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Eu já disse que trato bem a turma do telemarketing.

Cinco minutos atrás tocou o meu glorioso celular.

ID desconhecido.

- Boa tarde, seu Carlos. Aqui é a fulana, do Jornal de Santa Catarina, posso falar com o senhor um minutinho?

- Pode.

- Seu Carlos, estamos com uma excelente promoção só hoje pra quem assinar o Jornal de Santa Catarina.

- Sim, mas eu já sou assinante.

- Hummm!! O senhor é seu Carlos Tonet? O senhor mora na rua tal, número tal?

- Sim.

- OK. O senhor por acaso não conhece algum amigo que gostaria de aproveitar essa promoção?

- Tenho sim. O nome dele é João Paulo Kleinübing.

- João Paulo…… João Paulo de quê?

- Kleinübing.

- Clai-nu-bing… OK, o senhor sabe como posso falar com ele?

- Liga pro Badesc. Ele trabalha lá.

- OK, o senhor tem o telefone?

- Não tenho não, mas deve estar na lista. Badesc.

- Ah!, pois é, só posso ligar se tiver telefone, não tenho como pegar na lista.

- Mas que pena, ele ia ficar feliz…

- Pois é seu Carlos, então muito obrigado pro senhor, tenha uma boa tarde.

- De nada. Boa tarde.

  • Millôr morreu.
  • Eu era fã dele desde 1904, quando nenhum de nós dois tinha nascido.
  • Millôr esteve em Blumenau uns 30 anos atrás. Falei com ele duas vezes e ele me deu um autógrafo, que aparece na imagem mais abaixo e que eu guardo com muito carinho.
  • Foi graças ao Millôr que, por via indireta, virei cartunista do Jornal de Santa Catarina nos anos 80.
  • Millôr esteve em  Blumenau em 1985. Veio ele e o Jaguar.
  • O Pasquim estava nos estertores. Era um cadáver insepulto. O Jaguar teve a ideia de encartá-lo em jornais regionais.
  • Aqui no estado eles fizeram uma parceria com o Jornal de Santa Catarina. Eles mandavam os fotolitos, o Santa imprimia e distribuia como suplemento.
  • O troço não vingou. Durou puco. Era caro rodar e volta e meia os caras do Pasquim atrasavam o envio do fotolito.
  • A visita do Millôr  e do Jaguar teve dois propósitos:
  1. Divulgar a parceria com o Jornal de Santa Catarina, que na época a gente chamava de JSC.
  2. Fizeram uma entrevista com o Ingo Hering, primeiro grande empresário a ser entrevistado pelo Pasquim.

O JANTAR

  • Conheci o Millôr no antigo Moinho do Vale, num jantar que o Santa ofereceu pra autoridades e clientes.
  • Era agosto. Eu estava com minha mulher, Albaneza, e, quando percebemos, estávamos sentados ao lado dele.
  • Conversamos bastante com o Millôr.
  • Ele era um sujeito elegante, discreto, educadíssimo, paciente e simpático. Não era estrelão nem estando no auge da fama.
  • Pude falar algumas besteiras. Ele era meu ídolo, mas de perto virou um velho conhecido.
  • Millôr autografou um Pasquim pra mim, que guardo até hoje.
  • Um Pasquim e preto e branco, rodado no Santa.
  • Desenhou ele mesmo com umas florzinhas. Uma gracinha.

A ENTREVISTA

  • No outro dia de manhã o Randolfo Decker ia entrevistar o Millôr  e  Jaguar no Himmelblau.
  • Randolfo me deixou ir junto.
  • Era por volta de 8 horas e o Jaguar tomava o desjejum com cerveja. Ovo frito e cerveja.
  • Millôr era um sujeito normal. Tomava café com leite.
  • Depois da entrevista, tomei coragem e mostrei pro Millôr aluns cartuns meus, que eu publicava esporadicamente no próprio Santa, em jornaizinhos do DCE e do PT ou alguns alternativos e de sindicatos.
  • Millôr  achou bacana e os passou ao Jaguar.
    - O rapaz tem talento. Podes publicar no Pasquim.
  • Jaguar pegou alguns, olhou e concordou.
    - Legal, me passa os outros aqui que eu publico.
  • Preferi não deixar meus desenhos com o Jaguar. E disse pra ele:
    - Olha, acho que tu vais é perder esses troços. Tu vai esquecer o hotel, vai amassar e deixar em algum lugar. Prefiro mandar pelo Correio.
  • Millôr  deu risada.
    - Tá vendo, Jaguar? Ele tem razão mesmo. Tu vive perdendo as coisas.
  • Jaguar também riu e me devolveu os cartuns.
  • Millôr  me fez um convite:
    - Devias passar uns tempos no Rio. Teus cartuns são legais. Aparece lá no Pasquim. Tem sofá lá, o Jaguar deixa tu dormir lá por uns tempos, depois tu te vira.
  • Não sei o que teria acontecido se eu fosse. Essa eu deixei passar.
Bem, você sabe que santo de casa não faz milagre. Eu fazia uns desenhos no Santa e ninguém dava bola. Depois que o Jaguar publicou vários dos meus cartuns (enviados pelo Correio…) concluíram que eu tinha lá algum resquício de talento e me botaram pra ser o chargista do jornal.  C’est la vie. Who knows, who cares for me…

Dia 16 de julho,minha terceira frase nas dez melhores twittadas da semana do www.lista10.org.

Dia 25 de junho fui parar pela segunda vez na lista de melhores twittadas da semana pelo site www.lista10.org.

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