• A sensação literária do momento é o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr, que alguns chamam de ex-jornalista.
  • Amaury é aquele sujeito que se envolveu num escândalo durante a campanha de 2010, quando foi preso pela PF acusado de invadir contas da família do Serra.
  • Há um dado curioso sobre o autor: ele trabalhou em Blumenau.
  • Conheci o Amaury pessoalmente. Ele  trabalhou no Jornal de Santa Catarina, por volta de 1988.
  • Os amigos o chamavam de Pantaneiro. Nunca soube a origem do apelido, mas dei a ele um sub-apelido: Pantanoso.
  • Pantaneiro era um sujeito meio desleixado. Na época caras como ele eram chamados de porra-louca.
  • Parecia ser boa gente.
  • Não conheci Pantaneiro muito bem. Ele chegou a Blumenau num momento particularmente confuso da história do Jornal de Santa Catarina, que havia sido comprado por empresários ligados ao governador Pedro Ivo Campos.
  • Pedro Ivo morreu logo após a transação de venda do jornal, que ficou meio sem pai nem mãe por uns dois ou três anos, até ser encampado por um grupo de empresários de Blumenau que mais tarde o venderia para a RBS.
  • Pantaneiro surgiu junto com uma leva de jornalistas importados de Florianópolis.
  • Nunca gostei muito deles. Alguns nos tratavam como verdadeiros imbecis semi-analfabetos, colonos interiorinos ignorantes.
  • Não que formássemos uma equipe altamente competente e qualificada, mas aquela turminha de Florianópolis que se achava também não era grandes merdas…
  •  Se fossem bons, tinham ficado lá.
  • Enfim…
  • A imprensa convencional  está ignorando o livro, que atinge em cheio a reputação de Serra, FHC e toda a cúpula do PSDB.
  • Zé Dirceu está felicíssimo, deu destaque para a obra em seu blog.
  • Pelo que pude conhecer do Pantaneiro, tenho lá minhas dúvidas se ele teria capacidade para escrever um livro tão demolidor e com tantas informações que aparentam ter.
  • No escândalo em que esteve envolvido, na campanha de 2010, apareceram outros nomes do PT.
  • Isso me leva a formar uma teoria: a obra deve ser fruto de um esforço de propaganda e contra-informação da turma do PT.
  • Talvez seja uma obra coletiva, com o Pantaneiro servindo de testa-de-ferro.
  • O episódio das privatizações de FHC e suas quase-denúncias-no-limite-da-irresponsabilidade é uma página obscura da história política brasileira, em que grandes grupos de mídia se envolveram em negociações através de consórcios para abocanhar fatias de mercado.
  • Ficou célebre o choque frontal do Grupo RBS com as Organizações Globo por conta de um consórcio de teles, que quase dinamitou a longeva e profícua parceria.
  • A privatização foi boa para o pais, mas FHC e sua turma com certeza têm muita coisa a esconder dos bastidores nebulosos que cercaram todo o processo.
  • Acredito que a arapongagem do PT tenha obtido boas informações e documentos interessantes nas bisbilhotagens que fizeram.
  • Por isso, apesar de sua origem viciada, com certeza o livro deve conter algumas verdades importantes.
  • Lê-lo-ei assim que puder, com muito gosto.

P.S.: Nos comentários, o jornalista Giovani Ramos cita um fato que eu simplesmente tinha esquecido e que vale a pena acrescentar nesse maravilhoso e fecundo emaranhado de interesses:

Amaury Ribeiro Junior trabalhou por quatro anos para o Estado de Minas, jornal “aecista”, antes de ser pego no escândalo da invasão das contas de Serra.

Lembramos que no final de 2009, Estadão e Estado de Minas entraram em choque por causa da disputa para o posto de presidenciável tucano.

O livro, publicado agora, é motivo de festa para o PT. Mas a pesqusia que gerou a obra é oriunda de dentro do ninho tucano. Um ninho com pão de queijo….

PRIVATARIA TUCANA
PRIVATARIA TUCANA privataria tucana
Amaury