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- Você não entende por que os políticos falam muito e não dizem nada? É simples: eles precisam dizer o que nós queremos ouvir. Se não o fizerem, não levam nosso voto. Os culpados pelas mentiras dos políticos somos nós.
- Perceba que os políticos mais vaselinas, os que se comprometem menos e enrolam mais, são os que se destacam mais.
- Mas não é de hoje que as coisas são assim.
- Isso tudo pode ser observado num divertido e esclarecedor conto de Machado de Assis já em 1881 – 130 anos atrás – chamado Teoria do Medalhão.
- Na obra, um pai diz ao filho o que deve fazer para se tornar uma figura proeminente na sociedade, talvez ingressando na política.
- O pai está feliz por constatar que o filho é possuidor de “inópia mental”. Ou seja: tem escassez de ideias e é um indigente intelectual.
- Ele o aconselha a não ter ideias próprias, a repetir o que os outros dizem, a não se comprometer e a permanecer neutro:
- “Podes pertencer a qualquer partido, liberal ou conservador, republicano ou ultramontano, com a cláusula única de não ligar nenhuma idéia especial a esses vocábulos”.
- Algumas pérolas que pesquei do texto:
- “Sentenças latinas, ditos históricos, versos célebres, brocardos jurídicos, máximas, é de bom aviso trazê-las contigo para os discursos de sobremesa, de felicitação, ou de agradecimento”.
- “São as frases feitas, as locuções convencionais, as fórmulas consagradas pelos anos, incrustadas na memória individual e pública. Essa fórmula tema vantagem de não obrigar os outros a um esforço inútil”.
- “A publicidade é uma dona loureira e senhoril, que tu deves requestar à força de pequenos mimos, confeitos almofadinhas, cousas miúdas, que antes exprimem a constância do afeto do que o atrevimento e a ambição”.
- Tem até uma dica de como tratar – já naquele tempo – os jornalistas:
- “Convidarás então os melhores amigos, os parentes, e, se for possível, uma ou duas pessoas de representação. Mais. Se esse dia é um dia de glória ou regozijo, não vejo que possas, decentemente, recusar um lugar à mesa aos repórteres dos jornais”.
- Para ter sucesso, fuja das ideias próprias e complexas:
- “Filosofia da história, por exemplo, é uma locução que deves empregar com freqüência, mas proíbo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outro. Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade etc. etc”.
- A seguir, o conto na íntegra. Muito útil para comparar com atitudes dos políticos nessas eleições:
TEORIA DO MEDALHÃO – Diálogo
Machado de Assis (escrito em 1881)
- Estás com sono?
- Não, senhor.
- Nem eu; conversemos um pouco. Abre a janela. Que horas são?
- Onze.
- Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com quê, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás homem, longos bigodes, alguns namoros…
Semana passada o Deputado Décio Lima disse na Guararema, no programa do Alexandre José, que o viaduto da Mafisa foi uma “bobagem” feita pelos empresários e pela prefeitura de Blumenau.- Hoje pela manhã, na mesma Guararema, o Ricardo Stodieck, ex-presidente da Acib, disse que os empresários não tomaram conhecimento dos detalhes técnicos do projeto.
- Explicou inclusive as opções que o Dnit havia apresentado, sendo que um tal de viaduto no estilo “trevo de quatro folhas” foi considerado ideal, mas não foi feito por falta de grana.
- Ricardo reiterou que os empresários apenas fizeram uma vaquinha pra elaboração do projeto.
- Também agora pela manhã, na Nereu, Décio disse pro PC que o projeto não passou pelo Dnit.
- Garantiu, inclusive, que o chefe geral do Dnit, em Brasília, garantiu a ele que o Dnit não foi o responsável pelo troço.
- Se nem o Dnit e nem os empresários e a prefeitura fizeram o projeto do trevo da Mafisa, quem fez?
- E agora, quem poderá nos socorrer?
- Já sei: vamos passar a responsa pro Chapolin Colorado!

Artigo 251 da Constituição
A PM de Blumenau fechou estabelecimentos comerciais sem alvará. A Polícia Civil entrou com uma ação contra a PM em represália. Eu sei como resolver essa questão. É bem simples. A Constituição Brasileira tem 250 artigos. Estou criando agora o artigo 251, cuja redação é a seguinte: “A Polícia Civil e a Polícia Militar de Blumenau ficam autorizadas a investigar crimes, prender bandidos e a combater a criminalidade em Blumenau, deixando para a prefeitura as tarefas que ela mesmo tem que cumprir. Revogam-se as disposições em contrário”.
Pronto. Tanto a PM quando a Civil já podem começar a trabalhar naquilo que realmente interessa, fazendo o que se espera delas.
Bobagem II – A Missão
Nesta segunda-feira, acorde cedo e sintonize a Rádio Guararema FM a partir das 7h20min. O saudoso Ricardo Stodieck dará entrevista explicando toda a história do Viaduto da Mafisa. No mesmo programa, ma semana passada, Décio Lima disse que a obra é uma “bobagem feita pela prefeitura e pelos empresários de forma açodada”.
Duas coisas eu já posso adiantar: Ricardo dirá que os empresários não participaram de nenhuma reunião técnica a respeito da obra. A Acib só ajudou a financiar o projeto. Todas as decisões foram de responsabilidade do Dnit. Dirá também que Décio apoiou a construção do viaduto do jeito que está, classificando-o em seu próprio site como “importante obra do governo federal”.
Os Vingadores
Reunião secreta na que ninguém ficou sabendo – nem eu – selou a parceria PSDB/PMDB/DEM/PP para as eleições. Foi na quinta-feira à noite. Napoleão será o candidato. O vice está em aberto.
Os sete anões
Encontrei o Jean Kuhlmann no Carlos Gomes quinta-feira à noite e fiz a tradicional pergunta. “E aí, já achou um vice?”. A resposta: “Por enquanto, só os pequenos”.
Coincidentemente, já na sexta de manhã, após a decisão sobre a nova conformação da coligação, a turma do PSDB e adjacências passou a espalhar a piadinha do “Jean e os Sete Anões”, numa referência aos partidos nanicos que fecharam apoio ao deputado.
Desconfiado
Fábio Fiedler anda visivelmente preocupado com a situação.
Amigo de fé, irmão camarada
Quando falam no Jovino, integrantes da alta cúpula do PSDB referem-se a ele como “parceirão”.
Burrice 24 horas
Em 2009, um bando de artistas chorões teve a brilhante ideia de promover em Blumenau o evento “Nosso Inverno”, uma virada cultural de 24 horas em protesto contra a Fundação Cultural. Adorei a ideia, apesar do nome mal escolhido. Eles poderiam ter chamado o troço de virada cultural ou algo assim, realizando edições anuais.
E já que a turma não quis nada com nada, agora a própria Fundação está promovendo uma virada cultural de 24 horas. Um projeto que, ao longo dos próximos anos, com certeza se consolidará, como aconteceu em outras cidades.
Trotando
Marcelo Schrubbe falou à Galega sobre a maravilhosa ideia que teve, propondo a criação da semana de conscientização contra trotes. “Precisamos coibir os trotes desnecessários”, disse. Infelizmente, ele não falou nada sobre os trotes necessários.

- Homens de Preto, o primeiro, continua sendo o melhor da série – o segundo foi muito ruim.
- Homens de Preto 3 passa a ser o segundo melhor.
- A versão 3D valoriza as cenas gosmentas e os efeitos especiais, mas a história não bate a original em humor, criatividade e variedade de personagens – até hoje todo mundo lembra do cachorro falante do primeiro filme.
- Homens de Preto 3 é certinho, mas com enredo muito pobre, sem grandes reviravoltas.
- Sua maior curiosidade é a participação totalmente dispensável da Emma Thompson.
- Emma é aquela atriz inglesa que começou no teatro e ficou conhecida por filmes sérios.
- Homens de Preto é uma deliciosa bobagem que não tem nada a ver com o perfil dela.
- Emma Thompson é boa atriz. Ganhou um Oscar em 1993 como protagonista de um desses dramas sérios, densos e de qualidade, que eu nunca assisto.
- Ela poderia ter chegado a ser uma estrela do porte de Júlia Roberts ou Meryl Streep, mas nunca chegou lá.
- O papel de Emma Thompson é o de diretora da agência dos homens de preto.
- Uma coadjuvante de luxo que não acrescenta nada à trama. Aliás, o sujeito que fazia o papel antes era muito mais legal por ser engraçado.
- Homens de Preto 3 ficaria bem melhor se colocassem cachorro do primeiro filme no lugar dela.
- Quinta-feira, 24 de maio de 2012, 16h30min.
- A paz da bucólica paisagem da rua Petrópolis, no centro de Blumenau, é quebrada pelo ronco dos motores de uma carreta.
- Placas de Meleiro, uma simpática cidade do Sul, lá perto de Maracajá e Turvo.
- O motorista está encrencado. A primeira rua è esquerda não tem saída. A da direita é uma curva íngreme que não dá passagem a caminhões.
- Ele demora uns 20 minutos fazendo manobra no entroncamento entre as três, mas acaba conseguindo sair.
- Ele disse que foi levado ao endereço errado pelo GPS.
- É um fanfarrão, esse GPS.
- Na espetacular sequencia de fotos que eu fiz da minha janela, vemos a primeira imagem do caminhão adentrando inadvertidamente à rua Petrópolis.
- Depois eu fui atrás pra e até ele fazer a manobra e então as fotos mostram o bichão descendo placidamente de volta…







Metropolitano tem um jeito só dele de enxergar o futebol e o jornalismo esportivo
- Reportagem surrealista ontem na RIC Record Blumenau: o repórter Emerson Luis apresentou matéria informando que o Metropolitano decidiu restringir as entrevistas semanais e, além disso, vai indicar apenas dois jogadores que podem falar.
- O Metropolitano só sobreviveu esse tempo todo sem nenhum título e só consegue tocar adiante seus planos por causa do apoio da imprensa esportiva.
- Se os jornalistas virarem as costas para o time, ele não dura dois meses.
- A decisão de restringir as entrevistas, além de descabida, inócua e desnecessária, é profundamente antipática e demonstra uma total falta de respeito e reciprocidade para com o pessoal da imprensa.
- Em resumo: uma ingratidão de todo o tamanho.
- Esse tipo de medida até se justifica em meio a crises, mas não é o caso.
- O time está em paz com a torcida e a imprensa tem apoiado o clube.
- Mas o que mais chamou a atenção na reportagem da RIC foi a maneira cômica, patética e tosca com que as medidas foram defendidas.
- Veja:
- O assessor de imprensa deu entrevista dizendo que a medida foi uma solicitação dos jogadores.
- Um jogador deu entrevista dizendo que a medida foi decisão da diretoria e que os atletas iriam acatá-la.
- O presidente deu entrevista dizendo que a medida foi sugerida pela Assessoria de Imprensa.
- Você entendeu alguma coisa? Nem eu.
- O assessor e o presidente disseram ainda que tais medidas foram tomadas porque são adotadas “por clubes grandes e temos que pensar como clube grande”.
- Trata-se de uma afirmação risível.
- É o gigantismo de um anão.
- Ao final da matéria o Emerson Luis bufou, mas conteve a vontade de expressar o que realmente pensa a respeito.
- Uma pena.
- Se tivesse falado, tenho certeza de que o Metropolitano iria ouvir o que merece.
Identifiquei três tipos básicos de ciclistas que a gente encontra quando está dirigindo.- A partir das minhas observações, desenvolvi algumas teorias de como eles se portam, quais os riscos que causam a si próprios e os cuidados que temos que manter em relação a eles.
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Os três tipos de ciclistas por mim identificados são:
CGF – CICLISTA GENTE FINA
CRP – CICLISTA REBELDE PROVOCADOR
CPP – CICLISTA POPULAR PROLETÁRIO
Vamos a eles:
CGF – CICLISTA GENTE FINA
- É aquele ciclista todo paramentado, que anda em bikes bacanas, com capacete e todo o equipamento de segurança.
- É um sujeito classe média. Pode ser advogado, gerente de banco, analista de sistemas.
- É um tipo ecologicamente consciente, leva sempre uma garrafa de água.
- Prefere usar as ciclovias.
- É prudente e atento.
- Respeita a sinalização.
- Respeita os pedestres.
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Quase nunca se envolve em acidentes..
CRP – CICLISTA REBELDE PROVOCADOR
- É jovem.
- Geralmente do sexo masculino. Usa bonés.
- Tem bikes personalizadas.
- É de classe média baixa.
- Costuma andar em bando.
- Gosta de subverter a ordem.
- Costura no meio dos carros.
- Pratica roleta russa de bicicleta.
- Gosta de se exibir para os amigos.
- Andando em grupo se torna temerário.
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Irrita os motoristas, mas costuma se safar justamente pelas afrontas que comete.
CPP – CICLISTA POPULAR PROLETÁRIO
- É trabalhador de classe baixa.
- Pode ser homem ou mulher.
- Usa bicicletas comuns, sem adereços ou qualquer tipo de equipamento de segurança.
- Não é muito jovem.
- Usa a bicicleta do mesmo jeito que um motorista usa o carro: ou seja, se é homem, pode parar num bar para beber uma cervejinha antes de ir pra casa.
- Ao contrário dos dois ciclistas anteriores, não pode escolher trajetos. Obriga-se a enfrentar o trânsito em horários de pico, pois é quando vai para o trabalho ou volta dele.
- Isso o coloca em constante perigo.
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É o tipo que mais sofre com atropelamentos. Foi um desses que o Thor Batista pegou pela frente.
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ANÁLISE SITUACIONAL
- Enquanto motoristas, não temos que nos preocupar muito com o CGF – Ciclista Gente Fina. Ele nos vê antes, está sempre atento, procura o contato visual e pedala seguro de si.
- Apesar da irritação que nos causa, o CRP – Ciclista Rebelde Provocador não exige de nós muita atenção. Ele nos afronta quase sempre em situações sob controle, quando o trânsito está parado ou em sinaleiras. Como anda em grupo, torna-se mais visível. Aliás, teríamos dificuldade em atropelar um deles caso quiséssemos.
- Nossa atenção toda tem que se voltar para o humilde e despreparado CPP, o Ciclista Popular Proletário. Seja ele homem ou mulher, a qualquer momento poderá fazer uma manobra indevida. Não porque nos desafie, mas simplesmente porque não está atento o suficiente, porque desconhece alguns procedimentos básicos de segurança ou porque pode se assustar, fazendo algum movimento brusco e fatal.
OBS: meu pai foi um Ciclista Popular Proletário. Nunca aprendeu a dirigir. Nunca teve carro. Foi um marceneiro que teve apenas três bicicletas ao longo de seus 71 anos. Uma delas, uma Gulliver, durou mais de 20 anos. Morreu atropelado por um caminhão, em Rio do Oeste. O caminhão estava parado num cruzamento. Meu pai pedalava uma Monark azul. Achou que o motorista o havia visto e que parara para que ele passasse. Mas o motorista estava olhando para o outro lado. Avançou vagarosamente e o atingiu em cheio.
- Colombo esteve em Blumenau de manhã para entregar algumas viaturas, câmeras de vigilância e novos soldados pra PM.
- Mesmo estando dentro do Batalhão, foi completamente cercado pelo inimigo: Ana Paula, Vanderlei e Jovino deram um jeito de acuar o governador, cobrando coisas para Blumenau.
- Raimundo Colombo deverá apresentar renúncia nas próximas horas.

A revista Veja merece apanhar.- No afã de bater no PT e na turma do Zé Dirceu, a revista exagera, transforma moinhos de ventos em dragões e faz ilações duvidosas.
- Agora é vítima de uma igual campanha, baseada em inverdades, exageros e ilações duvidosas.
- A campanha incitada contra a Veja pela Rede Record, ancorada na revista de aluguel Carta Capital e blogs da guerrilha dirço-petista segue a mesma tática que a própria Veja usa contra seus inimigos.
- Li e ouvi tudo o que podia sobre o envolvimento do Policarpo Júnior com o Cachoeira.
- O coitado só aparece em uma gravação, que não o compromete.
- Em 99% das vezes ele apenas é citado por terceiros, quase sempre em situação de bravata.
- A Record tenta fazer desse limãozinho uma gigantesca limonada, em matérias de mais de dez minutos em seu horário nobre. Em suas ilações risíveis, só faltou vincular o Policarpo ao Gen Gis Kan.
- Se Policarpo é culpado de corrupção pelas gravações exibidas pela Record a sua rede subsidiária de intrigas, então eu também devo ir para a cadeia.
- Quando fui repórter policial, muitas vezes tive que agir de forma pouco ortodoxa e cometi os seguintes crimes:
- Negociei muitas entrevistas e matérias com policiais, bicheiros e advogados.
- Participei de reuniões secretas, em que me pagaram a janta.
- Fiz lanches em escritórios de advogados na frente dos quais eu preparava matérias com graves denúncias.
- Sentei com bicheiros no meio da tarde, negociando declarações que eles não queriam dar.
- Submeti meus textos a juízes e promotores, temerosos da repercussão pelo eventual uso inadequado de alguma vírgula em suas declarações.
- Acompanhei policiais em investigações e fui obrigado por eles a omitir determinados fatos.
- Essas coisas sempre tinham conhecimento de meus superiores.
- Numa das vezes, depois de passar uma tarde inteira com um advogado redigindo uma matéria a partir de documentos ele tinha, meu editor me mandou de volta até ele. A matéria só sairia se ele assinasse todas as laudas, para assumir as declarações caso o jornal fosse processado. E ele assim o fez.
- Nunca fiz nada de errado, nunca publiquei matérias tendenciosas, apenas tinha que negociar a declarações, avançar nas informações a serem publicadas.
- As pressões que aceitei e as condições a que me submeti sempre estiveram dentro do limite do razoável estipulado pela minha jovem consciência em formação.
- Essas negociações, na maioria das vezes, tinham como objetivo tornar publicáveis informações obtidas em off. Isso sempre dependia da disposição da fonte em assumir e dividir riscos.
- Fui processado três ou quatro vezes e minhas fontes sempre cumpriram seu compromissos em me ajudar na linha de defesa.
- Eu mesmo guardei, para me resguardar, uma fita gravada com ajuda do Jorge Theiss, na então rádio Blumenau, em que eu entrevistava um bicheiro de Itajaí sobre uma guerra do jogo do bicho em Blumenau, em que ele se julgava prejudicado.
- Para conseguir a entrevista e as declarações, tive que aceitar algumas condições que ele me impunha.
- É assim que as coisas funcionam.
- Por enquanto o envolvimento do repórter da Veja com o Cachoeira me parece tão criminoso quanto a minha relação com os bicheiros de Blumenau de antigamente.
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Se mudar de ideia a respeito, eu aviso.
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Cachoeira era fonte de Policarpo e o municiava com fatos podres de um dos lados, enquanto que, com certeza, outras fontes alimentavam e alimentam outros setores da revista com outros fatos podres.
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O jornalismo é feito por quem coloca a mão dentro da privada para desentupi-la.
- O resto se divide entre cadernos de variedades e colunas de amenidades.
Eu nunca entendi pra que serve o Mestrado em Desenvolvimento Regional da Furb, já que o nosso desenvolvimento regional está mais bagunçado do que nunca.- Uma vez tive aula no Ibes com um professor que era Mestre em Desenvolvimento Regional, mas ele dava aula de fotografia.
- Então fui pesquisar no site.
- Fiquei mais confuso ainda e fui obrigado a criar mais um Documento Carlos Excrusivo.
- Continuei não entendendo muita coisa, mas concluí que o troço tem alguma a coisa a ver com matança de índios, já que eles falam em “clusterização“, que, acredito, seja relacionado ao General Cluster.
- Outra coisa que está escrito é uma tal de “emergência da economia solidária“. Imagino que dava ser alguma coisa relacionada ao SAMU.
- Confira o que tem no site da Furb sobre o Mestrado em Desenvolvimento Regional e veja se você consegue entender melhor do que eu:
Mestrado
O curso de Mestrado em Desenvolvimento Regional foi estruturado de forma a preencher a lacuna existente na qualificação acadêmica e profissional nas áreas relacionadas a socioeconomia e a sociopolítica do desenvolvimento regional. Pretende, assim, capacitar profissionais, técnicos e cientistas vinculados à administração pública (municipal, estadual ou federal) e ao setor privado, bem como, profissionais liberais interessados na temática do desenvolvimento regional.
Área de Concentração
Desenvolvimento Regional Sustentável.
Linhas de Pesquisa
Estado, Sociedade e Desenvolvimento no Território
Esta linha de pesquisa abrange um conjunto de temas relacionados à compreensão da diversidade histórico-cultural do território aos impactos sócio-ambientais do desenvolvimento e à gestão e análise de políticas públicas, inclusive problemáticas específicas como poder local, planejamento urbano e regional e turismo.
Dinâmicas Socioeconômicas no Território
Esta linha de pesquisa abarca a distribuição espacial e setorial da atividade produtiva, passando pela emergência da economia solidária e desembocando na análise da contribuição da ciência e tecnologia para o desenvolvimento, inclusive questões específicas como arranjos produtivos locais, processos de clusterização e redes de cooperação.
Não é verdade que existam caveiras de burro enterradas em obras de Blumenau.- Se existirem mesmo caveiras enterradas, elas certamente não são as de burro.
- São caveiras de pessoas inteligentes.
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Do jeito que a coisa anda, as caveiras de burro continuam intactas, muitas delas em plena atividade junto às obras, tanto nas fases de planejamento como de execução.
Os socialistas e os liberais, juntos, estão pondo o mundo em risco.- Ao mesmo tempo, um se apropria dos valores do outro quando a coisa aperta.
- Em 2008 tivemos a crise do liberalismo nos EUA.
- A crise aconteceu porque os liberais deixaram o capitalismo financeiro correr pela raia com rédea frouxa.
- O fato mostrou que de vez em quando o mercado precisa de uma “mão visível” pra dar uma ajeitada nas coisas que a “mão invisível” não percebe.
- IRONICAMENTE, para solucionar a crise capitalista, foi preciso adotar medidas socializantes intervencionistas, com o governo americano absorvendo prejuízos e até mesmo se tornando sócio de empresas.
- Já a crise europeia é de fundo socialista.
- Alguns países europeus durante muito tempo se deixaram levar pelas benesses dos governos socialistas, que afrouxaram as regras da boa gestão fiscal para a alegria do populacho votante.
- Foi uma festa, com a turma trabalhando menos e ganhando muito mais.
- Uma hora alguém ia ter que pagar a conta e essa hora chegou.
- IRONICAMENTE, para solucionar a crise socialista, a Europa está apelando para medidas liberais ortodoxas.
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O futuro da humanidade será sem dúvida melhor do que o presente, assim como o presente é melhor do que o passado.
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A humanidade se beneficiará cada vez mais das benesses de uma estrutura com enfoque social, que será proporcionada por um capitalismo ajuizado, em que a própria sociedade ditará os parâmetros do que pode ser considerado sensato no âmbito da livre iniciativa.
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Essa condição será fruto da própria evolução da humanidade e virá com as lições deixadas pelos erros e acertos cometidos agora e no passado.
- Erros a acertos tanto por parte de quem pretende antecipar os ganhos sociais, como de quem insiste em deixar que o capitalismo embale em desabalada carreira, atropelando a tudo e a todos.
Fiz um comentário sobre a campanha da marketing da Furb em que o personagem Almir, da Atlântida, engraçadíssimo e emérito trambiqueiro, do qual sou fã, recomenda os cursos da universidade.- Almir fala bem dos cursos e diz que na Furb não tem trambicagem.
- A coordenadora de marketing da Furb, Márcia Regina Bronemann, respondeu destacando duas coisas essenciais: 1) sou velho e 2) não entendi o espírito da coisa.
- Concordo com a Márcia em uma coisa: sou velho. Infelizmente, não há nada que eu possa fazer pra melhorar nesse sentido.
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Mas desconcordo da outra e explico:
Qualquer coisa que o Almir diga, não deve ser levado em consideração, pois ele só fala coisas com a clara intenção de colocar os amigos em grandes roubadas.
Por isso, quando ele diz que na Furb NÃO TEM TRAMBICAGEM, devemos entender o contrário.
É mais ou menos como se ele dissesse: “Fica tranquilo, amigo, a Furb só tem coisa boa. Vai por mim, meu querido. Vai lá que tu vai te dar bem…”
Acho que para os cursos da Furb serem considerados bons, o Almir teria que dizer que eles são ruins, mandando o amigo fazer cursos em qualquer universidade, menas na Furb.
- Well, sabemos que a Furb tem bons cursos, um ensino de qualidade e bons professores.
- Minha análise é só uma sacanagenzinha com o intuito de sacanear a turma.
Veja a graciosa e simpática resposta da professora Márcia me incluindo no rol de “pessoas maduras” (velhas) que não entendem o espírito da coisa (ultrapassadas).
Grande abraço no Michel, da assessoria de imprensa, que publicou a nota abaixo e postou nos comentários do blog…
Sobre a campanha da FURB
Carlos Tonet comenta no seu blog a campanha da FURB no Pretinho Básico. A coordenadora da CCM, professora Márcia Regina Bronemann, explica de forma clara a estratégia de comunicação da equipe e da agência Free:
“Este público jovem é muito crítico. Tem opinião formada sobre tudo! E para pra pensar só quando realmente lhe interessa (ou seja, precisamos chamar atenção). Foi esta aproposta do Pretinho Básico: o Almir faz suas trambicagens e quando o amigo pergunta sobre curso universitário ele diz que aí NÃO tem trambicagem, precisa procurar algum curso que realmente tenha MARCA, no caso a FURB”, afirma a coordenadora.
A campanha tem mostrado boa repercussão, garante: ” Essa ‘galerinha’ jovem ri, interage e comenta sobre o assunto. Os alunos (que já estão na FURB), inclusive comentam a campanha dizendo ”é a FURB tem MARCA”. Assim, nossa ideia é reforçar a marca da FURB num ponto de vista mais descontraído que faça com que esse público de 17 anos preste atenção”.
Segundo a coordenadora da CCM, as pessoas mais maduras, mais exigentes sob o ponto de vista das ‘brincadeiras’ feitas no Pretinho, realmente vão achar que a FURB não deveria fazer isto. Até gostariam de ver campanhas falando de outros atrativos tradicionais da Universidade, ao invés das brincadeiras feitas nesta campanha.
Mas ela explica o foco: “são pontos de vista diferentes e respeitados, porém tivemos que optar pela comunicação com os nossos futuros alunos (17 anos), público este para o qual a campanha foi desenvolvida”.
- Minhas gentes, pude assistir ao curta Dicionário na Furb em uma sessão privê, só pra mim, ao lado do diretor.
- Não, não foi uma deferência da Universidade para com minha irreconhecida capacidade intelectual.
- Acontece que fui o único espectador presente na sessão marcada para as 18 horas de segunda-feira, 14/05/2012.
- Fiquei com o auditório só pra mim. Só eu, o diretor Ricardo Weschenfelder e a moça que fez a projeção.
- Dicionário é uma gracinha.
- Foi inspirado no conto O Guarda Norturno, do Lindolfo Bell.
- Bell era foda pra caralho.
- O curta é muito bem feito, muito bem editado, com algumas referências bastante interessantes em relação ao texto original.
- A cena do protagonista empurrando sua velha bicicleta, espremido pelos carros, expressa a exata sensação do que é ser um trabalhador desqualificado da área rural lutando contra a cidade nos dias de hoje. Adorei a sacada.
- O conto é excelente.
- Ao lê-lo, senti como se estivesse diante de uma das melhores garrafas de um legítimo Cortázar, com todas aquelas frases surpreendentes, as sacadas surrealistas, as observações inventivas que surgem em floats muito criativos.
- O curta cumpre decentemente, com muita honradez e valentia, a árdua, difícil e complicada tarefa de transpô-lo para as telas.
- Ficou muito bacana.
Você pode ler o conto do Bell na íntegra abaixo. Vale a pena investir uns minutinhos neste saboroso texto ao melhor estilo cortazariano.
- A Furb está com uma campanha de rádio em que usa o Almir, da Atlântida, pra recomendar seus cursos.
- Almir é um personagem de sucesso da turma do Pretinho Básico, um também sucesso da Atlântida, muitíssimo identificado com o público jovem pelo jeito desbocado de ser e de viver.
- Mas o Almir tem um pequeno probleminha: ele é um trambiqueiro, enrolador, mentiroso e um grandessíssimo amigo da onça.
- Amir dá conselhos furados, coloca os amigos em grandes roubadas e inventa os mais descabidos produtos que, além de não funcionar, podem até mesmo causar a morte se seus hipotéticos usuários.
- Na propaganda da Furb, o Almir oferece a um amigo alguns de seus produtos malucos, em diálogos engraçados.
- Então o amigo pergunta ao Almir se ele tem algum bom curso universitário.
- Almir responde que nessa área ele não tem nada, mas quem tem bons cursos é a Furb. A partir daí, Almir começa a falar bem dos cursos da Furb, informa o site, etc.
- As peças são engraçadas, mas o tiro sai pela culatra.
- Senão vejamos:
- Almir só oferece trambicagens para os amigos.
- Quando não tem um produto, dá conselhos que colocam as pessoas em furadas.
- É isso que acontece no caso da Furb: Almir diz não ter soluções para um bom curso universitário.
- Como ele só dá conselhos furados, parece lógico que os cursos da Furb sejam uma grande roubada, sendo piores do que qualquer curso ministrado pelo próprio Almir.
- Afinal, se tivesse algo pior para oferecer, Almir não precisaria recorrer aos cursos da Furb para colocar alguém numa enrascada.
- Moral da história: você está procurando cursos tão FULEIROS que nem mesmo o Almir tem capacidade de ofertar? Prorure a Furb.

- O Estatuto da Criança e do Adolescente protege quem tem até 18 anos.
- O Estatuto do Idoso protege quem tem mais de 60 anos.
- Agora o Senado aprovou o encaminhamento de uma proposta para a criação do Estatuto da Juventude. Vai proteger quem tem entre 15 e 29 anos.
- Quem estiver com idade entre 15 e 18, vai ficar duplamente protegido.
- Os senadores enfiaram um monte de coisas nesse novo estatuto. Até mesmo passagem de ônibus e ingressos para shows com 50% de desconto eles queriam enfiar goela abaixo.
- Se a gente somar todos esses estatutos, vamos verificar que existe uma parcela da população que tem entre 30 e 60 anos que fica sem estatuto nenhum.
- Deve ser porque as pessoas nessa idade são as responsáveis por tudo o que de mal acontece nesse mundo eas outras faixas etárias precisam de proteção contra essa turma de hediondos sanguinários.
- Eu tenho 50 anos. Me encaixo nesse grupo.
- Pelo visto, quem está nessa faixa de idade pode ser enquadrado na categoria de trogloditas assassinos insensíveis
- Um tipo gente odienta que oprime crianças, velhos e jovens, para os quais é preciso arrumar proteção por força de leis específicas.
- É assim que eu me sinto.
- Só ficarei em paz com a minha consciência o dia em que chegar aos 60 e me livrar dessa horrenda condição de monstro sociopata.
- Todo dia tem alguém desmentindo alguém em algum lugar nessa dança das coligações em Blumenau. O que era procedente às 11 da manhã, vira totalmente improcedente às 3 da tarde. Tem gente que esquece o que já disse e chega a se desmentir a si mesmo. Tenho a vantagem de ser o único a publicar informações 100% improcedentes e que, por isso, não podem ser desmentidas. Confira minhas notas não confiáveis da semana:
O PCdoB bateu o martelo e a foice e lançará o Zeca Bombeiro como vice da Norma Dickmann.
- A dobradinha Ana Paula/Marcelo Schrubbe foi definida em reunião secreta atrás da feira livre da Proeb. Os dois selaram o acordo com um pastel da Carmem.
- O PSTU lançará o Ulrich Kuhn como cabeça de chapa, tendo o Arnaldo Zimmermann de vice.
- João Paulo transferiu o título de eleitor pra Ascurra. Inspirado na estratégia vitoriosa do Dário Berger, tentará um terceiro mandato de prefeito, desta vez pelo PSol. Vanderlei de Oliveira fez o mesmo e será o vice dele.
- Latinha, Jefferson Forrest e Paulo França abandonaram a política e serão sócios do Ivan Naatz numa choperia em Perequê.
- César Paulista tentará ser vereador em Ilhota. Padre João Bachmann será seu substituto no comando do Metrô.
- Assediado pela Constanza Pascolatto durante sua passagem por Blumenau, Marçal decidiu mudar-se para São Paulo. Atuará como modelo exclusivo da grife do Alexandre Herchcovitch.
- A partir de hoje, em alguns posts, você verá o selo abaixo, indicando que alguma excrusividade está sendo publicada.
- Trata-se do Documento Carlos Excrusivo.
- Ele indica que o texto publicado com certeza é uma grande tolice, alguma notícia sem a mínima credibilidade ou algum comentário despido de qualquer fundamento.
- O Documento Carlos Excrusivo funcionará como uma espécie de aviso, para que você na perca o seu tempo em vão.
- Fique atento.


- Eu não pretendia ver Vingadores.
- Da lista de heróis do filme, curti somente o Homem de Ferro na minha infanciazinha feliz em Rio do Oeste.
- O Hulk me deixava nervoso e os filmes dele nunca foram bons.
- O Thor é cheio de frescura com aquela coisa de ser filho de Odin e blá-blá-bá. Apesar de ser marceneiro e de andar sempre com um martelo na mão como ele, nunca fui fã do personagem.
- O tal de Capitão América eu nem sei porque inventaram. Aliás, sei, mas nunca dei bola pra ele, coitado.
- O filme é um sucesso estrondoso em todo mundo, então deve ter alguma coisa de bacana pra sujeitos que vão no cinema buscando só diversão, como eu.
- Fui ver Vingadores sábado à noite com meu filho Cícero, num daqueles programas de pai e filho que ainda mantemos, mesmo que ele já tenha feito 17 anos.
- O filme não é tão ruim quanto pensei, mas nem tão bom que valha tamanha bilheteria.
AS COISAS BOAS
- Tem o Samuel L. Jackson, meu ídolo pra qualquer tipo de filme, principalmente os ruins.
- Tem o Robert Downey Jr, meu ídolo antes mesmo de fazer Homem de Ferro, meu outro ídolo.
- Tem ótimas cenas de ação.
- Excelentes efeitos especiais.
- Tem algum humor, expresso em diálogos esparsos.
- Tem a melhor caracterização do Hulk até hoje, com o melhor ator para interpretá-lo. O último Hulk filmado foi com o Edward Norton. Um horror. Foi mais ou menos como se me colocassem para interpretar o Michael Jordan no cinema.
- Hulk acaba sendo o personagem mais divertido, que provoca o maior número de risadas, apesar de aparecer muito pouco.
PONTOS NEGATIVOS
- Samuel L. Jackson faz um Nick Fury muito chocho, não tem graça nem brilho.
- Não sei porque chamaram a Gwyneth Paltrow, coitada. A mulher entra muda e sai calada. Virou uma espécie de Rodrigo Santoro de saias.
- O filme demora pra engrenar. Em quase duas horas e meia, tem uns 20 minutos de pancadaria.
- Grande parte do filme é perdida em DRs entre os heróis. Uma frescurada que não acaba mais.
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O vilão do filme não convence. O tal de Loki, irmão do Thor, é um bostalhão que não sabe direito o que quer. Todos os seus planos malignos são facilmente desmontados. Parece o Zé Dirceu depois do Mensalão.
Nota pro troço: 6,89, É quase um 7.

A Mercedes teve o privilégio de ser testada por um marceneiro de Rio do Oeste pela primeira vez na história deste país
Fui convidado pela DVA Veículos a testar três modelos de automóveis de luxo da Mercedes-Benz, disponíveis para comercialização na loja da empresa em Blumenau. Testei o C 63 AMG, o E 63 AMG e o CLS 63 AMG. O test-drive foi feito na sexta-feira, dia 4 de maio, em ruas da região norte da cidade, a partir das 14 horas. As condições do tempo eram excelentes e o trânsito estava calmo. Uma combinação rara na cidade. Dirigi em alguns trechos da Via Expressa, onde foi possível, com muito cuidado, testar a aceleração dos carros.
Os três modelos possuem a mesma motorização V8. O que os difere são os detalhes internos e externos e os acessórios, principalmente em termos de disposição em relação aos aspectos visuais. Os motores são montados individualmente e todo o processo, do início ao fim, é conduzido pelo mesmo engenheiro. Quando prontos, levam a assinatura do engenheiro responsável.
Não há o que se questionar nos quesitos referentes à segurança, luxo, conforto e dirigibilidade. Mercedes é Mercedes. Não tem discussão.
Apesar da grande quantidade de itens no painel e nos controles, o visual não é confuso, nem cansativo. Tudo é muito fácil de entender. Basta uma única explicação para saber como as coisas funcionam.
Não é preciso estar muito afinado com a tecnologia para compreender e utilizar as inúmeras funções disponíveis, já que tudo é autoexplicativo. Você aperta um botão e o carro vai dizendo o que é preciso fazer em seguida. Dá a impressão de que você pode conversar com ele.

E 63 AMG: gostei
Alás, ele pode não conversar, mas com certeza pode abraçar você. Nas curvas, as abas dos assentos dianteiros se inflam conforme seu corpo desliza, segurando-o. Isso dá mais segurança às manobras. E a sensação é ótima. Parece que você está numa daquelas cadeiras massageadoras.
A versão que mais gostei foi a E 63 AMG. Ela não precisa de chave. Basta usar um botão de start. O carro destrava as portas sozinho quando você se aproxima com um dispositivo de controle remoto que dá pra levar no bolso. Também achei o visual interno um pouco mais clean que os outros. Se fosse comprar um dos três, comprava esse.
AVALIAÇÃO
Não sou especialista em carros e as únicas lembranças que tinha da marca Mercedes-Benz eram as de um Mercedão 1313 de um de meus tios.O bichão era usado para transportar toras de madeira em Rio do Oeste, nos anos 70. Tinha acionamento manual dos vidros.
Apesar de muito breves, os passeios serviram para dar uma noção razoável da segurança e do conforto que se tem ao dirigir uma dessas Mercedes, mesmo que eu tenha quase entrado na rodoviária de Blumenau sem querer por duas vezes consecutivas.
O certo mesmo seria eles me darem um carro pra usar durante uns dez dias.
O que impressiona é a facilidade com que tudo pode ser aprendido e usado. É muito fácil se familiarizar com tudo. Você entra no carro e não tem mais vontade de sair.
Agora vamos aos precinhos: O C 63 AMG você compra por US$ 249.900. O E 63 AMG, aquele que eu gostei mais, sai um pouquinho mais caro: US$ 299.900. Já o CLS 63 AMG, que tem um jeito mais classicão, pode ser seu por US$ 309.900.
MAIS DETALHES
Não vou tomar o seu tempo informando sobre coisas como potência de motor, desempenho em retomadas ou volume do porta-malas e outros quetais. Isso tudo você pode pesquisar em sites especializados ou no próprio site da Mercedes-Benz no Brasil. O endereço: www.mercedes-benz.com.br. Aliás, o site é bem simplezinho e despojado. Quem faz carrões como estes não precisa de muita perfumaria na comunicação.
Se quiser ver as máquinas de perto, você pode recorrer a uma das lojas do Grupo DVA, que representa a Mercedes em Santa Catarina. O endereço das lojas e os telefones você encontra em www.grupodva.com.br.

Painel do CLS 63 AMG: tudo muito fácil de entender



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