• Victor Fernando Sasse, em foto da família

    Tive a oportunidade de bater um papo descontraído com nosso estimado ex-prefeito Victor Fernando Sasse, durante um jantar.

  • Aos 75 anos, ele optou por viver um sítio que mantém na Fortaleza.
  • Sasse tem uma boa energia. É um daqueles alemães sérios que, quando conta coisas curiosas ou engraçadas, torna-se mais engraçado ainda pela seriedade com que faz as narrativas. Separei algumas:
O CALVÁRIO DAS VACAS
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  • Sasse tinha seis vacas de leite em seu sítio.
  • Resolveu vender duas delas.
  • Quase morreu andando de cima pra baixo, sendo jogado de um canto pro outro por burocratas do Ministério da Agricultura, Vigilância Sanitária e a turma do Sindicato Rural.
  • O que mais o estressou foi o recolhimento de uma guia de transporte de animais, que só tinha 48 horas de validade. Depois de muito labutar atrás do papel durante a semana inteira, conseguiu a tal guia no final da tarde de sexta-feira, quando o funcionário avisou:
    - Isso só vale pra transportar as vacas no sábado e no domingo. Se deixar pra segunda-feira, vai ser multado. Precisa vir buscar outra guia.
  • Sasse conseguiu dar um jeito de levar as vacas no sábado, mas jura que nunca mais se envolve numa operação dessas.
A CASA NÃO CAIU
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  • Desde os primeiros dias da tragédia de 2008 eu ouço dizer que o Sasse perdeu a casa dele na Alameda, que teria desbarrancado.
  • Quando me disse que morava no sítio, perguntei se tinha sido por opção ou por ter perdido a casa.
    - Olha, ainda essa semana teve gente perguntando a mesma coisa. Mas eu não perdi a casa. Ela não caiu. Isso é um boato que me persegue. Meses atrás encontrei um velho conhecido, que lamentou pela perda da minha casa. Quando eu disse que ela não havia caído, ele quase se indignou: “Mas como não caiu? Caiu sim! Todo mundo fala!”.
PREFEITO NO ÔNIBUS
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  • Sasse ficou conhecido por ser um político honesto. A revista Exame chegou a publicar uma foto do irmão dele, que era taxista, sentado num ponto de táxi, em 1991. Para a revista, chamou a atenção o fato de que o irmão do prefeito de uma cidade como Blumenau continuasse sendo um simples taxista, sem benesses.
  • Comentei ao Sasse sobre essa reportagem e ele me contou outra história.
    - Certa vez fui a Curitiba para fazer uma cirurgia. Fui e voltei de ônibus, a cirurgia não era grave. Dois dias depois desci na rodoviária e um cidadão me reconheceu e veio me perguntar onde eu havia ido de ônibus. Quando contei a história, ele se revoltou: “O senhor não pode fazer isso? O que é que as pessoas vão dizer se descobrirem que o prefeito de Blumenau vai a Curitiba pra ser operado de ônibus? O que vão pensar da gente?”.
MARITA SASSE
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  • Ao comentar sobre a morte da mulher, Marita Sasse, há 14 anos, Sasse fez uma revelação: apaixonou-se por ela quando tinha nove anos.
    - Quando eu a vi pela primeira vez éramos crianças e morávamos no mesmo bairro. Eu era filho de pessoas pobres, ela era rica. Por alguns anos estudamos juntos, até conversávamos, mas nunca tive coragem de dizer nada. Marita chegou a morar em Florianópolis durante alguns anos, quando estudava, mas voltou a Blumenau e nos reencontramos.
  •  Sasse manteve durante toda a infância e adolescência o sonho de ter Marita como esposa.
  • Conseguiu.
  • Ficaram casados por 38 anos.Tiveram cinco filhos.
    -Foi ótimo. Foi maravihoso.
  • Uma bela história.
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