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  • Atenção prefeitura de Blumenau:
  • Minha mãe, dona Maria Pessatti Tonet, 74 anos, costureira de Rio do Oeste, primário completo, encontra-se à disposição para resolver o problema do trânsito na Rua das Palmeiras.
  • Se ela não der conta – o que eu duvido – temos ainda o Zeca Postema, massagista do Rioestense, que com certeza dará cabo da missão de forma satisfatória, visto que nosso brioso Corpo de Engenheiros de Trânsito Blumenau parece estar com sérias dificuldades a respeito do problema.

Minha coluna na Folha de Blumenau em 25/08/2010

  • Cansado de ouvir nas rádios notícias sobre acidentes no local, passei alguns minutos observando o tráfego junto ao cruzamento da Max Hering com a Heinrich Hosang, no final da tarde de última sexta-feira. E fiquei estarrecido ao constatar que pelo menos cinco veículos fizeram conversão proibida à esquerda logo após cruzar a preferencial. Mas fiquei ainda mais estarrecido, atordoado e desorientado quando um carro fez a manobra ilegal e perigosa na frente do guarda de trânsito que apareceu por lá.
  • Fiz a foto ao lado no momento em que o veículo foi parado pelo guarda. Acredite: mesmo com o flagrante, ele disse que não poderia multá-lo. “Há uma confusão na sinalização por aqui, a meu ver falta uma placa após o canteiro proibindo a conversão”, explicou. O diligente profissional teve o cuidado de telefonar para seus superiores em busca de orientação, mas, mesmo consultando o Código de Trânsito, não conseguiu descobrir em que artigo poderia inserir os infratores.
  • Depois de refletir profundamente a respeito, cheguei a uma horrenda conclusão: se os profissionais da área não conseguem se acertar sobre o que é certo e o que é errado no nosso já tão conturbado trânsito, só nos resta matarmo-nos uns aos outros até o dia em que reste um único automóvel em nossas ruas.
  • Teremos, então, uma cidade sem acidentes -  pelo menos enquanto esse solitário motorista não tombar o carro no Ribeirão da Velha ao sair da Oktoberfest.

Não esqueçam a placa

  • A prefeitura agora anunciou que vai colocar um semáforo no local. Muito bem. Só espero que decidam também pela colocação da tal placa proibidora de conversões que o guarda falou. E uma estudadinha na legislação também ajudava.

Fundão

  • É muito boa a vida de ex-presidente da Acib. Vejam o caso do Ricardo Stodieck. Na noite de segunda-feira, a instituição promoveu uma palestra com o secretário da Fazenda, o Cleverson Siewert, no Carlos Gomes. Enquanto o pobre infeliz do Ronaldo Baumgarten Jr. era obrigado a ficar na primeira fila, de terno e gravata, todo certinho, o Ricardo sentou-se comigo na última fileira, de calça jeans e camisa esporte.
  • Ficar no fundão tem suas vantagens. Pudemos nos espreguiçar à vontade. Tão à vontade que teve uma hora em que ele me deu uma joelhada.

Sabadão

  • A simpaticíssima iniciativa do calçadão da XV está sendo repensada.Tem gente reclamando do público pequeno, mas talvez o problema esteja na grande extensão do evento. Acho que as próximas edições poderiam ser feitas em trechos menores, em rodízio. Espaços menores  causam mais aglomeração, as pessoas se motivam. A expansão é conseqüência. A Oktoberfest começou assim.

Magnífico

  • Estava fantasticamente fantástica a polentinha frita servida no almoço de domingo no Na Moita. Crocante, fumegando e fatiada no tamanho certo, dentro dos exigentes padrões preconizados pela Associação Intermundial de Apreciadores de Polenta Frita. Estava tão boa que eu e meu filho repetimos a porção.
  • Estou revendo meu ranking da polentinha frita de Blumenau, colocando agora o Na Moita na liderança.

FM dos Pampas

  • A Atlântida FM Blumenau anda inescutável, principalmente aos sábados de manhã, quando eu já tive que ouvir boletim de trânsito sobre a ponte do Guaiba e balanço policial de Porto Alegre, com destaque para um furto em boate.
  • Do jeito que a coisa anda, acho que deviam mudar o nome da emissora para Gaúcha FM. Pelo menos atrairia apenas o público interessado nas coisas de Porto
  • Aborrecido com as filas de carros e os engarrafamentos monstros no centro de Blumenau por causa das obras na rua 7?
  • Você acha que é tudo incompetência da prefeitura?
  • Engano seu. João Paulo e sua turma estão fazendo isso de propósito, como forma de contribuir para com o nosso desenvolvimento e crescimento, tanto no pessoal como no profissional. Você já deve ter ouvido muitos palestrantes famosos ou gurus da autoajuda que destacam termos como “fazer uma reflexão”, “repensar”, “lançar um novo olhar” ou “reposicionar”.
  • João Paulo e o pessoal da prefeitura parecem atentos a essas tendências. Por isso resolveram fazer obras na rua 7 e na Beira-Rio ao mesmo tempo, nessa época do ano.Veja por que:
  • Fazer uma reflexão  – É uma expressão recorrente dos grandes palestrantes. Fazer uma reflexão significa analisar sua vida, suas metas e objetivos. Mas muitas vezes não temos tempo para isso. Agora temos. Graças ao João Paulo, podemos refletir à vontade, das oito da manhã ao meio dia, parados e isolados em algum ponto entre o Corpo de Bombeiros e o Angeloni do Garcia.
  • Repensar – Os gurus gostam de dizer que devemos repensar nossas atitudes e conceitos, para nos alinharmos com as novas realidades. No caminho para qualquer compromisso, somos agora forçados a repensar as desculpas que vamos dar para o atraso, bem como nas maneiras de resolver amanhã os problemas que não teremos tempo de resolver hoje.
  •  Um novo olhar – De vez em quando aparece um artista qualquer dizendo que em sua obra ele está “lançando um novo olhar” sobre determinado tema. Agora nós também podemos, todos os dias, lançar um novo olhar sobre o mesmo poste, o mesmo buraco de rua e o mesmo bueiro, já que passamos um monte de tempo parados na frente deles. De tanto lançar um novo olhar sobre as ciclovias do Fábio Fiedler a gente pode, até mesmo, começar a achar que elas não são tão horríveis assim.
  • Reposicionar – Essa é uma expressão muito usada pela turma do marketing. Eles costumam dizer que as empresas precisam reposicionar suas marcas e produtos. Depois de três horas parado no meio da rua 7, qualquer um de nós é obrigado a reposicionar os pés, os joelhos e as nádegas nos breves intervalos entre um repensar, um novo olhar e uma reflexão.

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