Sem medo de ser feliz

Décio anunciou que aprovou emenda de R$ 650 milhões para obras contra cheias no Vale. Também falou em mais R$ 500 ou 600 milhões para a Furb ou ensino federal em Blumenau. Nosso operoso deputado deve confiar muito no próprio taco para divulgar esses números. Qualquer frustração será debitada em sua conta política pessoal, mesmo que ele projete aparecer com aquela história de que “fiz a minha parte, mas não deu certo”.

Confuso
O pessoal da Furb não está entendendo direito as coisas que o Décio diz em relação à instituição, seja em valores, seja no formato jurídico. Ele começou falando em emendas de R$ 200 milhões, depois mencionou R$ 400 milhões e agora já chegou a pelo menos R$ 500 milhões. Vamos aguardar para ver no que é que vai dar isso tudo.

O máximo que pode acontecer é não dar em nada.

Emendas

Décio deve ter algum motivo para investir tanto no anúncio de emendas que, somadas, já passam de R$ 1 bilhão para o Vale. Trata-se de um verdadeiro assombro. É quase como se fosse o governador. O único risco que ele corre é de, no futuro, ter que explicar coisas que não conseguiu. Nesse caso, as emendas podem ficar bem piores que o soneto.

Água contaminada

Prosseguem os casos de possível ingestão de água contaminada por aí. Falando à Nereu, Rufinus afirmou que o maior problema de Blumenau é a “geologia geológica”.

O secretário de Obras Alexandre Brollo, ao justificar o baixo número de operários e a lentidão tartaruguesca nas obras do Viaduto da Via Expressa, criou uma inacreditável analogia que vai contra todas as lógicas da matemática. “Nem sempre um maior número de pessoas numa obra representa ganho de tempo. Se uma mulher leva nove meses para gerar um filho, não significa que duas mulheres demorem apenas quatro meses e meio”.

Já a revista Rolling Stone americana fez uma lista com os 100 melhores guitarristas de todos os  tempos e colocou o Slash na 65ª posição. Devem ter sofrido também com o efeito da geologia geológica.

Boicote branco
Tem um jeito de Blumenau se sair bem nessa história de não importar mais atletas para os JASC. É só combinar com várias prefeituras pra não fazer o mesmo. Em seguida, passa-se a fazer um ranking paralelo das delegações “orgânicas” com as “sintéticas”, formadas por atletas de ocasião. Até que um dia, envergonhados, os campeões artificiais também passem a usar apenas atletas próprios.

Jogando um bolão
Galdino revelou que a equipe de bolão masculino de Blumenau defendeu Criciúma nos Jasc. Acredito que seja uma despesa a menos para Blumenau, já que todo o investimento nessa modalidade deve, naturalmente, ser custeado pelo prefeito criciumense Clésio Salvaro durante o ano inteiro.

 

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