Nas planilhas da Odebrecht sobre Blumenau chama atenção a generosidade da empresa para com o Sócio 1, que em 2014 recebeu 1 milhão e 700 mil reais.

O cara passou o carnaval de bolso forrado.

Recebeu 1 milhão e 500 mil em fevereiro.

O delator disse que a empresa resolveu apoiar candidatos a prefeito da cidade.

Mas não teve eleição pra prefeito em 2014, teve?

As doações da Odebrechet nas eleições de 2012 em Blumenau podem ter sido mais do que R$ 500 mil para cada candidato a prefeito, conforme revelou o delator.

Dei uma fuçada das planilhas da Lava-Jato e encontrei anotados pagamentos que chegaram a R$ 700 mil por candidato.

O delator revelou que os candidatos em 2012 eram conhecidos pelos codinomes de Musa (Ana Paula), Alemão (Jean) e Conquistador (Napoleão).

De acordo com o que pude levantar, a Musa recebeu três pagamentos, Alemão recebeu três e o Conquistador recebeu dois.

O repasses estão anotados sempre na mesma data para os três candidatos.

Desta forma, os pagamentos então teriam sido esses:

R$ 700 mil para o Alemão.

R$ 700 mil para a Musa

R$ 500 mil para o Conquistador.

Há um detalhe importante a ser notado: os repasses feitos aos candidatos a prefeito em 2012 aconteciam sempre na mesma data para os três. Em 27/09/12, são apontados pagamentos para Musa, Alemão e um tal de Don. Pela lógica das datas, Don poderia ser o Conquistador, pois a Odebrechet às vezes usa dois apelidos para a mesma pessoa.

Mas essa associação fica a critério de cada um.

De acordo com os dados que levantei, os pagamentos destinados a Blumenau somam R$ 4.975.000,00.

Minhas pesquisas foram feitas em www.jota.info/lavajota.

Iniciei minhas pesquisas a partir do site do Evandro de Assis, que deu a dica inicial AQUI.

Coloquei tudo no Excel o que encontrei:

Povo amigo, não tá fácil.

O cara recaptura o leão num dia, no outro dia o tigre foge da jaula.

O sempre hábil e atento Evandro De Assis descobriu que tem mais Blumenau nas planilhas da Ode (já estou ficando íntimo).

Desta vez aparecem os codinomes de Sócio, Sócio 1 e da dupla Cosme e Damião.

Essa galera animada teria recebido R$ 2,8 milhões da Odebrecht Ambiental.

Confira você mesmo no link, em notícia de altíssimo nível, em escorreita apresentação, como sói acontecer quanto se está diante de um jornalista com tamanho talento e capacidade técnica.

Leia o troço AQUI

Quando comecei no jornalismo, jornalista se aposentava com 25 anos de atividade.

Sabe como é que é: jornalista e professor são profissões angustiantes, dificílimas, especialíssimas, que poucos seres humanos conseguem exercer.

Jornalistas historicamente sofreram o desgaste de longas e incansáveis horas sentados no boteco e problemas de saúde advindos do cigarro, da cerveja e do sereno da madrugada.

Por isso sempre tivemos aposentadoria especial e jornada de cinco horas diárias.

Mas quando ia chegar a minha vez de pegar essa mamata, o FHC mudou a lei, em 1997, e acabou com a aposentadoria especial.dos sofridos jornalistas.

E agora, quando chego perto de me aposentar como qualquer zé bigorna, um mortal comum, vem mais uma reforma pra atrasar a minha aposentadoria.

Sobre as negociações com a Odebrecht em Blumenau, Napoleão ontem exibiu documentos afirmando coisas que a gente já sabia.

A apresentação dele serviu para refrescar nossa memória ao resgatar os seguintes fatos:

 

1.A Odebrecht veio para Blumenau com a promessa de já ter 23% do esgoto sendo tratado e faturado (aliás isso é culpa dela. comprou uma loja sem conferir o estoque).

2.Depois de assinar o contrato viu que só tinha 3,8%. Por isso pediu pra reajustar o contrato em R$ 118 milhões, alegando frustração de receita.

3.JPK então contratou a FGV, que confirmou o valor.

4.A Agir também resolveu conferir e contratou a consultoria Reinfra, que também confirmou os 118 milhões.

5.Dez dias antes de sair do cargo, JPK assinou termo concordando com a dívida, passando a bucha de 118 milhões para o Napoleão.

6.Napoleão assumiu e discordou da dívida.

7.Contratou uma outra consultoria, a LMDM, que reviu todo o processo e constatou que a dívida na verdade era R$ 51 milhões a menos.

8.A LMDM concluiu que houve frustração de receitas, mas também frustração de investimentos.

9.Houve judicialização por parte do Napoleão, que mandou parar as obras por 36 dias.

10.Em tudo houve o acompanhamento Tribunal de Contas.

11.No fim, venceu a proposta do Napoleão.

12.Sobraram 67 milhões, que foram diluídos através de reajuste na tarifa, transferência da cobrança para o Samae e aumento de 10 anos no contrato de concessão.

Esses são os fatos havidos e acontecidos.

 

Daí depreende-se que:

1.Os caras da FGV são uns socós.

2.Os caras da Reinfra são uns socós.

3.Os caras da Agir são socós.

4.JPK é um socó e aceitou pagar sem berrar.

5.Todos eles são socós porque foram na conversa da Odebrecht.

6.A LMDM é uma empresa esperta e capacitada.

7.Napoleão é um cara esperto e capacitado, porque reduziu a dívida pela metade.

A defesa apresentada pelo Napoleão sustentou a tese de que ele foi valente e macho e que enfrentou o terrível monstro da Odebrecht contra tudo e contra todos.

 

Outras coisas a notar:

1.O depoimento do delator da Odebrecht favorece o Napoleão, quando assume que foi a Odebrecht quem procurou o PSDB para oferecer R$ 500 mil em apoio à campanha, assim como à Ana Paula e Jean.

Se a denúncia fosse que o PSDB pediu doação, seria pior.

2.O delator favorece o Napoleão quando diz que só conheceu depois de eleito e que nunca negociou doação com ele, nem pedidos de facilitações.

3.O delator também favorece o Napoleão quando diz que o prefeito não quis pagar os R$ 118 milhões e que endureceu na parada para renegociar o contrato.

4.O delator favorece o Napoleão quando diz que o prefeito envolveu o Tribunal de Contas e criou um grande grupo para tratar do assunto.

 

Tudo isso parece claro.

Existe, claro, a possibilidade de a Odebrecht ter superestimado a dívida para depois negociar.

Se foi assim, ficou feio para a gloriosa FGV e sua decantada equipe de técnicos.

A única coisa que desfavorece o Napoleão é quando o delator diz que passou dinheiro em caixa 2 para o Dalírio usar na campanha dele.

É com isso que o Napoleão tem que se preocupar.

Napoleão tentou aplicar uma indelével miguelada contra ele mesmo hoje à tarde.

Chamou a imprensa pra falar das negociações com a Odebrechet.

Mostrou que não deu moleza, apresentou documentos mostrando que abaixou a renegociação do contrato de 118 milhões pra 67 milhões e que não gastou nada, trocando a dívida por mais tempo no contrato, etc, etc.

Até aí tudo bem.

O próprio delator diz que só conheceu Napoleão depois da eleição, foi recebido em pé por ele, muito rapidamente, disse que Napoleão não quis negociar o contrato pagando em dinheiro, que não negociou vantagens, etc, etc.

O ocorre que Napoleão não iria responder perguntas hoje à tarde.

Ou seja: o homem se explicou sobre algo de que não é acusado e não queria falar das coisas sobre as quais é acusado.

Mas a briosa galerinha da imprensa chiou e Napoleão voltou atrás.

Foram feitas todas as perguntas possíveis pelos reclamadores que ficaram esperando.

Pancho, Alexandrão Gonçalves e Jean Laurindo perguntaram do Dalírio, do caixa 2, perguntaram se ele sabia das finanças do partido, etc,etc.

Napoleão novamente disse aquilo que já tinha dito: que dividia responsabilidades, que nunca viu caixa 2, que o Dalírio é um homem íntegro, etc.

Eu não fiz pergunta nenhuma porque não ia adiantar e porque pra mim é muito mais cômodo ficar sentado olhando os outros trabalhar.

Na semana passada Napoleão havia adotado a estratégia de ele mesmo procurar jornalistas para passar sua versão, numa atitude ousada, bancando a própria defesa enfaticamente.

Assim que saiu a lista eu liguei pra ele, ele não atendeu, mas meia hora depois ligou pra mim, disse que estava ocupado dando entrevistas e então falou comigo.

Não havia, portanto, motivo para não falar hoje.

Mas algum iluminado do marketing deu a ele um paralelepípedo pra ele jogar em cima do próprio pé.

Quase que consegue.

Napoleão adotou a estratégia de se expor, antecipando e apresentando fatos que, mais tarde, usará em sua defesa.

Napoleão é advogado.

A maioria dos advogados dos acusados, como vemos, prefere a cautela e respostas através de notas curtas e vaselinescas.

Desde o início Napoleão tem feito o caminho contrário, até mesmo ligando para a imprensa.

Uma estratégia arriscada. Afinal, quanto mais você falar, mais estará sujeito, a revelações posteriores que poderão ser confrontadas com suas declarações anteriores.

Napoleão é esperto.

Deve estar convicto dos argumentos que apresenta e certo de estar lastreado em fatos que os sustentarão.

Não vou projetar cenário nenhum.

Projetar cenário é pura perda de tempo.

Além disso, já tem o Prisco, o Moacir e mais 200 caras fazendo cenários pra 2018.

Os caras precisam preencher colunas diárias e tempo em TV.

Eu não.

2018 vai ser o que tiver de ser e não dá nem pra dizer nem mesmo se o Bolsonaro vai estar vivo até lá.


Estava prensando carcomigo:

A Odebrecht pagava propinas entre 3% a 5% dos contratos.

Uma comissão nesses percentuais não quebra ninguém.

Pagamos 10% ao garçom sem reclamar.

Poder-se-ia dizer, até, que nunca se roubou tão pouco nesse país.

Se eu orço uma obra em 100 milhões, por exemplo, e alguém me pede propina de 5%, eu calculo o valor, que seria de 5 milhões.

Então eu aplico um overprice de 5 milhões ao valor que eu queria receber e apresento uma proposta de 105 milhões.

Como se vê, os prejuízos causados aos cofres públicos pela minha empreiteira seriam mínimos.

Mas aí eu vejo histórias como, por exemplo, a do Maracanã.

Foi orçado em 700 milhões, acabou em 1,2 bilhão.

Segundo toda a imprensa, houve um superfaturamento.

Um propina de 5% sobre 700 milhões seriam 35 milhões.

Sobre 1,2 bilhão seriam 60 milhões.

Mas a questão é que teria havido um superfaturamento de 500 milhões.

Vamos descontar os habituais 5% sobre esses 500 milhões, que daria 25 milhões.

Sobrou 475 milhões de superfaturamento.

Então essa é a minha pergunta: se os percentuais de propina pagos aos políticos são tão baixos, no máximo 5%, para onde foram os 95% arrecadados sobre os 500 milhões em superfaturamento do Maracanã?

Temos ai 475 milhões voando.

Seriam os políticos tão generosos ou tolos a ponto de autorizar um rombo de 475 milhões para ficar só com uma beiradinha?

Não me lembro exatamente quando perdi a fé na religião católica sob a qual fui criado, passando a desacreditar em Nossa Senhora, no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

Espírito Santo este que, até hoje, não sei bem o que é.

Uma coisa desse rompimento que me lembro aconteceu justamente numa Sexta-Feira Santa, como a de hoje.

Talvez em 78, 79, não lembro direito.

Todos os anos lá ia eu cumprir toda aquele sacrossanto e interminável roteiro de lava-pés, missa disso, missa aquilo, adoração, procissão, benção de ramos, confissão e não sei mais o quê.

Tudo muito demorado, entediante e chato.

Mas, afinal, o caminho da salvação era pra ser assim mesmo, com muito sacrifício.

Sexta-Feira Santa era levada a sério em Rio do Oeste.

Muito a sério.

Os bares não podiam abrir de jeito nenhum.

Se abrisse, talvez o dono fosse excomungado pelo padre antes de ser enforcado pela turba enfurecida e possivelmente à noite o bar seria incendiado e saqueado por cidadãos portanto archotes e cruzes.

A Rádio Mirador suspendia a programação e passava dia todo tocando música instrumental triste, dolorosa, em respeito ao Senhor.

Se tocasse alguma música provavelmente tomaria um pito do bispo.

Foi pelas quatro da tarde que eu voltava de alguma cerimônia penosa e obrigatória, caminhando a pé, sozinho, pela rua principal.

A porta do Bar do Coxa se entreabriu e meu amigo Sérgio Luís Berri me chamou.

– Psiu, ei, vem aqui. Vem tomar uma cerveja.

Fui.

Mas antes de entrar falei:

– É Sexta-Feira Santa.

– E daí?

Esse “E daí?”, foi fulminante. Foi ele que me levou a entrar.

Entrei e me peguei fazendo algo totalmente impensável até aquele momento: eu estava violando todas as leis do catolicismo que pregavam sacrifícios e abstinências na Semana Santa.

Depois disso a Sexta-Feira Santa nunca mais foi santa pra mim.

E até hoje acho estranho a fé das pessoas em algo que não consigo acreditar.

Uma fé que me parece difícil de retomar, nem mesmo diante da atuação do Francisco Cuoco na Paixão de Cristo de Guabiruba.

Dalírio Beber aparece na Veja como sendo o Conquistador e enfurece assessoria de Napoleão, que cobra esclarecimentos da revista.

Dalírio nega participação no fato.

Equipe do prefeito já vinha inclusive trabalhando em slogans para a campanha de Napoleão em 2018, como:

“Napoleão vai conquistar você”.

“Napoleão, um governador de muitas conquistas para Santa Catarina”

“Para Governador, vote Conquistador”

O Santa fez uma capa com o pessoal de Blumenau e selecionou frases das notas oficiais de cada um.

Eu embaralhei as frases.

Tente ligar as afirmações aos autores.

Para saber quais você acertou, confira as respostas que estão de cabeça para baixo no final da figura.

Você pode fazer isso virando seu telefone ou monitor de ponta-cabeça ou plantando bananeira na frente da tela.


Dono da Odebrecht diz que resolveu contratar palestras do Lula pra ele ajudar em contatos internacionais.

Mais uma demonstração de hipocrisia da nossa política.

Aliás, uma hipocrisia que é de nós mesmos.

Tanto Lula quanto FHC tinham moral no exterior quando deixaram o governo.

Lula tinha mais, mas isso é detalhe.

Ambos deveriam ter podido atuar livre e abertamente na defesa de interesse de empresas brasileiras no exterior.

Deveríamos ter lido, por exemplo, manchetes como:

Contratado pela Embraer, FHC comparece a estande da empresa em feira internacional de aviação e participa de encontro com príncipe saudita que negocia compra de aviões da empresa“.

Lula visita presidente de Angola e defende contratação da Odebrecht na construção de hidrelétrica“.

Quanto cada um deles teria ganho?

Problema de quem contratou.

Poderiam acertar taxa de sucesso, bônus extra, qualquer coisa.

Ah!, mas eles poderiam influenciar o BNDES e o governo a conceder empréstimos.

Mas claro que sim.

Deveriam, inclusive.

E se fosse um bom negócio, porque não?

Só que fariam isso às claras, com todo mundo vendo, sob o julgamento e o aval do mercado e da sociedade, tendo que apresentar justificativas.

Tanto FHC quanto Lula receberam ajuda de empreiteiras, bancos e grandes empresas após deixar a presidência.

Ambos de forma disfarçada, em procedimentos marcados por subterfúgios e despistamentos.

Se fôssemos menos hipócritas, mesquinhos e se fôssemos mais pragmáticos e objetivos, sairíamos ganhando todos; as empresas, com crescimento, faturamento e expertise, e o país, com arrecadação, desenvolvimento tecnológico e empregos.

Além, é claro, de nossos queridos ex-presidentes, que poderiam ter em paz seus sítios e apartamentos, usufruindo de uma vida confortável sem o permanente stress de ficar o tempo inteiro sob o crivo da vigilância invejosa e falsa moralista de toda uma nação e de uma imprensa com mentalidade retrógrada e tacanha.

Grande Raimundo Colombo!

Único a engambelar a Odebrecht.

Prometeu privatizar a Casan e foi cobrando adiantado, antes mesmo de ser governador.

A Odebrecht arrumou 9 milhões pra ele, mas a privatização não saiu.

Em vídeo, diretor da Odebrecht lamenta ter acreditado na “sedução” do guapo lageano.

O codinome do Raimundão não devia ser Ovo, mas Sedutor, Casanova ou Dom Juan.

Delator da Odebréx disse que deu 130 mil para vereadores de Blumenau em 2012.

Veja imagem de planilha divulgada pela RBS TV.

Os vereadores eram chamados pelo codinome de “soldado”.

Na Planilha temos:

Soldado 1, R$ 30 mil

Soldado 3, R$ 15 mil

Soldado 5, R$ 30 mil.

O Soldado 3 deve ser um vereador de 2012 bem chinelão, pois levou só metade dos outros.

Como os citados levaram R$ 75 mil, outros levaram os 55 mil que sobraram.

O problema é que o delator da Odebréx disse que não registrou os nomes dos caras e não lembra quem foram.

Aliás, você se arriscaria a dizer quem eram?

Eu não me arrisco, mas seria divertido fazer um bolão.

 

Bomba bombalhástica!

Vereadores de Blumenau levaram grana da Odebrecht.

Vendo o vídeo da delação de um dos diretores da ex-Foz e atual Odebrecht Ambiental, ouvi ele dizer que foram dados R$ 130 mil a vereadores em 2012.

Ele usava o codinome “Soldado” pros vereadores.

A RBS TV mostrou extrato de planilha onde aparecem Soldado 1, Soldado 2 e Soldado 5, ao lado de valores de 15 ml e 30 mil.

De acordo com o delator, ele não lembra os vereadores a quem deu a grana, mas que “ficou tudo em 130 mil”.

Se os soldados listados receberam cerca de R$ 75 mil, outros “soldados” receberam o resto.

E agora? Quem seriam esses vereadores?

Mas eu tenho um recado pro “soldado” que topou os R$ 15 mil de caixa 2: tu é mané, cara.

Aceitasse pouco, seu arigó. Te passaram a perna. Teve colega teu que ganhou o dobro.

Dá pra ver o vídeo AQUI.

Leio no Clovão dos Reis que o Natelzão negocia com o PDT.

Clovão informa que vai ter reunião com o Manoel Dias no sábado.

Ouço dizer que ele estaria 98,57% fechado com o PDT.

Natelzão tomando mais uma decisão estratégica equivocada, disparando uma espingarda de cano duplo contra o próprio pé.

O PDT é um partido velho, de ideias velhas.

Fundado por um caudilho, é um partido caudilhista, clientelista, populista.

Ao contrário do PMDB, onde o poder se divide em grupos, o PDT tem donos fixos.

Em SC o PDT está há duzentos anos na mão do tal de Maneca Dias, uma espécie de testículo esquerdo do Brizola.

Maneca Dias era ministro do Trabalho da Dilma quando foi denunciado por desvio de dinheiro em SC.

Ficou célebre a entrevista dele dizendo que, se fosse demitido, falaria o que sabia.

Dilma, a gerentona, borrou-se e ele ficou.

O PDT é um partido de ideias retrógradas, ultrapassadas, que tem como presidente o seboso e banhento Carlos Lupi, o Mentiroso, demitido pela Dilma sargentona em sua canhestra faxina ética.

Lupi foi acusado de ladrão e demitido por recomendação do Comitê de Ética do governo por ter mentido.

Sempre tive o Natelzão na conta de uma grande promessa política.

Um sujeito com novas ideias, capaz de atrair um novo tipo de apoiador.

Seria uma renovação interessante.

Não há a mínima chance de ele conseguir isso no PDT.

Natelzão em duas semanas sentirá uma grande saudade do PMDB.

 



Deciolino é mesmo um cara que não tem medo de ser feliz.

Lembram da Operação Influenza?

Nos grampos da Polícia Federal, pegaram o Décio negociando com um dos fraudadores pelo telefone.

Ficou famosa a conversa em que o cara liga pro Décio dizendo que já está com o notebook que o Décio tinha pedido de presente.

E o que é melhor: com Windows pirata já rodando…

O sujeito pede onde entregar o agradinho, mas o Deciolino, ansiosão, diz que vai ele mesmo buscar na casa do cara.

Na saída, foi fotografado pela PF carregando o notebook e uma garrafa de vinho.

Pois hoje o Santa destaca dados da delação que envolve o nome do Decião.

E sabe onde ele fazia reunião com os caras da Odebrecht?

No apartamento dele.

Ô, Décio, vê se toma jeito. Se cuida mais aí, pô.


Trecho de delação veiculado hoje no Santa


Decião fotografado pela PF carregando presentinhos de investigado preso na Operação Influenza, em 2008

Pelo menos de uma coisa a gente pode se orgulhar.

Apelidos dados pela Odebrecht aos envolvidos na Lava Jato eram coisa do tipo Decrépito, Boca Mole, Todo Feio, Passivo, Baixinho, Cabeça Chata, etc etc.

Em Blumenau tivemos a Musa (Ana Paula) e Conquistador (Napoleão).

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