
  • Essa pressão da imprensa para que vereadores apresentem projetos faz com que alguns deles se obriguem a buscar esse tipo de ação para se destacar, cometendo descalabros que são lançados nas costas do prefeito.
  • Isso acontece porque a imprensa e a sociedade não se dedicam a acompanhar as minúcias da atividade parlamentar, que exige grande responsabilidade.
  • Dito isso, reforço minha convicção de que Blumenau deveria ter 21 vereadores, como forma de aumentar a representatividade, ampliando o leque de discussões acerca das coisas da cidade.
  • No entanto, diante da mediocridade dos políticos em geral e de nossos vereadores e, em particular, da futricada infrutífera que campeia nos bastidores da Câmara, aliada a iniciativas irresponsáveis como projetos inconstitucionais lançados a esmo com o fim meramente oportunista; diante da miríades de chefetes de partidecos pressionando por cargos, eu mudei de ideia. Pelo menos temporariamente.
  • De toda essa discussão, apenas lamento o emburrecimento dos eleitores, imprensa e vereadores, que usam argumentos baseados em apelos populistas e rasteiros tanto na defesa do aumento como de sua contrariedade.
  • Lamento que os que defendem o aumento o façam sem estudos, sem organização, sem pesquisa, sem capacidade de ofertar á comunidade argumentos sólidos, encadeados e lógicos.
  • Apesar do caminhão de servidores contratados que aumentaram os custos salariais em mais de R$ 3 milhões ao ano, parece que não há entre eles alguém capaz de montar um arquivo em Excel.
  • Lamento também que a esmagadora maioria das pessoas seja contra apenas por raiva, inveja, desconhecimento e ignorância da verdadeira importância da Câmara e dos vereadores.
  • Mas como eu já disse, os atuais vereadores merecem a rejeição e a completa abjeção a eles devotada por mais de 90% da comunidade.
  • Pagam pelas pernadas que nos aplicaram, pagam por serem galinhas medrosas, um bando de encagaçados, desorganizados e dissimulados, cercados de assessores sem qualificação para lhes prestar um suporte adequado.
  • É tudo uma grande pena.

  • A RIC apresentou debate entre Celião e Marcão sobre o aumento dos vereadores hoje no Jornal do Meio Dia.
  • Marco Antônio defendeu a tese de que não é preciso mais vereadores porque mimimi, patatá e patatí.
  • Celão defendeu mais vereadores argumentando que pocotó, lero-lero e bu-bu-bu.
  • Marcão respondeu que vuco-vuco, fuqui-fuqui e trololó.
  • Célio insistiu no bláblablá, puricutú e nheconheco.
  • Na rodoviária, assim que começou o debate, olhos atentos na TV, um sujeito que comia um sortido deu um arroto, chamou o garçom e pediu:

    – Dá pra colocar no Globo Esporte?

  • O Ministério Público deve intervir na questão do Plano de Mobilidade Urbana de Blumenau.
  • A turma de sempre andou formalizando uns queixumes e o troço está sendo investigado.
  • A turma quer que todas as virgulinhas estejam no lugar e que as 204 audiências públicas e os 409 planos feitos até aqui sejam todos zerados para que “a comunidade possa ser ouvida”.
  • Quem está vendo as coisas é a promotora Monika Pabst.
  • Se eu fosse o Napoleão, me antecipava e começava a falar com ela pra tentar salvar as coisas – se isso for possível, claro – antes que tenhamos a notícia da 98ª liminar pra cima da cidade.
  • Era uma vez uma cidade que tinha uma das Câmaras mais enxutas do Brasil.
  • O nome da cidade era Blumenau.
  • Aí um belo dia o Ministério Público resolveu que a coisa não tava certo porque faltava uma tal de paridade entre funcionários de carreira e os comissionados.
  • Então os vereadores fizeram um acordo pra deixar tudo bonitinho.
  • A solução foi fazer um concurso público e enfiar mais 60 pessoas lá dentro pra que tudo ficasse bonitinho.
  • Por causa disso, a coisa ficou assim: em 2013, a despesa com os servidores de carreira foi de R$ 4.572.177,82.
  • Em 2014, com o concurso público, passou para R$ 6.438.967,45.
  • Um aumento de 40,8%.
  • Uma despesa anual a mais no valor de 1 milhão e 800 mil reais.
  • As obrigações patronais passaram de R$ 1.517.245,09 para R$ 2.061.626,71.
  • Um aumento de 35,8%.
  • Uma despesa anual a mais de R$ 544 mil.
  • Teve ainda um aumento de R$ 953 mil com pessoal ativo dos gabinetes.
  • Somando todos os badulaques, as despesas com pessoal passaram de R$ 12.086.868,70 para R$ 15.662.072,77 de um ano para outro.
  • Um crescimentozinho de 29,5%. O PIB e a inflação ficaram morrendo de inveja.
  • No total comunidade arcou com um custo extra de 3 milhões e 500 mil reais por ano.
  • O resultado para a comunidade foi tão bom, tão bom, mas tão bom, que as pessoas passaram a fazer passeatas pedindo mais vereadores.

Clique na imagem pra ela ficar mais grande:
CUSTOSCAM

  • A RIC promove nesta quinta-feira (21/05/15), no jornal do meio-dia, um debate em torno do aumento do número de vereadores durante o jornal deles.
  • Celião vai defender o aumento (espero que ele pelo menos penteie o cabelo direito).
  • Marco Antônio vai defender a posição contrária (vamos torcer pra que ele não cochile apoiado no ombro do Alexandre José ou do Alexandrão Gonçalves).
  • Celião vai vir com aquela história de que a Câmara devolveu não sei quanto pras entidades assistenciais.
  • Essa devolução na verdade é uma aberração da legislação que força a destinação de 5% do orçamento pras Câmaras, mesmo que a maioria delas nem tenha como gastar toda a grana.
  • Por isso esse negócio de presidente de Câmara fazer marketing paroquial com o troço é comum não apenas em cidades pujantes como Blumenau, mas também em qualquer buraco por aí.

  • Um dos argumentos apresentados pelos vereadores que defendem o aumento do número de vereadores é que o aumento não traria mais despesas e que a Câmara hoje devolve recursos.
  • São dois argumentos flácidos.
  • Nenhum deles tem validade.
  • A não ser que os novos vereadores e seus assessores trabalhem em casa e de graça, haverá, sim, aumento.
  • Sempre que um deles for mijar na Câmara, no mínimo vai gastar água com a descarga e, se por ventura resolver lavar as mãos, vai consumir sabonete e toalha de papel.

    A pernada da devolução

  • O orçamento da Câmara pode ser de até 5% da Receita Corrente Líquida da prefeitura.
  • Mas quase sempre não é possível gastar tudo isso.
  • No final do exercício o que não foi gasto é devolvido.
  • Nessa hora os parlamentares aplicam mais uma grande pernada em mim e em você.
  • Dizem que a devolução foi fruto de economia, quando não foi.
  • E mais: engambelam todo mundo com aquela história de que os recursos vão ser usados em cirurgia de cataratas, hospital Santo Antônio ou coisa que o valha.
  • Na verdade essa devolução é obrigatória e deve retornar ao Tesouro.
  • A lei impede que esses valores tenham destinação certa.
  • O que existe é uma acordo de cavalheiros entre o prefeito da vez e o presidente da Câmara, mas isso não precisa ser cumprido.
  • Será cumprido, é claro, se o prefeito quiser injetar força política no presidente, para que esse possa posar de herói da saúde.
  • Quando presidente, Marco Antonio era useiro e vezeiro em “passar” dinheiro pra saúde.
  • Vanderleizão se transformou no Rei da Catarata, espalhando aos quatro ventos que sua gestão havia destinado recursos para isso.
  • Mas dia desses andou bufando dizendo que não sabia se os recursos haviam sido aplicados.
  • O estorno dos recursos não consumidos deveria ser feita de forma burocrática, discreta e sem essas fanfaronices marquetísticas ludibriatórias.
  • Pernadas desse tipo podem até enganar o populacho pobre e mal informado da periferia, mas irritam e ofendem a inteligência do cidadão medianamente instruído.
  • O troco vem com a rejeição maciça aos próprios vereadores que, como já disse, são merecedores e causadores da própria abjeção nutrida pela sociedade em relação a eles.
  • O Tribunal Regional Eleitoral rejeitou a prestação de contas do vereador Vanderlei de Oliveira referente à sua campanha para deputado estadual pelo PT em 2014.
  • A decisão foi unânime.
  • O acórdão foi publicado no último dia 14/05/15, assinado pelo juiz relator Antônio Monteiro do Rêgo Rocha.
  • A rejeição das contas foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral, através de parecer assinado pelo procurador regional eleitoral André Stefani Bertuol, em 09/03/15.
  • Entre os itens apresentados em denúncia do Ministério Público Eleitoral, estão:
  1. Omissão de lançamentos de gastos.
  2. Ausência de registros de despesas.
  3. Divergência entre dados de doadores.
  4. Devolução de cheque sem fundos no valor de R$ 592,85, cujo destino final não foi explicado.
  5. Despesas de R$ 12.908,22 não comprovadas por notas fiscais.
  6. Falta de comprovação fiscal idônea referente a oito despesas, cujos montantes totalizam R$ 49.931,66.
  7. Ausência de recibos eleitorais referentes a doze doações que somam R$ 77.000,00.
  8. No total, o MP apurou um total de R$ 54.481,66 em valores não comprovados de modo regular pelo candidato.
  • Não sei o que vai acontecer daqui pra diante.
  • Se eu souber de alguma coisa, aviso.
  • Quem tiver a curiosidade mórbida de ver detalhes do troço, acessando inclusive a lista de doadores do Vanderlei e os respectivos valores que a turma doou, pode se divertir acessando o site do TRE, consultando o Número Único 126914.2014.624.0000
  • Sou obrigado a elogiar a posse da Acib ontem.
  • Até os discursos do Amaralzão e do Raimundão estavam bons.
  • Napoleão falou algumas coisas que eu não prestei atenção, mas não fui o único: Marco Antônio dormiu enquanto ele falava.
  • Os Acibanos tiveram a brilhante ideia de substituir o jantar empolado por um coquetel descolado.
  • Distribuíram umas mesinhas altas no salão com algumas banquetas.
  • Pelos cantos deixaram alguns sofazinhos tipo salinhas de estar.
  • A comida estava boa: dois pratos quentes com massas e o resto eram frios.
  • Cada um se servia.
  • Charles Schwanke e eu nos atracamos num penne com molho de gorgonzola.
  • Charles me disse que ia ter camarão, mas a velha sovinice da Acib prevaleceu e não teve camarão nenhum.
  • Todo mundo que faz cerimônias de posse ou cerimônia disso ou daquilo devia fazer a mesma coisa.
  • Mesa posta pra jantar é chato.
  • Você senta e é obrigado a ficar lá durante horas.
  • Coquetel é bem melhor.
  • Dá pra ficar circulando, você come o que quer, do jeito que quer.
  • Até na hora de ir embora é melhor.
  • Você pode dar no pé a hora que quiser e ninguém vai perceber.
  • Espero que outras entidades deixem as frescuras de lado e passem a adotar esse sistema descolado que agradou todo mundo.


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