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Já escrevi aqui sobre a cara feia do João Paulo, o jeito impaciente e o aparente mau humor dele em aparições públicas. Parece que as coisas estão mudando. Numa palestra recente a empresários, chegou a contar piadas. Em outro evento que contou com minha nobre presença, ele estava com pressa, mas sorriu, desculpou-se e não falou com aquela tradicional cara amarrada de que todo mundo reclamava.

Encontrei nosso estimado prefeito pela última vez no casamento coletivo, na Vila Germânica. Estava à vontade e me tratou muito bem, apesar das sarrafadas que tenho descido nele e no governo dele. Pediu-me para ficar tranqüilo quanto ao esgoto e aos corredores de ônibus. “Estamos no caminho certo”.

Respondi ao prefeito que todos os tumultos e as críticas decorrem principalmente da sua falta de comunicação e da sua teimosia pessoal. “Pode me chamar de teimoso, não tem problema”, disse ele.

McAntonio Feliz

Se o McDonald´s  tem o McDia Feliz, esta semana tivemos o Marco Antonio Feliz. O vereador ocupou a tribuna para dizer que havia conversado com o João Paulo sobre os corredores de ônibus e que alguns comerciantes seriam pelo menos ouvidos. Marco Antonio, que andava emburrado e reclamão, elogiou o prefeito, dizendo que ele está atento a todas essas questões. “Foi uma boa conversa”, assinalou.

A próxima etapa

Viu só, Sr. Prefeito? Custa dar uma atençãozinha pro pessoal? Todo mundo fica feliz.  Agora que o senhor parece estar mais bonzinho, mais acessível, poderíamos passar para a segunda parte. Chame os seus secretários e gerentes esnobes, aqueles de que todo mundo reclama – a famosa Turma da Sorbonne. Aplique-lhes uma sumanta usando um pedaço de mata-junta com um prego na ponta e ordene a eles se dignem a ouvir as pessoas.

No passado, o prefeito Vilson Kleinübing era extremamente cortês com os  sindicalistas ligados ao funcionalismo público. Recebia-os no gabinete e telefonava pessoalmente, dando retorno de alguns assuntos. Quase nunca atendia as solicitações, é verdade, mas ganhava o respeito de todos.

Seu governo se sairá melhor se, assim como o senhor, toda a sua equipe substituir a cara feia e o esnobismo pelo bom humor e por ares mais alegres.

Na atual fase de Blumenau, bom humor e alegria estão entre os artigos de primeira necessidade.

Não basta adotar, tem que participar

Foi da minha filha Carolina Luiza a ideia de adotar um vira-latas abandonado, por nós batizado  de Pelé.  Ela apóia entidades que defendem os pobrezinhos. Por ter pernas excepcionalmente longas, o cachorro não tem dificuldades em subir nas mesas do escritório lá de casa. Veja na foto abaixo a tranquilidade com que ele põe uma pata sobre o braço da Cacá, pedindo para ser adicionado no MSN dela.

Aproveitando todo esse interesse do bichinho, estou pensando em iniciar um programa de inclusão digital do cachorro. Mais tarde, quando cursar uma faculdade de Engenharia, talvez ele possa até contribuir com soluções para o nosso trânsito. Afinal, viveu nas ruas tempo suficiente para colher informações sobre elas.

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