Li essa noticia no site da Nereu:

“Um ato cívico na Praça Victor Konder abre nesta quinta-feira (23), o projeto Pátria na Cidade, uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de Blumenau e o 23º Batalhão de Infantaria. A banda do exército vai comandar a solenidade a partir de 9h.

A proposta é desenvolver o patriotismo e a cidadania nas escolas com cerimonias mensais nas unidades de ensino da rede municipal. A próxima solenidade será em abril na escola Júlia Strzalkowska.”

Beleza.

Patriotismo é legal, é bacana.

Um pouco de civismo não faz mal à ninguém, embora soe para muitos como algo anacrônico e demodê, tipo crisma e primeira comunhão.

A questão é: o patriotismo foi institucionalmente usado pelos governos militares como forma de propaganda da ditadura tanto subliminarmente quanto diretamente.

Naquele tempo, patriotismo significava, antes de tudo, apoiar o governo militar.

Brasil, Ame-o ou Deixe-o.

Uma espécie de Stalinismo de direita.

Se você ama a Rússia, você ama Papai Stálin.

Será que não conseguimos despregar a ideia de patriotismo das Forças Armadas?

Ainda precisamos do Exército para falar de patriotismo?

Não podemos ter um patriotismo cidadão, civil, meu e seu?




Não sei se o Bill Gates disse mesmo isso, mas adoro esse tipo de frase consoladora de jumento.

Galera fica feliz.

Só não deve ter ficado feliz a turma do Titanic quando o comandante mandou avisar:

“Toda empresa precisa de gente que erra, que não tem medo de errar. É o meu caso, gente. Eu errei, e estou aprendendo com meu erro”.

Os Correios iam fechar a agência da Vila Itoupava na reestruturação.

Os sábios da empresa achavam que lá só tinha mil moradores.

Mas o Daliriāo usou seu prestígio de senador, foi pra cima dos caras e reverteu.

Foi inaugurado ontem o CEB – Centro Empresarial Blumenau, onde ficam a Acib a diversas entidades.

Alguns apontamentos:

1) A inauguração do CEB teve a presença apenas e tão somente do bispo católico, sem a companhia de nenhum pastor.

2) Teve polenta no coquetel.

3) Avelino Lombardi será o novo presidente da Acib.

Começo a desconfiar de que esteja em curso um golpe para a tomada de poder pelos italianos.

Socorro!

Parece que o Governo do Estado abriu uma empresa de palestras.

Não bastasse a palestra do Raimundo, agora vem os secretários palestrar por essas bandas!!!

Marcos da Rosa saudando o André Jenichen, que saiu do PSD e foi pro DEM.

– Vem cá, vem, Andrezão. Vem com a gente fazer a ponte do Napoleão.

E o Paulo Gouvêa, do lado dele:

– Vai, rapaz. Vai lá. A ponte foi ideia minha. Vai que é quente.

Durante décadas a direita mandou e desmandou no Brasil.

Compadrio, coronelismo político, autoritarismo, corrupção, atraso.

Aí uma turminha da esquerda que vinha apanhando encontrou no meio da rua o discurso da ética.

Aí essa turminha acolheu o discurso da ética, deu comida, tratou as feridas e tomou o poder com ele.

Logo que assumiu, a turminha da esquerda jogou o discurso da ética de volta pro meio da rua.

Então veio a turminha da direita a encontrou o pobre discurso da ética no meio da lama, todo sujo, rasgado, pisoteado.

Um deles falou: “Olha a ética aí, pessoal. Foi com esse discurso que os comunistas assumiram o poder”.

Então a direita recolheu o discurso da ética, alimentou ele, deu banho e o borrifou com um perfume que mescla fragrâncias de moralidade, patriotismo e meritocracia.

A camiseta vermelha rasgada e suja de barro foi trocada por uma de cor mais clara, o amarelo.

A esquerda se esvai euquanto lamenta ter jogado o velho discurso da ética na lama.

Em seu lugar vemos agora os bolsonaristas e seguidores da direita moralista comprando um produto remanufaturado.

 

José Galdino, coordenador do IVL – Instituto Verdade e Liberdade, foi nomeado gerente de recursos naturais da Faema.

4 mil pilas de salário.

Galdino foi indicado pelo PP, segundo o Informe Blumenau nos informa.

O IVL é uma daquelas entidades moralizadoras que se insurgiu contra a corrupção.

O IVL é não político.

Seus membros pregam a nova política.

São contra a velha política.

O IVL é contra o apadrinhamento político, o compadrio, a nomeação de pessoas sem qualificação para cargos públicos.

O IVL abomina a corrupção e a ineficiência.

O IVL defende a meritocracia na administração pública.

A indicação do coordenador do IVL confere ao Governo Napoleão o Selo Master de Qualidade, Honestidade, Ética, Trabalho, Eficiência, Moralidade, Meritocracia e Nova Política.

Enquanto tivermos gente do IVL na prefeitura, podemos ficarmos tranquilos.

Nem vamos precisar mais do Observatório Social.

Morreu o Chuck Berry.

O Pai do Rock.

90 anos.

O Rock foi uma evolução de coisas como o Soul e o Blues.

O rock morreu faz tempo.

No Brasil morreu um pouco depois do samba.

O rock não toca as novas gerações, não gera mais ídolos nem sucessos.

Virou um estilo musical de museu.

Um de seus símbolos era a boca carnuda do Mick Jagger estilizada.

Hoje um dos símbolos é a pelanca da cara do Mick Jagger.

O rock mantém apenas algumas ramificações restritas a tribos específicas.

Chuck gerou o rock, o rock gerou o pop e o pop dominou o mundo tal qual o conhecemos hoje.

O rock é um daqueles casos em que o filho morre antes do pai.

Hoje finalmente tomei coragem e joguei fora uma velha cueca que ficou com o elástico frouxo.

Andar de cueca com elástico frouxo é um verdadeiro drama.

Um suplício.

Você caminha e ela vai descendo.

Os homens se apegam às suas cuecas, mas tudo na vida tem um fim.

Cueca de elástico frouxo pode causar traumas.

Eu estava usando ela semanas atrás, quando encontrei meu ídolo máximo JPK no elevador da Nereu.

Cumprimentei meu ídolo enquanto minha cueca velha e sem elástico deslizava pra baixo.

Ele falou comigo e eu preocupado com a cueca sem elástico que descia.

O que era pra ser um momento sublime, frente a frente com meu ídolo máximo, se transformou em longos momentos de pavor e desconforto.

Um trauma que levarei para sempre comigo.

Depois daquele dramático encontro com o JPK, decretei: cueca sem elástico, nunca mais.

Aconselho o mesmo a todos os amigos.

Fui levar a guapecada na XV e choveu.

Vou falar com o Bruno Cunha pra gente propor um parque coberto pra cachorro.

Vou pedir pro Ricardão abrir os pavilhões da Vila Germânica pra gente passear com cachorro lá dentro.

Outra possibilidade é levar a cachorrada pro Shopping Europeu.

Dava até pra combinar rolezinho de cachorro lá dentro.

Tava vendo meu canal trash favorito, Investigação Discovery (adoro aquelas narrativas cheias de idas e vindas, mais idas que vindas).

A narradora contava a história do filho de um governador que matou a mulher.

Ela destacava as diferenças entre ambos durante uma campanha em que o pai tentava eleger o filho para seu sucessor:

“Enquanto o pai era inescrupuloso, agressivo e impetuoso, o filho tinha um bom coração. Mas bom coração não ganha eleição”.

Repetindo: “Bom coração não ganha eleição“.

Por que reforço isso?

Pra que nunca mais me venha gente com aquela xaropada de que “poxa, trabalhei pra danar na campanha do cara, ele veio na minha casa, fiz reunião na minha casa pedindo voto pra ele, ele me prometeu emprego, agora nem mais consigo falar com ele”.

Ajudou um político esperando algo e se ferrou?

Aprende.

Raimundo Colombo vai reduzir pela metade os postos telefônicos de atendimento do Samu.

Quer economizar.

Não precisa.

É só transferir as mesas de atendimento pra dentro das ADRs, treinando aquele pessoal dotado de alto nível de ociosidade, tipo noivas, mulheres e namoradas de candidatos, primos de candidatos, tias e cunhados de candidatos.

Bruno Cunha na sessão de hoje reclama que estão fazendo piada com ele porque ele estaria querendo transformar Blumenau na Capital do Picolé.

Esclarecimento: eu nem sabia desse troço, então não fiz piada.

Brunão explicou que apenas deu a ideia de fazer um festival de sorvete em janeiro e que isso vai trazer desenvolvimento econômico.

Disse que só é criticado quem fala.

Então o Ricardo Alba pediu a palavra e disse que os dois estão levando pau da imprensa vendida porque “nós estamos fazendo muito por Blumenau”.

Vocês ouviram, gente.

Sem piadas com os dois, por favor.

Eles estão trabalhando e fazendo muito por nós.

Façam como eu: piadas só com o Zeca Bombeiro e o Becker.

Quanto à Capital do Picolé, talvez seja interessante o Brunão fazer uma reunião com o Emil e o J. Forest, propondo o festival do sorvete, pão com bolinho e linguiça Blumenau, o I Sorboling.

Aeroporto de Porto Alegre leiloado por 290 mijones de reales.

O de Fortaleza por 425 mijones.

O de Salvador saiu por 660 mijones.

O de Floripa por 83 mijoninhos.

Isso dá uma ideia das milhares de milhas aéreas que nos separam do potencial turístico das outras praças e do consequente retorno econômico.

Bom para a reflexão da turma que acha que somos o centro do mundo, o pilar de sustentação do resto da nação e que devemos ter aeroporto em cada esquina.

O sempre diligente a atento Alexandrão Gonçalves presta-nos mais um relevante serviço de utilidade pública no www.informeblumenau.com.

Ele nos informa-nos de que o presidente do PTB e a mulher dele foram agraciados com cargos na prefeitosa.

Também nos revela que a filha do casal foi candidata a vereadora, obtendo 28 votos.

Eu vejo isso como algo positivo: quando um político fala em valores familiares, podemos acreditar que está dizendo a verdade

Detalhes AQUI.

Quanto mais eu leio sobre a treta do lixo em Blumenau, “menas” eu entendo.

Saiu matéria hoje no Santa online, onde é plenamente possível não entender nada.

Dá pra ler AQUI.

Adalberto, o Esperto

Foi na Humberto 

Ver as obras de perto

Viu o canteiro deserto

Achou tudo muito incerto

Decião falou hoje no Planalto a convite do governo golpista.

Décio torturou o Temer com um discurso interminável na cerimônia de assinatura da lei que confere a Blumenau o título de Capital Nacional da Cerveja.

O presidente da República golpista teve que ouvir ele por seis minutos.

Nem Dilma nem Lula deram tanto espaço pra ele.

Mas o Decião merece.

Foi dele a iniciativa de levar o projeto pro Congresso.

Não é pra qualquer um um título assim.

Valeu Decião!

Aproveitamos para saudar também o Esperidião, que relatou o projeto, e o Dalirião, que tocou a coisa adiante no Senado bem rapidinho.

Esse título é importante, é bacana e vai ser bem útil na expansão da atividade cervejeira, que vem crescendo pacas.


Você quer mesmo ouvir o discurso? Procure no Facebook do Décio.

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