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- Eu tenho sonhos.
- Você tem sonhos.
- Acho que até meu cachorro tem sonhos. De vez em quando ele acorda meio assustado, provavelmente depois de ter sonhado que algum gato gigante o perseguia.
- E se nós podemos sonhar, o Vanderlei também pode.
- Ele sonha em ser candidato a prefeito.
- Em 2010 Vanderlei vez um acordo com o Décio Lima. Desistiu de ser candidato a deputado estadual sonhando em ser apoiado pra prefeito em 2012.
- O sonho do Vanderlei virou pesadelo.
- Agora ele sonha em vencer as prévias do PT.
- Vai perder para a Ana Paula.
- As prévias do PT de Blumenau, como em muitos outros partidos, funcionam a partir de um universo controlado.
- Votam militantes em dia com a tesouraria.
- Cada candidato vai para as prévias com uma listagem de todos os votos previamente contabilizados.
- Vanderlei não tem nada a perder.
- Ana Paula só vai para o voto se tiver certeza de que vai ganhar.
- Senão, finge uma dor de barriga e fica em casa.
- Ana Paula deve ganhar do Vanderlei sem problemas.
- A questão é que ela precisa fazer uma diferença significativa de votos.
- Isso significa fazer mais de 70% dos votos.
- Ela precisa de uma vitória maiúscula.
- Se ganhar raspando, já começa mal a campanha.
- Ficará clara uma divisão no partido.
- A turma vai começar a dizer que ela não tem força.
- Vanderlei dar-se-á por satisfeito se fizer 40% dos votos. Já poderá se considerar vingado pelo rastel nas costas que tomou do Décio.
- Mas o problema da Ana Paula e do PT não são os votos, as prévias e as disputas internas.
- O problema dela se chama-se João Paulo, o Absoluto, um sujeito que come pelas beiradas.
- A Otto International do Brasil acaba de comprar as operações de e-commerce da blumenauense Posthaus, empresa especializada na venda de produtos por catálogo e internet.
- A Posthaus vendeu as operações do portal www.posthaus.com.br.
- A Otto International mudou a sede de suas operações de Gaspar para Blumenau, instalando-se próximo ao Shopping Neumarkt.
- A empresa passa a gerir as operações de vendas do portal da Posthaus, além de fornecer a criação e operacionalização de lojas virtuais para terceiros.
- As vendas por catálogo continuam sendo de propriedade da Posthaus.
- Maior empresa de vendas por catálogo do mundo, o Grupo Otto, com sede na Alemanha, é também o segundo em comércio eletrônico, ficando atrás apenas da Amazon.
- A empresa está otimista com as perspectivas de seu novo negócio no Brasil.
- Em breve os detalhes de toda a transação, bem como os novos planos da Otto no Brasil deverão ser divulgados oficialmente.
Ronaldo Baumgarten Jr. é um sujeito preparado, extremamente competente, com uma apurada visão de futuro. Ele se preocupa tanto com o futuro que já está pensando na própria sucessão frente à Acib. E é tão competente que já decidiu quem será o sucessor. Serei eu. Ronaldo me visitou durante a semana e implorou para que eu o substitua no comando da Acib.
Aceitei o convite, mas impus algumas condições, que ele foi obrigado a aceitar: 1) A Acib enviará mensalmente, a todos os associados, três caixas de cerveja e dois quilos de picanha. 2) A sala de reuniões será imediatamente transformada em um agradável ambiente para happy hour, recebendo os associados em sistema de open bar, com direito a telão para acompanhar jogos de futebol. 3) E o item mais importante: todas as vezes que eu estiver presente será servido torresmo também por conta da Acib.
Na foto abaixo, Ronaldo mostra toda a felicidade com a minha decisão. Ele garantiu que a próxima reunião de diretoria será realizada já com as implementações por mim exigidas, incluindo o meu torresminho.
Sem disputa
Décio deverá desistir da pré-candidatura a prefeito no PT. A ideia por trás disso seria demonstrar um ato de abnegação em nome da unidade partidária, pressionando Vanderlei a fazer o mesmo.
Ana Paula em vantagem
Na boca de urna interna do PT, Ana Paula vai abrindo vantagem de 60,9% dos votos em relação ao Vanderlei. É alguma coisa, mas não é muito. Se a turma do Vanderlei pegar forte, pode equilibrar as coisas.
Mas acredito que a Ana Paula deva aumentar um pouco mais essa diferença.
Respirando aliviado
A desistência do Décio pode ser um alívio para Jefferson Forest. Ele estava há quase um mês sem dormir, sem saber se votava no sogro ou na sogra na convenção. A pressão estava demais. Numa madrugada, ao assaltar a geladeira, Jefferson tomou um susto. Décio estava sentado em cima da gaveta de legumes:
- Oi, Jeff. Eu sabia que você viria. Agora que estamos aqui sozinhos, às quatro da madruga, me diz aí: vais votar em mim, não vais?
Num outro dia, Jefferson encontrou o carro com dois faróis quebrados. Ana Paula estava recostada na porta da garagem, segurando um pé-de-cabra:
- Bom dia, Jeff. Pelo que vejo, seu carro sofreu um pequeno “acidente”. E por falar em “acidente”, você já decidiu em quem votar? Ah!, acho bom verificar os freios, hein?
Sorte
O asfalto da alça de acesso do viaduto da Via Expressa cedeu. Tem gente achando isso ruim. Achei ótimo. Na verdade, tivemos sorte. Poderia ter sido pior. Não nos esqueçamos de que o viaduto da Ponte do Tamarindo simplesmente caiu e não matou ninguém por milagre.
Publicado originalmente em minha coluna na Folha de Blumenau, 26/02/12
- Décio Lima desistiu das prévias do PT.
- A desistência do Décio é um alívio para o Jefferson Forest.
- Ele estava há quase um mês sem dormir, sem saber se votava no sogro ou na sogra na convenção.
- A pressão estava demais.
- Numa madrugada, ao assaltar a geladeira, Jefferson tomou um susto. Décio estava sentado em cima da gaveta de legumes:
- Oi, Jeff. Eu sabia que você viria. Agora que estamos aqui sozinhos, às quatro da madruga, me diz aí: vais votar em mim, não vais?
- Num outro dia, Jefferson encontrou o carro com dois faróis quebrados. Ana Paula estava recostada na porta da garagem, segurando um pé-de-cabra:
- Bom dia, Jeff. Pelo que vejo, seu carro sofreu um pequeno “acidente”. E por falar em “acidente”, você já decidiu em quem votar na convenção? Ah!, acho bom verificar os freios, hein?
- O Globo publicou uma matéria denunciando prefeitos de SC por superfaturamento de obras contra as tragédias climáticas.
- Num parágrafo meio torto, lá pelo meio, meteram Blumenau no meio.
- Da leitura do trecho mal formatado depreende-se que a cidade construiu só 14 de 324 moradias.
- Presume-se, então, que o prefeito tenha embolsado toda a verba.
- Dilma esteve aqui em 2011 para inaugurar mais de 250 apartamentos.
- Todos nós vimos isso. Só O Globo não viu.
- Se o Globo estiver certo, aquilo tudo não existiu.
- Dilma e João Paulo Kleinübing enganaram a gente.
- Fingiram que inauguraram, mas embolsaram o dinheiro.
- Devem ter escondido a grana no fundo falso do helicóptero da Dilma.
- Dilma e João Paulo devem ir para a cadeia.
- Acho que dá pra trancafiar os dois com todo o conforto no presídio de Blumenau.
Prefeitos superestimam danos climáticos para receber mais verbas
Para ler no original, clique AQUI
Se a indústria da seca fez história no Nordeste, hoje é a indústria das chuvas que virou fenômeno no Sul do país. Prefeitos aproveitam a ineficiência da fiscalização dos órgãos de controle para superestimar danos, receber mais recursos e abusar de compras e obras sem licitação para desviar dinheiro público.
Levantamento feito pelo GLOBO em vários municípios localizou notas fiscais forjadas para justificar compras de materiais de construção nunca entregues, obras refeitas duas vezes em menos de dois anos, casas que nunca ficam prontas e pedido para construção de pontes que já existiam, além de denúncias de direcionamento de contratos e pagamentos por serviços não executados.
Para a indústria das chuvas entrar em ação, o primeiro passo é decretar emergência ou estado de calamidade, o que permite dispensa de licitação. Nos últimos quatro anos, municípios de duas das 27 unidades da Federação — Santa Catarina e Rio Grande do Sul — responderam por quase metade (45%) das declarações em todo o país.
No Ministério da Integração, apenas seis funcionários cuidam da aprovação dos decretos, sem verificar in loco os danos alegados nos relatórios.
— O prefeito decretou situação de emergência, a “porta da esperança” está aberta para a licitude — admite o vice-prefeito de Barra Velha (SC), Claudemir Matias Francisco, que assumiu o lugar do prefeito anterior, Samir Mattar, afastado por suspeita de falsa comunicação de desastres para realização de compras fraudulentas e desvio de verba pública.
Compras que nunca são entregues
Quando Barra Velha recebeu R$ 249 mil da União para recuperar vias alagadas em 2008, Mattar foi acusado de cobrar R$ 20 mil de propina da empresa escolhida para ser contratada, segundo a Polícia Federal. Um ano depois, decretou situação de emergência por causa de um vendaval e recebeu R$ 609 mil. Parte das compras realizadas com o dinheiro nunca foi entregue.
Diante de novos deslizamentos, a cidade apresentou ao governo federal orçamento de R$ 950 mil. Mas, segundo levantamento anterior do município, o custo real era de R$ 83 mil. Em janeiro de 2010, novo decreto foi publicado, e o município pediu mais R$ 1 milhão para construir uma ponte que já existia. A Polícia Federal conseguiu impedir o repasse.
— Hoje a comunicação de decreto e pedido de verba é on-line. O ministério avalia o pedido, o orçamento, mas à distância. Notícias falsas nem sempre são detectadas, e por isso eles ficam reféns da má-fé de alguns gestores — conta o delegado federal Alessandro Netto Vieira, responsável pela investigação.
Levantamento realizado pelo GLOBO a partir de dados do Ministério da Integração mostra que 55 cidades tiveram mais de seis decretos reconhecidos pela União nos últimos quatro anos. Do total, 52 estão em Santa Catarina e três no Rio Grande do Sul. O ápice se deu em 2010, quando 266 cidades, 90% do total de municípios catarinenses (295), decretaram emergência. O volume é 3,5 vezes maior que o registrado em 2008 (77), ano em que o estado vivenciou a maior tragédia climática de sua história, com enchentes que mataram 135 pessoas.
Especialistas lembram que a decisão de decretar ou não emergência é mais complexa do que a análise de eventos climáticos — fatores devem ser considerados, como característica de bacia hidrográfica, drenagem de águas pluviais, estrutura das cidades.
No ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou nove processos para avaliar a execução das obras de resposta a desastres apenas no Rio Grande do Sul. Os processos não foram concluídos, porém auditores ouvidos pelo GLOBO atestam a existência de casos nos quais o dinheiro para recuperação foi parar em obras que o município já demandava bem antes de se abater a calamidade.
Em auditoria realizada em 2010 na Secretaria Nacional de Defesa Civil, técnicos do TCU alertaram para a fragilidade da fiscalização das obras de reconstrução, criticando a falta de projetos para a execução de obras e a inexistência de clareza sobre a responsabilidade de União, estados e municípios.
De R$ 3 milhões repassados pelo governo federal para obras emergenciais frente aos desastres do fim de 2009, em Monte Castelo (SC), 2% foram efetivamente gastos em materiais de construção, segundo laudo produzido pela Defesa Civil a pedido do Ministério Público Federal. Para justificar o repasse, três empresas forjaram notas fiscais, e funcionários da prefeitura confirmaram o recebimento dos materiais.
No fim de 2011, o MPF obteve na Justiça o bloqueio de bens do prefeito Aldomir Roskamp e denunciou outras cinco pessoas, entre elas a secretária de Habitação e o coordenador municipal de Defesa Civil. Ao relatar os danos no município, o prefeito informou ter havido danos a 800 galpões e 800 estufas. Mas a cidade de 8,3 mil habitantes tem pouco mais 300 estufas e 200 galpões.
— O prefeito apresentou estimativa falaciosa de danos para captar recursos de emergência, em desacordo com a necessidade real — diz o procurador da República Daniel Holzmann Coimbra, que pediu ressarcimento para os cofres públicos de R$ 2,9 milhões.
Informe preliminar da CGU aponta problemas na aplicação de recursos para desastres de 2008 em Blumenau (SC). Dentro de uma amostra de fiscalização de investimentos em todo o estado de Santa Catarina, o órgão federal concluiu que apenas 14 de 324 moradias foram construídas, apesar de ter havido repasse integral de recursos.
O diretor de prevenção de Defesa Civil de Santa Catarina, Emerson Neru Emerim, argumenta que o estado viveu nos últimos anos eventos climáticos complexos, mas admite haver abusos por parte de municípios.
— O número de decretos cresceu porque muitos desastres ocorreram, é fato. Mas a indústria da decretação também cresceu — afirma o dirigente, que defende a criação de supervisões regionais para que técnicos possam verificar no dia seguinte a real situação.
- Duas músicas brasileiras que defendem a liberdade total, na verdade contradizem a elas mesmas e acabam pregando justamente o contrário.
- Uma delas é SOCIEDADE ALTERNATIVA, do Raul Seixas.
- A letra do maluco beleza prega uma revolução extrema
- Celebrada por muito neguinho com ares de intelectual, a canção defende o direito inalienável de “tomar banho de chapéu” e “esperar Papai Noel”.
- Tudo bem, aspirações pessoais não se discute.
- O problema da canção é que ela diz que “Faz o que tu queres/Há de ser tudo da Lei”.
- Ora, senhores, Raulzito sempre foi um cara que se posicionou contra as regras da sociedade.
- Mas se a canção dele diz que há de ser tudo da lei, então não precisamos de uma sociedade alternativa.
- Pra fazer as coisas dentro da lei, podemos continuar com a nossa vidinha medíocre.
- VALE TUDO é uma composição do Tim Maia, outro contestador, que dizia que tudo é tudo, nada é nada.
- Lá pelas tantas, Tim diz que “Vale tudo, só não vale dançar homem com homem, mulher com mulher”.
- Como assim?
- Se não vale dançar homem com homem, mulher com mulher, então não vale tudo, pois já tem coisa que não vale.
- Aliás, qualquer coisa que for mesmo pra valer tudo tem que ter homem com homem e mulher com mulher.
- Afinal, preconceito não vale.
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A Câmara de Blumenau ainda não está informando oficialmente qual a solução que pretende dar para as suas instalações, que estão obsoletas.
- Eu já disse 409.456 vezes que os vereadores merecem um espaço maior.
- Estão dizendo que estariam em busca de um imóvel para alugar.
- Pelo que fiquei sabendo, estaria acertado o aluguel daquele prédio ao lado da Celesc, na rua das Palmeiras, onde já foi o Junior Hotel e que depois abrigou a Cetil, em 1987.
- Parece que o aluguel seria de R$ 50 mil mensais.
- A ideia, em princípio, é boa. Esse valor pode ser economizado com folga por secretarias que hoje pagam muito mais de aluguel espalhados pela cidade.
- Não sei porque os vereadores não defendem essas coisas publicamente.
- Não sei por que se encagaçam de medo de defender os interesses institucionais do Legislativo Municipal.
- O certo mesmo seria construir uma nova Câmara, mas não entendo porque os vereadores fogem do assunto.
IMÓVEL BOM
- Já trabalhei no prédio onde funcionava a Cetil. Dividia uma sala com o Horácio Braun. A gente falava muita besteira e trabalhava pouco.
- Pedi demissão em janeiro de 1988. Dei sorte. Meses depois, a Cetil demitiu um monte de gente. Houve um desmonte. A empresa foi vendida em seguida e os novos donos a levaram de volta para a sua antiga sede, na Velha.
- O prédio é bom, tem ótimo espaço interno, poderia abrigar os gabinetes com espaço e conforto.
- Parece que estariam fazendo obras para colocar um plenário no terceiro andar.
- Uma das coisas legais de trabalhar lá era que a gente podia ver a largada dos desfiles da Oktoberfest da janela.
- Outra coisa boa era a possibilidade de sair do serviço e ir pro Biergarten recém inaugurado, prum chopinho de final de tarde.
- São coisas que os vereadores poderão fazer.
- Fábio Fiedler vai poder pagar chope à vontade pro Vanderlei.
- Vânio pode convidar a Norma.
- Vamos poder encontrar o Zeca Bombeiro, o Marçal e o Deusdith confabulando.
GALINHAS VELHAS
- Estamos em ano de eleição e, como eu já disse, sou o único a defender os vereadores de nossa cidade.
- Nem eles mesmos se defendem. Parecem umas galinhas velhas, apavoradas porque a porta do galinheiro ficou aberta, já é noite e o galo ainda não voltou.
- Espero que na questão da sede da Câmara eles não sejam tão frouxos como estão sendo em relação ao aumento dos salários.
- Cada vez que os vereadores agem como galinhas medrosas eles merecem levar nove chibatadas.
- Se afrouxarem também em relação à nova sede, já são 18 chibatadas pra cada um.
- Nisso tudo, tem uma coisa que me incomoda: de quem os vereadores têm tanto medo?
- Não confiam sequer em seus próprios eleitores?
- Não confiam em si mesmos?
- Música de 1973, do Jorge Mautner.
- Uns versos otimamente ótimos: “Dentro do porta-luva tem a luva, tem a luva/Que alguém de unhas negras e tão afiadas se esqueceu de por” e “Todo quadro-negro é todo negro, é todo negro/E eu escrevo o seu nome nele só pra demonstrar o meu apego”…
Maracatu Atômico
Jorge Mautner
Atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu
E depois tem outro céu sem estrelas
Em cima do guarda-chuva tem a chuva, tem a chuva
Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de comê-las
No meio da couve-flor tem a flor, tem a flor
Que além de ser uma flor tem sabor
Dentro do porta-luva tem a luva, tem a luva
Que alguém de unhas negras e tão afiadas se esqueceu de por
No fundo do pára-raio tem o raio, tem o raio
Que caiu da nuvem negra do temporal
Todo quadro-negro é todo negro, é todo negro
E eu escrevo o seu nome nele só pra demonstrar o meu apego
O bico do beija-flor beija a flor, beija a flor
E toda a fauna aflora grita de amor
Quem segura o porta-estandarte tem arte, tem arte
E aqui passa com raça eletrônico maracatu atômico
Tem também uma versão atual, com o Gil e o Mautner, e o Ronaldinho Gaúcho tocando berimbau:
Minha coluna na Folha de Bumenau de 18/02/12
Os vereadores de Blumenau trabalham muito e ninguém nota. São injustiçados. Eles merecem ganhar bem. Merecem uma nova Câmara. Mas não adianta eu ficar defendendo essa turma. São uns frouxos. Tremem diante de qualquer coisinha. Agora querem rever a questão do aumento da próxima legislatura por causa de um projeto de lei oportunista, sacana e populista do Vanderlei que nem ele mesmo defende direito.
Já que estão aceitando qualquer coisa na Câmara, vou propor a Lei da Chibata. Cada vereador que se apavorar feito galinha velha ao menor estralar de um graveto, levará nove chibatadas na frente da prefeitura.
Os primeiros
Diante do projeto do Vanderlei, oito vereadores afrouxaram na hora e merecem já as nove chibatadas: Deusdith, Fábio Fiedler, Helenice, Mantau, Jovino, Marcelo Schrubbe, Marco Antônio e Napoleão. Vanderlei merece doze chibatadas só por ter apresentado o projeto eleitoreiro dele. Vânio vai levar só duas chibatadas porque não tem culpa de ter o Vanderlei como companheiro de partido. O coitado já sofre demais com isso.
Comenda Charles Bronson
Cinco vereadores peitudos assumiram suas atitudes: Veneza, Marçal, Norma, Beto Tribess e Zeca Bombeiro. Merecem o Troféu Charles Bronson das Estepes.
Dudu
Eduardo Deschamps vai ser secretário de educação. Tenho certeza de que vai ter sucesso. Por três motivos: 1) Saiu-se bem na greve dos professores. Carregou o governo nas costas. 2) Esse tal de Tebaldi é um Zé Ruela incompetente. Não sei como o pessoal de Joinville agüenta um cara desses. 3) Administrar a Secretaria Estadual de Educação é bem mais fácil e tranqüilo do que ser reitor da Furb.
Protesto x jacuzada
O pessoal precisa pensar bem antes de sair fazendo protesto a torto e a direito em Blumenau. Esse tipo de atitude pode acabar virando coisa de jacu. Ou seja: uma tremenda imbecilidade. Fazer algazarra por qualquer coisa, depredar o patrimônio publico e avacalhar com a vida das pessoas é algo que só será aturado por um período de tempo muito curto.
Espero que a polícia comece a bater logo nesse povo se a baderna continuar. Acho que umas quatro bordoadas nas costas serão suficientes pra mostrar que cidadania é uma coisa e que baderna é outra, bem diferente.
Um grilhão a menos
Não gosto de música clássica. Não gosto e reagge. Também não gosto de samba e de carnaval. Tenho outros gostos musicais e não acho que todos devam ter os mesmos que os meus. Ia ser muito monótono. Por isso é bom essa diversidade de opções que temos. A prefeitura promoveu um animado esquenta de carnaval. É um grande avanço.
Não fui e não pretendo ir. Mas é bom saber que estamos nos livrando de mais um grilhão do nosso preconceito. O carnaval está aí pra quem gosta. Não há motivo para Blumenau lhe virar as costas. Quem não gosta pode fazer como eu: catei o livro “Os Americanos” pra ler entre uma caipirinha, um chope e uma caminhadinha
- O Santa postou ontem uma enquete perguntando se o Vanderlei havia agido certo ao propor a revogação do aumento dos vereadores.
- Não vi nenhum zumzumzum nas redes sociais, como em outros casos.
- Talvez por isso possamos considerar que a votação foi justa, sem manipulacões ou correntes de um lado ou de outro.
- A votação foi apertadíssima.
- A atitude do Vanderlei foi reprovada pela maioria não esmagadora de 50,1%. Esse é o percentual de votantes que acham que ele não agiu corretamente. Foram 250 votos.
- Já os que apoiam o Vanderlei somaram 249 votitos, que resultaram em 49,9% do total.
- Uma equipe de assessores mais atenta poderia ter tranquilamente arrumado uns votinhos a mais pro lado dele.
- Moral da história: podemos dizermos que as coisa estão empatada e que a turma estão divididos.
- Eu não votei.





