General Cluster em Blumenau

Sempre quis saber pra que serve o tal de Mestrado em Desenvolvimento Regional da Furb, principalmente porque, quanto mais ele forma gente, mais confuso fica o nosso desenvolvimento. O mestrado expõe aspectos negativos do capitalismo, faz crítica à economia convencional, acumulação e apropriação e destaca coisas como o desenvolvimento solidário, democracia econômica e autogestão. Parece coisa de comunista.

Dei  uma pesquisada no site da Furb e vi que o mestrado fala em “clusterização“. Acredito que seja algo relacionado ao famoso General Cluster (o nome dele é Custer, mas eu não posso perder a piada). Seu programa aborda também itens como  a “emergência da economia solidária“. Imagino que tenha a ver com o Samu ou o Corpo de Bombeiros.

Exemplos práticos

Se você também tem a mesma curiosidade que eu em relação ao curso, então temos uma boa notícia: Osni Valfredo Wagner, candidato a prefeito pelo PSOL, está concluindo o Mestrado em Desenvolvimento Regional pela Furb. Isso significa que ele foi aprovado em exames admissionais altamente qualificados e rigorosos.

Analisando as propostas dele para nosso desenvolvimento, poderemos ter um excelente referencial do que a turma anda aprendendo por lá.

Proposta mágica

De todas as propostas apresentadas pelos candidatos em Blumenau e registradas no site do TRE, a minha favorita é a do PSOL para o transporte público. Osni Wagner promete criar uma empresa de ônibus pública, que pertencerá aos trabalhadores e irá oferecer passagens gratuitas.

Fico me pergutando: será que ele formulou essa belíssima proposta baseado nos conhecimentos sobre autogestão adquiridos no  Mestrado em Desenvolvimento Regional?

O zumbi

O PSDB de Blumenau vive um drama dramático em que ele é ao mesmo tempo personagem e autor do enredo em que se enredou. Salvo alguma surpresa surpreendente, o partido pagará caro por um erro estratégico que pode se transformar em seu maior castigo: a decisão de continuar ocupando cargos de confiança no governo do João Paulo, o Absoluto.

Ao permanecer no governo, o PSDB transformou-se num zumbi eleitoral, que transita entre a situação e a oposição. O partido montou um mata-burro em que a principal vítima pode ser ele próprio.

Vingança

O pior castigo que João Paulo, o Impiedoso, pode impingir ao PSDB, é manter os comissionados do partido no governo, tratando-os de forma gentil e pagando-lhes os salários rigorosamente em dia.

Dupla cobrança

O PSDB pode ser cobrado tanto pelo Jean Kuhlmann quanto pela Ana Paula pelo fato de continuar ocupando os cargos de confiança. Ambos com razão. Jean poderá sempre perguntar porque o partido de Napoleão se opõe a ele se continua no governo. Ana Paula poderá perguntar porque o PSDB não sai do governo para ser oposição igual a ela.

Risco

Nosso queridíssimo Ivan Naatz está otimista com a campanha a vereador. Desejo sorte a ele. Ivan corre dois tipos de risco: um leve e outro gravíssimo. O risco leve é simplesmente não ser eleito. O risco gravíssimo é acabar como suplente logo atrás da Canarinha.

Fardo

Pelo que se viu no debate da RIC, semana passada, Ana Paula terá pelo menos dois fardos a carregar nas costas: a Escola Sem Fronteiras e o Décio. Os opositores já perguntam a ela sobre “o governo do seu marido”, numa clara tentativa de vincular a imagem da deputada com o desgastado segundo mandato do Décio.

Outro fardo é a malfadada  e vexaminosa Escola Sem Fronteiras. Ana Paula responde que trata-se de “um projeto de 16 anos atrás e que temos que olhar pra frente”. É o mínimo que pode faze para se esquivar daquela lamentável experiência.

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