Teve programas do Ivanzão e do Zeca Bombeiro hoje na Nereu.

J. Forest mandou zap pro Ivan dizendo que é fã do programa.

Ivan respondeu mandando caloroso abraço pro “Jefferson Forets”.

O programa do Zeca foi dedicado aos animais peçonhentos, mas ele não falou de nenhum vereador.

Zeca deu dicas sobre como se portar ante os animais peçonhentos.

Programa do Ivan ele mesmo apresenta e ele mesmo comenta o que ele mesmo fala.

Ivan é Galvão Bueno e Casagrande ao mesmo tempo.

Já o Zeca tem um apresentador.

Zeca só entra em momentos estratégicos, expressando opinião sobre os mais diversos temas.

Depois que ele falou dos animais peçonhentos, o apresentador disse que aquilo tinha sido um “excelente serviço prestado à comunidade”.

35 anos de jornalismo e fui procurado por uma aluninha de jornalismo da Furb pra me entrevistar sobre a greve dos jornalistas de 1990, quando fui catapultado por cima dos muros do Santa e lançado pro meio da rua.

Catando uns documentos da época achei essa fichinha que mostra a minha criatividade e capacidade.

Graças a esse sistema, pudemos atualizar todos os salários dos jornalistas que haviam sido pago com uma defasagem “involuntária” pelo Santa num daqueles pacotes econômicos malucos.

Essa história é curiosa porque:

 

CAPÍTULO 1

Meses antes havia tido eleição para o sindicato.

Meu nome tinha sito eleito pelos jornalistas de Blumenau entre os três da cidade que iriam compor a chapa.

No dia da eleição, em Florinópolis, alguns colegas meus presentes na eleição fraudaram a nominata e colocaram quatro nomes na lista.

Depois saíram falando pros jornalistas do estado todo que era pra votar nos outros três.

Colocaram no meu cu e eu fiquei de fora.

Não vou citar os nomes porque estão todos vivos, apesar de eu sempre desejar que tivessem morrido com a boca rasgada por arrame farpado e uma mandioca cheia de barro enfiada no rabo.

CAPÍTULO 2

Quando deu rolo com salários num naqueles planos econômicos doidos, nenhum dos eleitos resolveu bosta nenhuma e coube a mim conduzir as negociações, mesmo sem ser do sindicato e mesmo sem ter estabilidade no emprego.

CAPÍTULO 3

Um dos diretores na época era o Álvaro Cauduro de Oliveira, sujeito sempre com cara de sério, mas muito inteligente, cordato e extremo cumpridor da palavra dada.

Um dia, em meio às negociações, Álvaro aparece na redação e fala pra todo mundo:

“Pessoal, eu sempre pensei que o Tonet era do sindicato porque ele é que negocia. Mas ele não tem estabilidade. Tonet, olha aqui, vai ser um prazer monumental te demitir”.

Era uma piadinha dele. Nunca me demitiram mesmo comigo brigando pelos direitos da turma.

CAPÍTULO 4

O sindicato fez uma mudança de estatuto e então os caras de Florianópolis, em reconhecimento por meu papel nas negociações, me colocaram numa das vagas.

Foi uma alteração secreta, pois poderiam haver contestações.

Assim que eu estava com a estabilidade garantida, encontrei o Álvaro no corredor:

– Álvaro, seu viado, quero ver tu me demitir agora.

Semanas depois o Álvaro é que foi demitido e prestamos uma grande homenagem a ele, fazendo ele erguer, simbolicamente, um grande pênis de barro esculpido que ficava escondido na redação.

Somente os grandes parças recebiam a homenagem. Álvaro Cauduro de Oliveira foi um deles.


Esse é o prefeito Mário.

Meu novo ídolo máximo da gestão pública.

Prefeito do Alto Vale.

Prefeito taioense.

Prefeito Mário chamou o Gilsão pra debater a pintura dos ônibus.

Prefeito Mário é daqueles que entra na jaula da onça com a onça dentro.

Chega de brigaçada.

Tenho um projeto pra resolver dois problemas de uma só vez.

Aplicar na Beira-Rio a mesma solução do aeroporto a Ilha da Madeira.

Quando a pista não for usada pra voos, passa os carros em quatro pistas.

Resolvemos o problema do aeroporto, terminamos com o congestionamento na Beira-Rio e não vamos mais precisar de ponte.

Missa em comemoração aos 25 anos de sacerdócio do Padre João foi emocionante.

Jeanzão e Jovinão fazendo fila pra homenagear o homem.

Abraço do Jovinão no padre.

Adrianão na fila pra homenagear o padre.

Abraço do Napoleão.

Valeram a pena os 25 anos de sacrifício e doação.

O padre não poderia ter esperado nada melhor.

 

Prefeito Mário esteve na Clube pela manhã e falou ao Alexandre Pereira sobre a ponte.

Disse o prefeito Mário:

1) Todo o atrapalhamento na Justiça é por que meia dúzia de moradores da Ponta Aguda não querem ter ônibus na rua deles.

2) A meia dúzia da Ponta Aguda está atrasando a solução e mantendo todo o pessoal do Garcia mais tempo sentado no carro.

3) O estudo de impacto da Ponte de Gaspar foi feita pelo própria prefeitura e ninguém pediu a Fatma ou foi na Justiça alegando que teria impacto em Ilhota.

4) A turma da Ponta Aguda tentou pressionar o IPHAN pra tombar a curva do rio pra nunca mais na vida ter ponte lá, mas o IPHAN não concordou.

5) Foram passadas informações inverídicas pro juiz.

 


As coisas estão chegando às raias do absurdo kafkiano stalinista nazistiano.

Com base em denúncia anônima a KGB invadiu casa do filho do Lulão.

Se eu ligar anonimante para a polícia denunciando que o Aécio Cheirador está usando drogas em seu RDN (Recolhimento Domiciliar Noturno), os caras vão lá também?

Prossegue feroz e sangrenta a guerra entre moradores da Ponta Aguda e a prefeitura por conta da Ponte do Napoleão.

Os pontagudianos continuam bombardeando a prefeitura contra a ponte.

Na semana passada a prefeitura foi notificada pelo Ministério Público de Contas.

Depois a Justiça Federal mandou suspender a licitação.

Ontem mais um míssil disparado pela Ponta Aguda atingiu a prefeitura.

A partir de denúncia dos pontagudianos, a prefeitura recebeu um orifício do Tribunal de Contas da União pedindo explicações sobre a ponte.

A prefeitura manterá estado de alerta no feriadão, temendo que a próxima notificação venha do Kim Jong-Um.

Povo amigo, parem tudo.

Atualizei a lista de pontes de Blumenau.

Lembrei de mais uma ponte e cheguei a 8 pontes.

A ponte que lembrei foi prometida da campanha eleitoral de 1992 pelo Renato e Vilson Souza.

Passou na TV, inclusive.

Vejam as 8 pontes no centro:

1) Bolívia x Ferreira da Silva, defendida atualmente pelo Instituto Histórico.

2) Duplicação da ponte atual, defendida atualmente pelo Dr. Renato nosso amado Pai dos Pobres e ex-prefeito.

3) Chile x Rodolfo Freygang, defendida pelo Rodolfo de Souza somente porque a Rodolfo Freygang tem o nome dele.

4) Colômbia x Floriano, projetada pelo finado IPPUB.

5) Av. Brasil x Nereu Ramos, escolhida pelo Conselho de Sábios do IPPUB, mas depois desvotada porque era cara.

6) Ponte do Renato Vianna, ligando o início da Beira Rio ao Biergarten, em 1992, quando ainda não tinha o Biergarten.

Essa ponte foi inventada durante o programa eleitoral igualzinho o Napo.

Na época fui eu que redigi o troço.

Tinha até desenho.

7) Av. Brasil X Duque de Caxias, defendida pela Acib no governo do Dalto, antes de sair o Ed. América.

8) Paraguai x Itajaí, do Napoleão.

Qual a minha opinião?

Não tenho opinião.

Se juntarem o Renato Vianna, Alfredo Lindner, o Napoleão, o JPK, o instituto histórico, o IPHAN, o Zeca Bombeiro e a Rebecca De Mornay, nenhum deles vai concordar com nada e cada um vai dizer que tem tantos carros de cá, tantos pilares de lá, capivaras à montante, Gaspar à jusante, vista prejudicada, catarata e conjuntivite.

É como colocar o Delfin Netto, Conceição Tavares, Serra, Mendonça de Barros e o Meirelles discutindo economia.

Cada um fala o que quer com argumentos que quer e agente fica boiando, como se boia no rio.

Estamos numa situação que nem o Alexandre Frota salva.


Como marceneiro e constitucionalista, gostaria de lembrar aos senhores que a Lei dos Ambulantes de Blumenau é ilegal, inconstitucional, afrontosa e criminosa.

Ela exige que o ambulante resida em Blumenau e veta essa atividade a outros cidadãos brasileiros residentes em outros estados ou municípios que compõem a República Federativa do Brasil.

Se todas as demais cidades usassem deste mesmo critério, um vendedor de redes nordestino teria que ficar vendendo redes na cidade dele.

Os índios de José Boiteux teriam que vender seus artesanatos lá dentro da aldeia deles.

Essa proibição é uma afronta ao Art. 5 da Constituição:

“Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qual quer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;”

Pode-se, aliás, deve-se, regulamentar os ambulantes, mas não se pode cercear o direito de um cidadão brasileiro de exercer sua atividade onde quer que seja.

Ressalva-se que Blumenau não está sozinha nessa aberração judicial, visto que leis como esta pipocam por todo o País.

Como ambulante é pobre, não tem sindicato, não tema associação nem Federação cheios de granas, eles não têm como recorrer e são solapados em seus direitos.

Daqui e pouco fazem uma lei que palestrante pra dar palestra em Blumenau deve morar aqui e então teremos uma onda de suicídios entre os fãs do Mário Sergio Cortella.

Jeanzão homenageando o padre João Pelos 25 anos de sacerdócio.

Agora eu pergunto: o que é mais importante, os 25 anos do padre João ou os meus 35 anos de jornalismo?

Quem trabalha mais: eu o padre?

Quem trouxe mais benefício para a comunidade: eu o o padre?

Quem é mais merecedor de uma homenagem da Assembleia: eu ou o padre?

Claro que sou eu.

Nossos políticos deveriam rever suas prioridades.

Só me resta esperar que o Décio corrija essa injustiça concedendo-me uma moção na Câmara dos Deputados.

Uma das denúncias do povo da Ponta Aguda pra interromper de novo a ponte do Napoleão é o possível impacto dos pilares da ponte em Gaspar.

Blumenau tem quatro pontes com pilares na região da Ponta Aguda.

Nenhuma delas jamais teve impacto em Gaspar.

Mas segundo a denúncia acatada pela Justiça, a ponte do Napo terá a capacidade de provocar impactos em Gaspar mesmo tendo duas antes dela e duas depois.

A preocupação dos pontagudianos com Gaspar é tocante e emocionante.

Os vereadores gasparenses deveriam aprovar uma lei decretando a Ponta Aguda como Bairro-Irmão de Gaspar.

Expelido do PP, Ricardo Alba deve anunciar ingresso no Patriota, que já filiou o Ivan Naatz.

Ainda não sabemos se a fusão nuclear entre os dois vai ser a frio ou a quente.

Depois de levar chapuletada do Cezar Cim, Ricardo Alba ensaia passos rumo ao Patriota 51.

O Ivanzão já se filiou.

Ivan e Alba no mesmo partido.

Delícia.

 

Ainda estou impactado pelo suicídio do Cao.

Cao era o reitor da UFSC que se matou hoje.

Convivi intensamente com ele em 1994, na campanha do Wedekin ao governo do Estado, quando morei uns cinco meses em Floripa.

Foi uma convivência diária, no ambiente de trabalho, reuniões, almoços, umas cervejas.

Um sujeito afável.

Fino trato.

Um cavalheiro.

Algodão entre cristais, sempre procurando apaziguar e conciliar.

Uma noite me levou ao pequeno apartamento dele perto da UFSC.

Tomamos um vinho enquanto ele orgulhosamente me mostrava a cozinha modulada que tinha acabado de ser instalada.

Fumava feito um condenado e dele peguei muitos cigarros.

Eu ia na sala dele pra fumar – naquela época a gente podia fumar na sala.

“Infeliz do cara que pegar o meu pulmão se doarem os meus órgãos”, dizia.

Nunca mais o vi desde aquela campanha.

Demorei para perceber que Luiz Carlos Cancelier, o novo reitor da UFSC, era o Cao, o Cao do Wedekin, que tive o prazer de conhecer e de conviver.

Fiquei ainda mais chocado quando vi no Moacir Pereira o bilhete que ele deixou:

“Minha morte foi decretada no dia de minha prisão”.

A operação que resultou em sua prisão era sobre uma fraude ocorrida na gestão passada, à qual ele era opositor.

Não havia acusação contra ele pela prática da fraude, mas por supostas ações em favor de um abafa.

No entanto, o nome da operação foi “Ouvidos Moucos”, porque ele foi acusado de ter feito ouvidos moucos às denúncias.

Ou seja: o nome da operação foi um soco direto nele, ignorando o motivo principal para se concentrar na acusação secundária.

Os autores da operação, os perpetradores das acusações contra o Cao, têm a obrigação de esclarecer à sociedade se os motivos de sua prisão e linxamento público encontram razão de ser ou se foram mera conjectura.

Caso não o façam, carregarão a dúvida da culpa pelo duplo assassinato, o assassinato do Cao e de sua reputação.

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