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- Andei lendo que a Suíça promoveu a tradicional corrida de burros.
- A corrida foi disputada na cidade de Mendrisio.
- Não consegui deixar de pensar naquela corrida envolvendo políticos da região, que acontecia em Rodeio.
- Esperidião Amin adorava participar quando era governador.
- Acho até que ele andou vencendo algumas.
Você pode esconder as hemorróidas.- Pode ocultar uma dor de cabeça.
- Pode fingir que não está com um dente doendo.
- Todas as doenças são só suas, só você sente os efeitos e os incômodos.
- Mas tem um problema de saúde que não tem como esconder: a tosse.
- A tosse é compartilhada com todo mundo, queira você ou não.
- A tosse é barulhenta e insistente.
- Tem tosse que parece que não vai passar nem que a vaca tussa.
- Tossir é duplamente desagradável: você sofre por você mesmo e odeia tossir por causa dos outros.
- Você odeia ouvir os outros tossindo.
- Por isso odeia que ouçam a sua tosse.
- Toda empresa deveria ter uma placa de Proibido Tossir.
- Assim, toda tosse devia dar licença automática no serviço.
Sem pai nem mãe
João Paulo foi fotografado todo pimpão inspecionando a finalização das obras do novo shopping. Maravilha. É papel de um prefeito prestigiar os grandes investimentos. Mas existem outras coisas que ele também deveria inspecionar. Tem reclamação de tudo o que é lado contra a Foz do Brasil. O executivo que a empresa coloca pra falar é uma graça. Um mestre nas artes marciais vocabulísticas.
Fala tudo e não diz nada ao mesmo tempo, com impressionante convicção. Temos também uma cômica agência reguladora chamada Agir, criada para fiscalizar a operação do esgoto privatizado. Sua criação foi exigência legal para a concessão.
O problema é que a Agir não age. O sujeito que a comanda, cujo nome não lembro e tenho preguiça de procurar, diz que ela foi criada para fiscalizar o serviço prestado e não as obras. Ou seja: não tem ninguém fiscalizando a Foz do Brasil.
João Paulo finge que não sabe de nada. Nada ouve, nada vê. Os vereadores só irão reclamar quando a Foz fizer alguma nhaca na frente da casa deles. Nossa única esperança é o Jovino, que vem fazendo um barulhão danado contra toda essa balbúrdia em que se transformaram as obras do esgoto.
O responsável
Apoiei a privatização do esgoto e vos digo com toda a convicção: se tem um responsável por todo esse pandemônio, ele se chama João Paulo Kleinübing. É dele que devemos cobrar posições e atitudes fortes, firmes e decisivas sobre o assunto. Já vimos o João Paulo de capacete pra cá e prá lá inspecionando obras, sendo devidamente fotografado em pose de gestor atento e competente.
Pois ele deve fazer o mesmo com o esgoto. Ponha o capacete, João Paulo. Vá pelo menos uma vez por semana fiscalizar pessoalmente as obras. Pegue uma pá e bata na cabeça de quem não estiver trabalhando direito. Chute os cavaletes, assuma a retroescavadeira e distribua pontapés até que aprendam a nos tratar com seriedade.
Rufinus, o estádio e o aeroporto
Bom dia, Rufinus. Você vai assumir a prefeitura por um mês. Vou meter o bedelho na sua vida e lhe dar uns conselhos. Não se deixe impressionar pela interinidade. Dois dias depois da volta do João Paulo já terão esquecido você. Por isso não se preocupe em causar impacto. Aja com naturalidade, seja você mesmo. É melhor passar em branco do que correr riscos
Fique longe de temas polêmicos. Tem dois assuntos que você deve esquecer: o tal estádio municipal e o aeroporto. Se fossem boas bandeiras, João Paulo as teria abraçado. Esses assuntos só foram repassados a você por serem dois abacaxis. Pense bem: nem na posse da nova diretoria da Acib eles foram mencionados.
Aeroporto e estádio é coisa de três ou quatro. Se o pressionarem, seja esperto. Diga que são obras importantes demais para um simples prefeito em exercício. Use a humildade a seu favor e jogue a peteca de volta para o João Paulo em grande estilo.
À risca
A cartilha do MEC afirmando que a expressão “os livro” está correta vem causando polêmica em todo o País. Menos em Gaspar. O prefeito Celso Zuchi, em entrevista à Nereu, referindo-se a uma ponte, afirmou que “as passarela são muito estreitas”. Está corretíssimo.
Adágios revisitados
Vanderlei está ficando mais esperto e inovou a linguagem parlamentar. Cansado de ser acionado pelos colegas devido a seu linguajar não condizente com o decoro, lançou duas novas expressões politicamente corretas. Na sessão de terça, acusou a prefeitura de “tirar o ombrinho da reta” em algumas situações.
Na quinta, acusou a prefeitura de “rezar com o terço dos outros” quando divulga a construção de conjuntos habitacionais.
Famélicos
Beto Tribess anunciou que haverá novidades relacionadas ao Fundo Municipal de Cultura, usado para distribuir dinheiro para os artistas da cidade. Espero que a grana saia logo, antes que alguns deles morram de fome.
Você já percebeu que a distribuição de recursos aos artistas ocorre geralmente no inverno? A prefeitura sabe o que faz. Além de evitar mortes por fome, as premiações em dinheiro possibilitam que eles comprem roupa, evitando-se que morram também de frio.
Se o dinheiro da cultura demorar pra sair, os artistas podem usar o fato a seu favor. Assim que o primeiro deles morrer de fome, basta o restante da turma promover um ato colaborativo de canibalismo na frente da prefeitura, comendo o colega em protesto contra o descaso com a cultura.
- Florianópolis planejava meticulosamente construir uma arena esportiva megalômana no tal Sapiens Park fantasma.
- Blumenau também meticulosamente planejava construir uma arena maravilhosa dentro da Vila Germânica.
- Só não sabiam como fazer e quando fazer.
- Por causa disso, perdemos a realização da Copa do Mundo de Handebol Feminino.
- Fica aí uma lição de gestão: planejar é preciso, planejar demais dá prejuízo.
Bando de chatos
- Tudo bem que as cidades catarinenses deram mancada e perdemos a tal Copa do Mundo de Handebol Feminino.
- Mas a federação que toca o troço merece apanhar.
- Primeiro, deram um orçanento de R$ 8 milhões, que depois passou para R$ 19 milhões.
- Essas federações internacionais têm mania de fazer exigências de tudo o quanto é tipo.
- E tem mais: a apenas sete meses da competição concluiram que não daria pra fazer os jogos aqui, então são uns incompetentes.
- Tomara que não voltem nunca mais a torrar a nossa paciência.
- Tem reclamação de tudo o que é lado contra a Foz do Brasil.
- O executivo que a empresa coloca pra falar é uma graça. Um mestre nas artes marciais vocabulísticas. Fala tudo e não diz nada ao mesmo tempo, com impressionante convicção.
- Temos também uma cômica agência reguladora chamada Agir, criada para fiscalizar a operação do esgoto privatizado.
- Sua criação foi exigência legal para a concessão.
- O problema é que a Agir não age.
- O sujeito que a comanda, cujo nome não lembro e tenho preguiça de procurar, diz que ela foi criada para fiscalizar o serviço prestado e não as obras.
- Ou seja: não tem ninguém fiscalizando a Foz do Brasil.
- João Paulo finge que não sabe de nada. Nada ouve, nada vê.
- Os vereadores só irão reclamar quando a Foz fizer alguma nhaca na frente da casa deles.
- Nossa única esperança é o Jovino, que vem fazendo um barulhão danado contra toda essa balbúrdia em que se transformaram as obras do esgoto.
O culpado
- Apoiei a privatização do esgoto e vos digo com toda a convicção: se tem um responsável por todo esse pandemônio, ele se chama João Paulo Kleinübing.
- É dele que devemos cobrar posições e atitudes fortes, firmes e decisivas sobre o assunto. Já vi o João Paulo de capacete pra cá e prá lá inspecionando obras, sendo devidamente fotografado em pose de gestor atento e competente.
- Pois ele deve fazer o mesmo com o esgoto.
- Ponha o capacete, João Paulo. Vá pelo menos uma vez por semana fiscalizar pessoalmente as obras.
- Pegue uma pá e bata na cabeça de quem não estiver trabalhando direito.
- Chute os cavaletes, assuma a retroescavadeira e distribua pontapés entre os engenheiros até que aprendam a nos tratar com seriedade.
Lider da cidade
- Toda semana o Fábio Fiedler mostra cenas dele mesmo “fiscalizando” as obras do complexo do Badenfurt. Tenho uma sugestão a lhe fazer, caríssimo vereador.
- Pegue o mesmo capacete, a mesma equipe de TV e, no caminho, fiscalize também as obras do esgoto.
- Você está se saindo muito bem como líder do governo. Agora precisamos que você se torne também líder da cidade na Câmara.
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Rio do Oeste já teve dois times de futebol: o Rioestense e o Tuiuti.
- E teve vários jogadores famosos na cidade, como Palica, Betinho Casagrande, Polaco, Dudo Negão, Pedrinho da Casan e outros.
- Os mais famosos foram sem dúvida o Baio e Bazuca.
- Bazuca é meu primo Humberto Pessatti, hoje diretor de colégio. Ganhou esse apelido devido ao chute forte.
- Baio é o apelido do zagueirão Leandro Moratelli, cuja maior façanha foi integrar o esquadrão do Figueirense que surpreendeu o mundo na épica campanha do brasileirão de 1975.
AQUI você vê a origem da foto deste post, retirada do site www.meufigueira.com.br. - Rio do Oeste parava quando Baio entrava em campo pelo Figueira.
- Baio se destacou ao prometer que, no final da carreira, iria bater num juiz para se vingar de todas as injustiças sofridas no campo.
- Não lembro qual foi o jogo e nem a data, mas em sua partida de despedida, ele saiu correndo atrás do juiz para agredí-lo.
- A TV mostrou a cena, já que ele anunciara a intenção.
- Abaixo, reproduzo matéria do jornal A Notícia de 1999, em que Baio conta a sua história.
Baio, o zagueiro que venceu com raça dentro e fora dos campos
Dinâmico, Leandro Moratelli colhe até hoje o sucesso de conseguir administrar a paixão pelo futebol e a carreira no BB
Por: Orlando Pereira
Jornal A Notícia
11 de abril de 199
AQUI você lê a matéria no original.
AQUI você vê ficha técnica do Baio com a naturalidade errada. Ele nasceu em Rio do Oeste, não em Rio do Sul.
Rio do Sul – A maior recompensa que o zagueiro Baio conseguiu ao longo dos 16 anos que jogou futebol profissional no Juventus Atlético Clube e Rio do Sul Esporte Clube não tem dinheiro que pague. Foi o carinho e a amizade do torcedor, não apenas da região do Alto Vale do Itajaí, mas de todo o Estado, onde ficou conhecido pela sua raça e preparo físico, que compensavam a deficiência técnica.
Funcionário aposentado do Banco do Brasil, onde trabalhava ao mesmo tempo em que jogava, Leandro Moratelli, hoje com 47 anos, admite que por isso nunca se importou muito com a parte financeira no momento de assinar contrato. Formado em administração de empresas e recentemente em direito, ele atende hoje pela gerência do Consórcio Regata em Rio do Sul.
O interesse pelo futebol veio quando Baio estudava em regime de internato no Seminário Nossa Senhora da Consolata, na sua terra natal, Rio do Oeste, município distante 17 quilômetros de Rio do Sul. Aos 10 anos já defendia as cores do Tuiuti, onde jogou por duas temporadas, se transferindo para o rival Rioestense.
No final da temporada de 70, foi descoberto por Eno Matos, o Zito, e Dulfe Carneiro, diretores do Juventus, de Rio do Sul, que lhe fizeram convite para jogar futebol profissional. Lançado pelo técnico Ênio Andrade como lateral-esquerdo, Baio recorda que quando entrou no time como titular só saía quando estava suspenso ou contundido. Alguns anos, depois mudou de posição, passando a atuar como zagueiro de área.
Desde que se profissionalizou, Baio sempre teve uma atividade paralela ao futebol. O seu primeiro emprego foi como vigia do Banco do Brasil, quando era liberado no período da tarde para treinar com os companheiros. O ex-jogador também continuou os estudos. Incentivado pelo gerente Dulfe Carneiro, fez concurso para ingresso no banco. Foi aprovado em 1972.
No ano seguinte, concluiu o segundo grau e foi aprovado no vestibular para administração de empresas. Em 73, Baio chegou a ficar três meses no Rio de Janeiro treinando no Vasco da Gama e no América, mas, como não conseguiu transferência no banco, acabou retornando. Pelo mesmo motivo não ficou no Grêmio Maringá, do Paraná, clube para o qual chegou a ser vendido em 75. O jogador só saiu de Rio do Sul naquele ano para defender o Figueirense no Campeonato Nacional porque licenciou-se do BB por três meses.
As amizades que fez jogando futebol e o carinho que os torcedores ainda têm são as coisas mais importantes que Baio diz ter conquistado durante a sua carreira. O seu porte físico e o cabelo loiro identificam até hoje o zagueiro, tornando-o conhecido em todas as partes do Estado. Ele contou que recentemente envolveu-se num acidente na BR-101, na região da Grande Florianópolis, e a primeira pessoa que o socorreu logo o reconheceu, chamando-o pelo nome, apesar de estar afastado do futebol profissional desde 1986.
Como era bancário, o seu contrato de jogador era renovado automaticamente, mas as bases salariais dificilmente eram cumpridas. Muitas vezes Baio acabava distribuindo o dinheiro que recebia do clube entre os seus próprios companheiros.
Fiscalização de lavouras para o banco ajudou a criar vigor físico invejável
Apesar de treinar com bola apenas durante meio período em razão do seu trabalho no banco, o zagueiro Baio sempre teve um vigor físico de fazer inveja aos demais jogadores da época. Até hoje pouca gente sabe como ele conseguia manter o condicionamento. O segredo estava justamente na própria atividade que o jogador desenvolvia dentro do banco, de fiscalizar as propriedades agrícolas da região, onde era obrigado a percorrer as lavouras, caminhando por diversas horas seguidas. Graças a este preparo, ao longo de sua carreira dificilmente teve problemas com contusão de ordem muscular.
Baio conta que levantava às 6 horas e já às 7 horas estava trabalhando no interior de Rio do Sul, visitando as lavouras financiadas pelo BB. Este trabalho requeria um grande esforço, porque às vezes as plantações ficavam bem distantes da casa do produtor, sendo obrigado a caminhar por vários quilômetros. “Assim, enquanto os demais jogadores ainda estavam dormindo, eu já estava me preparando fisicamente”, observou.
O zagueiro retornava por volta do meio-dia e enquanto almoçava fazia os relatórios. Na parte da tarde, era liberado para treinar. Na época em que estava no Figueirense, Baio diz que sentiu a falta deste tipo de atividade. Ele acredita que a diminuição do ritmo pode ter sido a causa de sua lesão muscular naquele clube.
Outro fator determinante no seu preparo vem desde a época de sua adolescência. Baio trabalhava num posto de gasolina, em Rio do Oeste, e durante a noite como era o único funcionário obrigado a consertar pneus dos caminhões que faziam o transporte do material destinado a construção da barragem Oeste. A borracharia era a única entre Rio do Sul e Taió e o movimento era intenso. “O manuseio da marreta ajudou a desenvolver o meu físico”, recorda.
Apesar do seu estilo de jogar na base da raça, Baio nunca foi um jogador viril, razão pela qual dificilmente era expulso de campo. No entanto, em 83, ganhou “projeção” quando a televisão mostrou as imagens da sua agressão ao árbitro José da Silva Melo, já falecido.
O zagueiro recorda que aquele ano, em razão da enchente, boa parte da diretoria havia renunciado e o clube atravessava situação difícil. “Num momento de desespero perdi a cabeça e acabei cometendo aquele ato”, observou.(OP)
Estudos para garantir futuro
Durante toda a carreira como jogador de futebol Baio sempre esteve voltado com os estudos. Inicialmente concluiu o segundo grau fazendo o supletivo e neste mesmo ano foi aprovado no vestibular de administração de empresas. Mais recentemente fez uma aposta com o filho Rodrigo e ambos ingressaram no curso de direito, concluído no final de 1998. Foi graças também ao futebol que o zagueiro conseguiu aposentar-se há dois anos no banco, depois de comprovar através de documentos na Liga Rio-sulense, que quando jogava no Rioestense já trabalhava num posto de gasolina.
O apoio recebido da mulher Maria Salete, com quem casou em 1975, foi fundamental para que conseguir desenvolver todas as atividades. Ele não esquece ainda o gerente Dulfe Carneiro, que ainda na época que Baio era vigilante o liberava duas horas antes com a finalidade de que se preparasse melhor para o concurso de ingresso no banco, depois que foi reprovado na primeira vez. O zagueiro recomenda aos jogadores de hoje que tentem seguir o seu exemplo e continuem os estudos, até mesmo porque algum dia vão parar de jogar.
Mesmo tendo pendurado as chuteiras, Baio não se afastou do futebol. Ele cedeu as dependências da propriedade que possui no bairro Boa Vista, em sociedade com o vice-prefeito Garibaldi Ayroso, para que a Fundação Municipal de Desportos, em parceria com o Consórcio Regata, implantasse uma escolinha de futebol, na faixa de sete a 13 anos. (OP)
O MEC distribuiu cartilha aos alunos das escolas públicas dizendo que a frase “os livro” está correta.- Mais exdrúxula e vergonhosa do que a afirmação, é a argumentação empregada para validá-la.
- Segundo o MEC, “a classe dominante utiliza a norma culta (…) por seu uso ser sinal de prestigio”.
- Esse tipo de argumentação tosca e rastaquera é típica do PT Raivinha.
- O PT Raivinha é aquela turma que tem raiva de tudo: raiva da democracia, raiva da felicidade dos outros, raiva da competência alheia.
- O PT Raivinha não constrói nada. Só desconstrói.
- Esse caso do MEC é típico.
- Se a “classe dominante” que o PT Raivinha tanto odeia, usa o português corretamente como forma de prestígio, então a solução é simples: basta ensinar o português correto aos alunos pobres das escolas públicas, colocando-os em condições de igualdade com “a classe dominante”, tornando-os aptos a competir com ela.
- Mas o PT Raivinha nunca faria isso.
- O PT Raivinha encrustrado nas escolas brasileiras e no MEC não tem competência para elevar o nível de conhecimento dos brasileiros pobres.
- O PT Raivinha prefere mantê-los na ingorância, fazendo com que se orgulhem dela.


Foram iniciadas as obras para a construção de rotatórias ao longo da rodovia Pedro Zimmermann. Só tem um probleminha. O Governo do Estado vai liberar os recursos à medida em que a prefeitura for cumprindo a parte dela, instalando semáforos e sinalizações. É aí que mora o perigo. Sempre que dependemos da nossa estimadíssima prefeitura pra alguma coisa, o troço empaca.
Sapo
Parece maldição. Tudo o quanto é projeto que envolve a prefeitura acaba dando errado. Sempre aparece um troço qualquer pra atrapalhar. Deviam chamar um pai de santo pra ver se descobrem o porquê de tanta nhaca.
Interino
Rufinus agora deve estar traçando seu Plano de Metas Quadrissemanal pra cobrir as férias do João Paulo em grande estilo.
Publicado originalmente na minha coluna diária da Folha de Blumenau
Esta semana ganhamos mais dois projetos arquitetônicos: uma ponte gigante para o centro e a passarela imaginária e inútil pelas bandas da Prainha. Com isso, já somamos 3.498 projetos arquitetônicos largados nas gavetas da prefeitura. Acho que já gastamos uns 30 milhões de dólares com essa brincadeira. Se é pra fazer projetos arquitetônicos, tenho algumas ideias pra prefeitura colocar em prática:
1) Projeto Arquitetônico de uma rampa de lançamento de foguetes no Badenfurt. Mais tarde, construiremos o primeiro ônibus espacial de Blumenau, tripulado pelo Zeca Bombeiro.
2) Eurotúnel Blumenau-Praia. Esse projeto arquitetônico prevê a construção de um túnel até Balneário Camboriú e exige a construção de um átrio subterrâneo em Ilhota. Dessa forma, os trens vão poder parar para que a mulherada possa comprar biquínis.
3) De acordo com o Projeto Blumenau 3050, que já está sendo bolado pelo João Paulo, não haverá mais espaço pra nada na cidade até lá. Solução: criar o projeto arquitetônico para a instalação de uma colônia espacial blumenauense em Marte. Os primeiros 30 habitantes serão moradores da Vila Itoupava escolhidos pelo Mantau.
Blumenau 2100
São tantos os projetos arquitetônicos e maquetes para obras do futuro de Blumenau que não tenho dúvidas: para realizá-las será preciso criar o Blumenau 2050 – Parte II, a ser carinhosamente conhecido como Blumenau 2100.
Projeções para 2012
Toda hora encontro alguém fazendo projeções para candidaturas a prefeito de Blumenau no ano que vem. Já ouvi as mais variadas combinações. Só faltou alguém dizer que o padre João Bachmann será vice da Helenice. São tantos os palpites que resolvi aventar algumas possibilidades. Confira:
César Botelho poderá ser vice do Jefferson Forest. Ou vice-versa. Depende do que os sogros decidirem. Eles só precisam obedecer.
Vanderlei poderá ter a Norma de vice, desde que concorde em instalar canchas de bocha e bolão no andar térreo da prefeitura.
Fábio Fiedler concordará em ser vice do Deusdith. Em troca, exigirá duas camisas novas.
Marçal se lançará candidato com apoio dos motoristas de vans escolares, tendo um guarda de trânsito como vice.
Marcelo Schrubbe surpreenderá, anunciando uma estonteaente sueca como vice. Ganhará a eleição com 94,87% dos votos.
João Pizzolatti concorrerá tendo o Rubens Duwe como vice. Se ganharem, demitirão todo mundo e administrarão a prefeitura sozinhos, já que o PP, como sabemos, não aceita dar empregos políticos pra ninguém. Os dois trabalharão de graça.
Zeca Bombeiro não tentará a reeleição. Após ser premiado como melhor vereador do Estado, iniciará campanha para o Senado em 2014, tendo Esperidião Amin como suplente.
Vida longa a Edson Brunsfeld
Edson Brunsfeld falou à Nereu rebatendo os coices desferidos pelo presidente do PP, Rubens Duwe. Dá gosto ouvi-lo falar. Brunsfeld é educado, ponderado e articulado. Diz as coisas com propriedade e convicção, ao contrário da fauna política acostumada a soltar batatadas a torto e a direito.
No final, encontrou disposição para falar de sua experiência com o câncer, enviando mensagem de esperança aos que sofrem da mesma doença. Pena não termos mais políticos como ele.
Degrau do Sucesso
Você não pode perder, todas as terças feiras, às 21horas, na TV Galega, o programa Degrau do Sucesso. Não perco um. Não adianta eu tentar descrever a sensação de assistí-lo. Você precisa ver com seus próprios olhos. Não me venha com a desculpa de que sua TV não pega a Galega. Você pode ver o Degrau do Sucesso pela internet, no www.tvgalega.com.br.
Super Rufinus vem aí
João Paulo vai sair de férias. Passaremos o mês de junho inteirinho na agradável e sempre instrutiva companhia do Rufinus. Ele vai fazer uma via sacra pelas rádios na primeira semana, pra fizer o que fará nesse período. No final, nos brindará com outra rodada de entrevistas pra dizer o que fez.
O pessoal da assessoria de imprensa da prefeitura vai ter muito trabalho.
Publicado originalmente na minha coluna da Folha de Blumenau de 14/05/2011
Publicado originalmente na minha coluna na Folha de Blumenau digital de 12/05/11
Sou a favor de tudo o que é novo e moderno e que, de preferência, ajude na solução de problemas. Não sou especialista e não sei se a tal nova ponte do centro e a passarela da Prainha são realmente necessárias. Os dois projetos vencedores apresentados ontem pela prefeitura me parecem grandes demais para pouco espaço. Tenho a impressão de que estão sufocando a paisagem.
Ninguém usa nossas passarelas. Precisa de mais uma?
A tal passarela gigante e estilosa é até bonita, mas tenho duas questões a apresentar. Uma delas é o preço. Pelo jeito, terá praticamente o custo de uma grande ponte. Blumenau já tem mais de 450 passarelas que ninguém usa. Quem usaria a passarela da Prainha?
No papel
Enquanto minhas dúvidas permanecem, fica só uma certeza: as duas obras não sairão tão cedo do papel. Muito prefeito ainda vai ser eleito até que se pense em começar a obra. Com o passar do tempo, é possível que algumas questões sejam reavaliadas.

Cadastro
Câmara aprova projeto que cria o Cadastro de Bons Pagadores. Esse cadastro devia valer para os políticos também. Os que não cumprem as promessas, ficariam eleitoralmente inadimplentes e seriam proibidos de concorrer a novos cargos.
Falcão
O aeroporto de Navegantes está testando um falcão eletrônico. É uma espécie de aviãozinho dirigido por controle remoto, que tem o objetivo de afugentar os pássaros, evitando a colisão entre aves e aviões. Gostei da ideia. Acho que poderíamos comprar um deles para evitar as colisões entre o Jovino, o João Paulo e o Deusdith.
Perícia
O tal falcão eletrônico para realmente ser útil. Espera-se que seu operador seja cuidadoso a ponto e evitar que o próprio aparelho colida contra algum avião.
Rubens, exemplo para o Brasil
Rubens Duwe, presidente do PP, deu uma extraordinária entrevista ao sempre complacente PC, da Nereu. Disse que o partido está expulsando mais de 50 filiados que ocupam cargos na prefeitura por uma questão ética: “Não queremos cargos. Partido político não é agência de emprego. O PP não concorda com os empregos políticos”.
Muito bem, Duwe! Assim é que se faz. Agora só falta uma coisa: peça pro seu partido abrir mão de todos os cargos, carguinhos e cargões que vocês tem em prefeituras de todo o País e no governo federal. Peça pro ministro do PP renunciar. Estaremos com você na campanha nacional PP Sem Cargos.
Pós-ético
Rubens Duwe faz o que eu chamaria de discurso “pós-ético”. Vociferou feio contra a privatização do esgoto, denunciando todo o tipo de esquema contra a empreiteira. Só esqueceu de dizer que quem comandou o troço desde o começo foi o Luis Ayr, seu colega de partido. Devia ter desferido os coices na época, não agora.
Cuspindo no prato em que comeu, o PP de Blumenau agora se arvora na condição de paladino da Justiça. Deveria pelo menos esperar o defunto esfriar.
Aportando
Uma fonte ultra secreta minha no PT me disse que o Volnei Morastoni comunicou oficialmente ao partido que não será candidato a prefeito em 2012 em Itajaí. Até aí tudo bem. Não temos nada a ver com isso. Só que a fonte me disse que irão lançar o Décio Lima para prefeito de Itajaí.
A fonte é boa, mas essa notícia me parece absurda demais pra ser verdade. Fica o registro, por via das dúvidas.
Buling
Semana passada publiquei aqui algumas pérolas que o admirável tribuno e emérito orador Zeca Bombeiro anda dizendo nas sessões. Nosso brioso combatente do fogo reagiu falando mal de mim da tribuna. Me xingou de bobalhão e me apelidou de Cotonete.
Isso tudo é buling político. Graças a esses ataques do Zeca Bombeiro, comecei a sofrer transtornos de personalidade. Sinto que, aos poucos, estou me transformando em assassino serial. Se na semana que vem eu invadir a sessão da Câmara armado, atirando em todo mundo, vocês já sabem de quem é a culpa.
Finalmente
Demorou, mas o Napoleão Bernardes finalmente me pagou alguma coisa. Domingo passado, patrocinou uma água mineral sem gás durante minha caminhada no Ramiro. Se cuidar do dinheiro da prefeitura com o mesmo zelo que cuida do dele, Napoleão sem dúvida será um grande prefeito.
Aviso
Jefferson Forest disse que ia me pagar um chope se eu parasse de bater nele. Parei de bater faz tempo, mas até agora não recebi o pagamento combinado. Mais uma semana e voltarei a espancá-lo moralmente.
Acerto
Tenho lido muitos livros sobre o assunto e estou chegando a uma conclusão: a II Guerra Mundial foi uma oportunidade que a humanidade encontrou para acertar contas com ela mesma.
Solução para o Vapor
O Vapor Blumenau está apodrecendo. Tenho uma solução pra ele. Desmontar o troço e vender para o ferro velho. Nós já esquecemos que ele existe, mas sua incômoda presença nos faz lembrar dele de vez em quando. Se o vendermos como sucata, teremos o alívio de esquecê-lo para todo o sempre.
Preocupação
Faz frio na Europa. Não consigo deixar de me preocupar com o pobrezinho do Marcelo Schrubbe. Como será que ele está conseguindo se aquecer no meio de todas aquelas suecas?
Memória
Algumas pessoas lembram perfeitamente do que lhes é conveniente. E sofrem uma impressionante perda de memória sobre o que não lhes convém.
Manchetes
Principal noticia do outro fim de semana: morte do Bin Laden. Noticia desde find: Itajai elege rainha da Festa do Colono.
O #tamacho e a incansável luta pelo sagrado direito de lavar as fraldas da filhinha
16/03/2011 in Blumenau, Carlos Tonet, Cotidiano | Tags: #tamacho, almoço (Editar)
- Alguns amigos de Floripa criaram uma brincadeirinha chamada#tamacho, em defesa do orgulho hetero.
- Tem gente achando a coisa preconceituosa, etc.
- Fui nomeado representante autorizado do #tamacho para o Vale do Itajaí e postei essa foto aí do lado pra mostrar a verdadeira facedo #tamacho.
- Essa fotinho é de do final dos anos 80. Minha mulher e eu havíamos comprado uma pequena casa e começávamos nossa vida de casados com a Cacá, nossa primeira filha.
- Na época, quase não havia fraldas descartáveis no Brasil. Elas eram caras e importadas.
- O que fazia o #tamacho? Eu lavava as fraldas da minha filha todos os dias após o trabalho ou nos finais de semana, quando acumulavam.
- Eu lavava fraldas e cuidava do meu bebê enquanto minha mulher fazia sua primeira Pós-Graduação em Direito.
- #tamacho é isso. O #tamacho torce pelo sucesso da mulher, ajuda em casa, cuida das crianças.
- O #tamacho aprova e estimula o crescimento profissional da mulher.
- O #tamacho não fica encucado se a mulher é promovida.
- O #tamacho não liga se ela vai a almoços com colegas homens.
- O #tamacho prefere estar ao lado de uma mulher independente, segura de si e emancipada.
- O #tamacho evitará a qualquer custo a Amélia dependente, mimada e desambicionada.
- O #tamacho se garante, confia no próprio taco e não oprime a mulher, não poda a liberdade dela, não tolhe suas decisões e não põe limitações à sua inteligência, talento e criatividade.
O PRECONCEITO SILENCIOSO E O ESCRACHO
- Em troca de tudo isso, o #tamacho reserva-se alguns direitos, entre eles a cerveja, o futebol e as piadas machistas.
- #tamacho adora falar que peida na cama.
- Vive dizendo que o lugar da mulher é na cozinha.
- Adora falar que mulher não sabe dirigir e que só serve pra buscar cerveja na geladeira.
- Isso tudo é coisa de homem que gosta das mulheres e que adora a própria mulher ou a namorada.
- O sujeito preconceituoso muitas vezes é aquele que não faz piadinha, vive quieto, sufoca a parceira no relacionamento com omissões, falta de estímulo e opressão quanto às escolhas dela.
- Se a gente for olhar direitinho, vai ver que existe um tipo de homem que jamais faria um campeonato de peidos com os filhos na sala de TV, mas também seria incapaz de lavar uma xícara de café ou de dirigir uma palavra de reconhecimento ou incentivo à companheira.
- O #tamacho precisa falar umas merdas pra descontrair e deixar as mulheres irritadas é sempre uma boa diversão.
- Nós, os membros ativos do #tamacho, lutaremos até o fim pelo nosso sagrado direito de lavar as fraldas das nossas filhas e de tomar conta das crianças enquanto nossas mulheres estudam, progridem e trocam de carro.
- O resto é papo de buteco.
- A foto abaixo foi tirada com o celular do Cao Hering.
- Mostra um bate papo entre eu, ele, o Valther Ostermann e o Pancho, ontem à noite, na Cachaçaria (o Evandro de Assis deu uma passadinha por lá mais perto do final…).
- Não lembro quase nada do que falamos, mas não importa, já que não falamos nada que preste.
- No fim, levei o Cao pra casa, mas já não lembro mais direito onde ele mora.
- A única coisa a lamentar foi em relação à mesa vazia atrás de nós.
- Ela estava reservada a uma dúzia de belas, alegres e perfumadas mulheres que comemoraram o aniversário de uma delas.
- Foram chegando sozinhas ou em duplas, com sacolinhas de presentes. Umas gracinhas.
- Se não me engano, o Cao cantou parabéns junto com elas, mas não tenho certeza.
- Talvez eu mesmo tenha cantado, mas isso não importa.
- O que importa é que os quatro da fotos somos uns socós, burros, tôscos, tacanhos e medíocres.
- Podíamos ter feito outras fotos, com aquela mesa cheia de mulher, pra deixar a turma com água na boca.
- Além do que, a foto ia ficar bem melhor do que só com a nossa cara.
- Enfim: somos mesmo uns socós, achamboados, chavascos, rambóios e mazzorros.
- Apresento-lhes um vinho especial, único, raríssimo.
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