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Revendo ontem o pronunciamento do vereador Zeca Bombeiro, verifiquei que ele foi eleito o melhor vereador do ESTADO, e não apenas de Blumenau. Ou seja: o homem é ainda mais competente, influente e qualificado do que a gente pensava. A todos, minhas sinceras desculpas.
Zeca Bombeiro, the best
Zeca Bombeiro só nos dá alegria. Na sessão de quinta-feira, proclamou aos quatro ventos que ganhou Medalha de Ouro como o melhor vereador de Blumenau, em pesquisa científica séria e altamente qualificada de um certo “Instituto Tiradentes”. Tirou até uma casquinha dos colegas, gabando-se por ser o melhor. Pobre Zeca. Trata-se de uma picaretagem grossa e primaríssima. É preciso ser muito – digamos – ingênuo para cair numa arapuca mal armada dessas.
A tal pesquisa é tão séria que Mário Hildebrandt, que ficou apenas um dia na Câmara, aparece como o segundo melhor vereador de Blumenau. Zeca citou o fato e, talvez cegado pelo brilho estonteantemente reluzente da tal medalha de ouro, esqueceu desse pequeno detalhe. No site do tal instituto trambiqueiro (www.institutotiradentes.com.br), ainda é possível votar em Mário Hildebrandt para melhor vereador de Blumenau.
Obrigado, vereador
O tal Instituto Tiradentes distribui a granel suas comendas horrorosas para vereadores tacanhos de todos os grotões desse nosso imenso Brasil. Procurando-se por ele na internet, é possível ver que é motivo de chacota em várias reportagens. Numa delas, é informado que para ser laureado, o vereador precisa pagar a módiga quantia de R$ 490,00.
Graças à perspicácia, inteligência sagacidade do Zeca Bombeiro, entramos para o rol das cidades engambeladas.
Agora vai
A semana foi mesmo do nosso competentíssimo e laureado Zeca Bombeiro. Indignado com a com a ausência de resultados práticos da audiência pública sobre segurança, o brioso edil concedeu entrevistas às rádios garantindo que resolverá a situação. “Pra conseguir as coisas, é preciso saber o que falar, quando falar e com quem falar. Vou a Florianópolis e resolverei essa questão”, bradou.
O governador esteve aqui pessoalmente e não resolveu a questão da segurança. O secretário também veio e não resolveu nada. Mas Zeca Bombeiro garante que vai trazer os policiais. Afinal, todos sabemos que ele manda mais que o Raimundão. Tenho certeza de quando ele atravessar a ponte, Florianópolis irá tremer diante dele, enviando-nos pelo menos dois novos batalhões e um esquadrão da Cavalaria.
Stammtish, uma oportunidade
Pela duocentésima oitava vez, comerciantes da XV reclamaram do Stammtish. Primeiro: a rua XV é nossa, é do povo de Blumenau e nós a fechamos quando quisermos, para festas, desfiles, enterros ou o que quer que seja.
Segundo: o comércio de Blumenau vive fechando as portas no final de ano, em feriados e datas comemorativas. Para os lojistas insatisfeitos, não custa nada fechar um dia a mais ou a menos.
Terceiro o Stammtish pode trazer algum inconveniente, sim, mas deveria ser visto como uma grande oportunidade pelos comerciantes. Façam promoções, sorteios, sejam criativos. O Stammtish recoloca a XV no coração e mente das pessoas e valoriza sua imagem. Por causa da festa, a rua ganha um colorido especial e passa a ser associada com um ambiente alegre, humano e colorido, coisas que os shoppings nunca terão.
Espero que o Norbertão e o Paulinho da CDL continuem defendendo o Stammtish na XV. A cidade está com vocês, rapazes.
Comédia surreal
Uma cena surreal ocorreu na audiência pública que não tratou da segurança pública em Blumenau. Nosso digníssimo secretário regional Lúcio César Botelho desceu o cacete nos “oito anos de administração do Luis Henrique, que nada fez por Blumenau”. Aparentemente querendo agradar seu novo empregador, o governador do DEM, Botelho esqueceu-se de que ele mesmo é do PMDB, partido cujo governador nada fez pela gente em oito anos em sua sincera avaliação.
Mas o surrealismo felliniano não parou aí. Botelho foi aplaudidíssimo ao criticar a competência do próprio partido, provavelmente por muitos outros peemedebistas. Só faltou carregarem-no nos ombros.
Competência
A prefeitura informa que foi desapropriado o último terreno que emperrava a construção das alças de acesso ao viaduto da Mafisa. Parabéns ao prefeito João Paulo pela celeridade. Pelo menos essa providência não vamos ter que esperar até 2050.
Amiguinhos
Tem gente no PT torcendo o nariz para a troca de gentilezas entre o Vânio e a administração do João Paulo, que parece prestar especial atenção às suas solicitações de obras e reparos em vias públicas.
- O governador esteve em Blumenau e não resolveu a coisa da segurança pública.
- Nossas lideranças e políticos agora estão felizinhos e esperançosos porque tem uma audiência pública com o secretário de segurança.
- Se o secretário também der o cano na gente, nossos deputados irão convocar o delegado.
- Depois, irão convocar o escrivão.
- E assim sucessivamente, irão descendo cada vez mais baixo na escala hierárquica.
- Só descansarão no dia em que realizarem uma audiência pública sobre segurança com a ilustre presença do vigia noturno de uma escola.
Guarda de trânsito
- No conturbadíssimo e cada vez mais complicado trânsito de Blumenau, uma instituição tem se destacado: a Guarda Municipal de Trânsito. Nossos valentes rapazes nunca trabalharam tanto.
- Estão por todo o canto, em todas as horas. Pela manhã, na João Pessoa ou Estanislau Schaette, vejo-os orientando a turma nos testes para novos traçados.
- Nas infindáveis obras do esgoto, dos corredores de ônibus, lá estão eles, dando duro.
- Nunca vi nenhum guarda agir ofensivamente ou com rispidez. Pelo menos os que encontro, aparentam disposição e me parecem atentos.
- No final da tarde, quando alguns cruzamentos congestionam, só conseguimos avançar por que eles dão conta de conduzir o fluxo.
- Parabéns, rapazes. Continuem assim.
- Vamos precisar cada vez mais de vocês.
Propaganda política disfarçada
- A Justiça Eleitoral obriga os candidatos a tirar as propagandas das ruas sob pena de multa, logo após a eleição. Mas a turma sempre dá um jeitinho.
- Existem diversas placas de candidatos agradecendo votos da eleição passada espalhados por aí. Esse tipo de publicidade também deveria ser retirada depois de algum tempo.
- Do jeito que estão, funcionam como propaganda antecipada das próximas eleições.
Bola pra frente
- Tenho acompanhado o esforço pessoal do João Paulo para remover entraves burocráticos que atrasam a abertura de empresas em Blumenau.
- As dificuldades, em sua maioria, independem de decisão do prefeito. Mesmo assim, João Paulo anunciou medidas como a consulta de viabilidade via internet, que irá adiantar as fases iniciais dos processos de abertura.
- Também se propôs a conversar diretamente com o Colombo sobre os entraves gerados pela incompetência da Jucesc.
- Torçamos para que ele consiga.
- Separei duas versões mega fodosas do clássico, Johnny B. Goode, tocadas pelos metaleiros AC/DC e Motörhead.
- São minhas favoritas entre as que achei por aí.
- A versão do AC/DC tem mais ênfase na bateria que nos teclados.
- A levada das guitarras é porradeira.
- Destaca-se a voz do finado Bon Scott.
- As viradas da batera são marcantes.
- O resultado é uma música que você iria gostar de ouvir quando estivesse voando na porta de um helicóptero no Vietnã.
- Nas viradas do baterista você aproveitaria ara acionar a metranca contra os vietcongues lá embaixo, acompanhando o vocal e tacando um foda-se geral.
- Minha versão mais querida é a do Motörhead, gravada em 1991, num programa do Lettermann.
- Lemmy Kilmiste descarrega o vozeirão no auge dos seus 45 aninhos.
- Tem partes fortes de teclado.
- O trecho mais fodoso é quando as quatro guitarras berram juntas, todas aceleradas, mostrando o quão putamente bons são os caras.
- Isso acontece em 1:50.
- Nessa hora, seria bom estar num caça americano no Iraque, fazendo strike nos tanques do Saddan lá de cima com projéteis altamente explosivos.
- Se você conhecer alguma outra versão estilosa ou fodosa de Johnny B. Goode, manda o link nos comentários pra eu colocar aqui.
A
AC/DC
HORROR DELUXE
Enviada pelo Clóvis Truppel (@clovisbing). Gostei das coxas da baterista.
ANDRAGONIA
Pegada nervoséssima enviada pelo Clóvis Truppel (@clovisbing)
JUDAS PRIEST
Enviado pelo Dorival Boege Junior (@dorival_boegejr), que viu um show deles em SP
ELVIS
O bom e velho Elvis, enviado pelo Cícero Konig Finger (@ciciontherocks)
JOHN LENNON
Enviado pelo Maurício da Silva Junior (@mauriciosjunior)
- Você não sabe, mas nem mesmo os super-heróis conseguiriam resolver o problema da segurança pública em Blumenau.
- Várias tentativas já foram feitas. Nenhuma deu certo.
- A primeira foi com o Super-Homem, ainda na época em que o Décio era prefeito.
- Clark Kent ganhou a licitação, mas não pôde trabalhar.
- A lei que proibia o pouso de helicópteros no centro o impedia de voar no perímetro urbano.
- Recentemente, a prefeitura contratou Bruce Wayne para combater o crime na cidade.
- Teríamos a proteção do Homem-Morcego.
- Mas deu tudo errado.
- Após ficar com o Batmóvel trancado na Ponta Aguda por duas horas já em seu primeiro dia de trabalho, Batman rescindiu o contrato e voltou para Gotham City.
- Uma das alternativas estudadas foi a contratação do Homem-Aranha.
- A ideia foi descartada após Peter Parker informar que, infelizmente, a Lei de Zoneamento Urbano de Blumenau permite apenas a construção de prédios muito baixos, que não têm altura suficiente para que ele possa fixar as teias.
- Me encontrei-me dias atrás com Paulão, o Mecânico.
- Paulão sempre impecável no seu macacão azul, estopa branca e uma ou duas chaves se sobressaindo nos bolsos.
- Paulão anda refinado.
- Me disse que sofisticou os gostos e hábitos pessoais.
- Paulão aprecia sushi, aprendeu até a escolher vinho.
- Paulão é bom papo, ótima companhia.
- Espero encontrá-lo mais vezes.
- Estou na praia neste feriado.
- Paulão me disse que volta e meia vem pro litoral.
- Quem sabe possamos dar uma caminhada juntos qualquer dia desses.
- Além disso tem uns barzinhos ótimos por aqui.
- Bem ao gosto do Paulão.
Inócuo e constrangedor
- O projeto do Ficha Limpa Municipal não é apenas inócuo.
- É inócuo e constrangedor para o João Paulo.
- Inócuo porque, não tem ninguém condenado pro improbidade entre os cargos de confiança. Inócuo também porque seria no mínimo burrice um prefeito contratar alguém com alguma condenação por improbidade.
- A parte constrangedora é a seguinte: um prefeito tem, no mínimo, a obrigação de zelar para que suas nomeações contemplem pessoas minimamente honestas.
- Incompetência e inaptidão não dá pra evitar, mas honestidade é artigo de primeira necessidade na área pública.
- Ou seja: um prefeito não deveria precisar de uma lei que obriga ele próprio a contratar pessoas honestas.
Bullyng
- Depois da ficha limpa municipal, poderíamos preparar outro projeto inócuo, proibindo o bullyng entre comissionados.
Gozação
- Só pode ser brincadeira. Quanto mais os governadores prometem pessoalmente, menos ganhamos.
- Foi assim com LHS, parece que vai ser assim com Colombo, que prometeu investir na segurança durante a posse da Acib e vai nos dar apenas um policial civil dentre os 200 novos contratados.
O gerente do Stammtish
Estive no Stammtish durante uma hora, às 14 horas. Pode ter sido apenas impressão minha, mas a coisa toda me pareceu menos conturbada do que em outras vezes. Norberto Mette andava de um lado pro outro aparando arestas, aparentando calma, bom humor e disposição. Eu o vi recusando um chope, em nome da necessidade de se manter atento para a solução de pequenos contratempos que sempre acontecem.
Valeu, Norbertão
Norberto Mette está presente na organização do Stammtish desde o começo. Acompanhei o trabalho dele quando atuei como assessor de imprensa do Blumenau Convention Bureau, em 2001.Foi o primeiro a defender a ideia e lutar por sua implantação, mesmo estando fora da administração. Merece créditos pelo sucesso do empreendimento.
Beleza
Independentemente de qualquer inconveniência ou contratempos, uma coisa é certa. O colorido do Stammtish embeleza a cidade. É algo bonito, que se curte só de ver.
Paulo Coelho.
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Paulo Coelho
PAULO COELHO
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Proibido pujança
- Na posse da Acib, Raimundo Colombo apelou para a velha mania dos políticos de elogiar Blumenau pelo nosso já insuportável “exemplo para o Brasil”, nossa breguíssima “pujança” e nosso chatésimo e batidíssimo pioneirismo nisso e naquilo. São expressões que já alcançam um altíssimo grau de insuportabilidade.
- E o que é pior: ainda tem gente que fica contente em ouvir essa lenga-lenga.
- Chega de elogios. Essas referências elogiosas são provincianas, antiquadas e cafonas. Servem só pra discurso de prefeito de cidade pequena do interior, tipo Laurentino, Taió e Rio do Campo.
- Blumenau não precisa de elogios baratos. Queremos o que é nosso. Queremos obras de infraestrutura e segurança.
- Vou propor ao João Paulo a colocação de uma placa bem grande na entrada da cidade: “Senhor Político: neste pacato vilarejo é proibido o uso da palavra “pujança”. Favor falar menos e fazer mais”.
Exemplo para o Brasil
- Já que se fala tanto em exemplo para o Brasil, permitam-me mostrar alguns móveis que ornamentam o Salão Nobre da prefeitura (fotos). O sofá está velho, gasto e rasgado. É onde recebemos as autoridades que nos visitam.
- O Salão Nobre da prefeitura é escuro, caquético e cheira a mofo. O carpet está rasgado. O ambiente é horroroso. As paredes estão puídas. Existem cadeiras tão velhas que o parecem ter sido capturadas do General Rommel quando ele fugiu da África.
- Antes de arrotarmos nossas conquistas de 1900 e antigamente, deveríamos prestar atenção na precariedade de um monte de coisas que nos cercam.

Boa sorte, rapazes
- A Acib está bem representada. Ronaldinho Baumgarten e Carlos Amaral formam uma dupla entrosada. Conheço ambos. Sei que se preocupam com as coisas da cidade e buscam defender as melhores causas. Boa sorte a ambos e à nova diretoria nesse novo mandato.
- Amaral deverá ser o próximo presidente. Tem o meu voto. Quando isso acontecer, Blumenau terá a oportunidade de conhecer melhor o grande sujeito que ele é.
Seinfeld em Blumenau
- Alaor Tissot, presidente da Facisc, fez um discurso altamente tosco e risível na posse da Acib. Pensou que era comediante, recostou-se no púlpito e desatou a fazer piadinhas. Falou mais que o Ronaldinho e o Colombo juntos. Se gosta tanto de falar bobagem em público, deveria alugar o teatro e montar uma comédia só pra ele.
Estamos aprendendo
- Muito boa a recepção na posse da Acib. Ótimo coquetel, com ambientes para descanso em várias áreas do salão. Detalhe importantíssimo em se tratando de Blumenau: um ótimo conjunto de música ao vivo tocou músicas no tom ideal. Em muitos eventos da cidade a música é ensurdecedora e a gente precisa se esgoelar pra conseguir conversar.
Boca livre
- Sou associado da Acib, mas não paguei nada pra jantar e beber o uísque da turma. Entrei na cota de jornalistas convidados. Nada mais justo. Afinal, tenho que ter alguma vantagem com essa ingrata profissão.
Adiós, aeropuerto
- O grande ponto positivo dos discursos do Ronaldinho, Colombo e joão Paulo foi a unicidade em torno da BR-470. Ninguém disse uma palavra a respeito do aeroporto Quero-Quero. Estão certíssimos. A duplicação da rodovia é prioridade máxima. Do jeito que está, nos isolamos cada vez mais do mundo.
- O aeroporto pode esperar até 2050.
Há algo de podre no Samae
Jovino apresentou ontem na Câmara um vídeo em que mostrou o alto grau de lamentabilidade de equipamentos e instalações do Samae. Não tenho conhecimento técnico para avaliar a situação daquilo tudo, mas as imagens são aterradoras: mofo e ferrugem por todos os lados nas estações de tratamento. Torçamos para que o vereador esteja exagerando.
Continuidade
Jovino fez as denúncias de sucateamento e abandono do Samae e deu prazo para a bancada do DEM se manifestar a respeito na próxima sessão. Disse também que vai mostrar mais coisas. Fábio Fiedler não disse nada. Vamos ver como é que fica o embate. Se Jovino estiver certo, temos muito o que nos preocupar.
Psicologia
Felipão disse que o sucesso do Palmeiras deve-se ao trabalho da psicóloga contratada pelo clube. Fica a dica para a diretoria do Metrô.
- Na posse da diretoria da Acib, ontem, Colombo fez o que todos os políticos fazem: rasgou elogios a Blumenau por sua “pujança”, sua “força”, sua ”qualidade” e o raio que os parta.
- A verdade é que estamos entupidos de elogios.
- Não precisamos deles.
- Precisamos apenas do retorno, em investimentos, dos recursos que geramos.
- O resto é conversa pra boi dormir.
- Ajam mais e falem menos, senhores políticos.
Milagres existem sim
- Milagres existem.
- Milagre não é apenas uma instituição católica.
- A palavra milagre incorporou-se ao vocabulário brasileiro como um acontecimento considerado impossível.
- O fato de não haver vitimas na explosão do Plaza foi um milagre, indepentemente de quem o tenha produzido.
Abalo
- Espero que a explosão do Plaza não abale o já cambaleante movimento turístico de Blumenau.
- Um acidente como estes, durante a realização de uma feira internacional como a Manutenção Industrial, além do torneio de tênis, é uma temeridade para a imagem da cidade.
- Mais de 700 pessoas presentes, entre prefeitos e funcionários de prefeituras de todo o estado.
- O seminário do Décio Lima para gestores municipais sobre projetos de captação de recursos para o PAC 2 foi um sucesso.
- Décio está colocando em ação um plano para alçar vôos mais altos na política catarinense.
- Quer ser senador na próxima eleição.
- Décio pensa mais na frente. Quer aproveitar a perda de espaços de lideranças mais fortes, como Ideli e Vignatti, para se posicionar como liderança do partido.
- Se continuar com ações como essa, chega lá.
Personalidade
- Um dos empecilhos para que Décio Lima alcançasse posição de liderança no PT estadual é sua personalidade.
- Décio é visto como um politico escorregadio, de quem não se pode esperar firmes comprometimentos, já que costuma priorizar seus próprios interesses.
- Mudar esse perfil é seu grande desafio.
- Cacau Menezes deu os pitacos dele no massacre de Realengo.
- Mostrando o lado intelectualizado, Cacau inovou ao relacionar Marx ao trágico evento.
- Veja o que ele escreveu:
“Os especialistas argumentam que o bully (agressor) é sempre mais forte, física ou psicologicamente, do que a vítima.
Certo. O que está sendo esquecido é o fator econômico da questão. Os mais ricos agridem, verbal ou fisicamente, os menos favorecidos. É a famosa luta de classes, apregoada por Karl Marx, infiltrada na educação”. - Alguém precisa dizer ao Cacauzão que:
- Realengo não é a Barra da Tijuca. Realengo é um bairro da periferia, de gente pobre, longe do mar.
- A escola em que ocorreu o fato é pública, frequentada pelas Classe C e D. É velha, com muros mal rebocados.
- Se o atirador sofreu bullyng, sofreu de colegas iguais a ele, gente da mesma classe social.
- Nada indica que ricos e filhinhos de papai frequentem a tal escola com o propósito de agredir verbal ou fisicamente os menos favorecidos.
- No Brasil, não há luta de classes nas escolas pelo simples fato de que cada classe social dispõe da sua, inclusive no âmbito religioso.
- Portanto, o fator “luta de classes” aventado pelo Cacauzão se torna completamente fora de propósito.
- Além disso, Marx nunca citou o bullyng em sua extensa obra.
- Cacauzão é ótimo em organizar feijoadas e suas colunas são muito boas na medida em que ele as enche de fotos das espetaculares musas de Florianópolis.
- Pro resto das coisas, o Diário Catarinense dispõe de colunistas extremamente qualificados e especializados.
Grande sacada do Décio
Décio Lima teve uma brilhante ideia. Realizou em Blumenau um evento para gestores públicos. Trouxe especialistas de Brasília para explicar como as prefeituras devem fazer para obter recursos do PAC 2. Mobilizou o estado inteiro. Trouxe gente de prefeituras de tudo o quanto é partido. Deu entrevistas sobre o tema. Posou de homem público altruísta, extremamente preocupado com seu Estado.
Pelo que soube a respeito, o seminário do Décio foi bem planejado. Espero que o pessoal que foi tenha feito bom proveito. Mas nunca é demais lembrar que apenas 4% dos projetos de saneamento do PAC 1 foram concluídos. Além disso, obras estratégicas como a BR-101 estão simplesmente abandonadas e a Dilma parece ter esquecido de que um dia ouviu falar de uma tal BR-470.
Guerra dos projetos
Décio Lima e João Paulo vivem se esgoelando pelas emissoras de rádio quando o assunto é projeto. João Paulo e seu conjunto dizem que o governo federal não manda recursos. Décio Lima e sua banda respondem que o dinheiro existe e que só não ganhamos porque a prefeitura não sabe fazer projetos.
O seminário do Décio prometeu ensinar as prefeituras a fazer projetos. Pensei que o João Paulo nunca fosse admitir que precisava do Décio para aprender a fazê-los. Achei que ele não enviaria representantes para o evento.
Mas isso não aconteceu. A prefeitura fez inscrições para aprender a fazer projetos. Agora nenhum dos dois tem mais desculpas. Se Blumenau não conseguir recursos, ambos devem apanhar. João Paulo deve levar uma surra por não saber fazer projetos. E o Décio merece umas cintadas por não ensinar direito.
Sagacidade
João Paulo inscreveu funcionários da prefeitura no seminário do Décio, mas não deixou barato. Vingativo, mandou o Super Rufinus representá-lo na abertura. Sim, Décio é inteligente e sagaz. Mas João Paulo não fica atrás.
Superpopulação
Corredor de ônibus, reforma da Beira Rio e tubulação de esgotos. As três obras simultâneas estão testando a paciência do motorista blumenauense ao máximo. Em busca de caminhos alternativos, o pessoal tem congestionado até mesmo o Morro da Companhia, por onde eu sempre passava tranquilo e sossegado.
Se sobrevivermos a esse período conturbadíssimo mantendo nossas faculdades mentais em perfeito estado, nada mais nos derrotará.
- Minha queridíssima e sempre prestimosa amiga @Solbrasill e eu planejamos juntos algumas atividades culturais, as quais compartilhamos com amigos do Twitter.
- Já comemos pastel à meia noite.
- E jogamos sinuca à meia noite.
- Sol me apresenta lugares que não conheço, pra eu escrever aqui no blog.
- Por isso combinamos de ir na boate gay Fly à meia noite de hoje.
- Sempre convidamos amigos tuiteiros pra ir junto.
- Algumas coisas, porém, só se confirmam horas antes ou até minutos.
- Chuva de pedra, inundação, trovoadas e dor de cabeça já ocasionaram cancelamentos desses importantes eventos.
- Também é possível que surja alguma ideia de última hora, se ninguém tiver nada pra fazer.
- Portanto, atenção no Twitter.
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Abaixo, material distribuido pela Acaprena informando que o tamarindo de Blumenau não morreu e pode ser salvo graças a um membro vigoroso que se sobressai do seu tronco. Uma bem sucedida dendrocirurgia poderia devolver sua arquitetura arbórea.
- Parece que conseguiram até apoio do prefeito para a operação salvamento.
- Torçamos para que tudo dê certo e que a dendrocirurgia no vigoroso membro realmente devolva a arquitetura arbórea ao tamarindo.
- Já foi burrice demais perdermos a figueira da prefeitura.
O Tamarindo Vive
A ACAPRENA – Associação Catarinense de Preservação da Natureza – encaminhou ofício ao Prefeito João Paulo Karan Kleinubing, que já sinalizou positivamente, uma solicitação de parceria entre a prefeitura de Blumenau e a ONG para a produção de ações efetivas no sentido de manter o tamarindo vivo, por entender que para Blumenau esta árvore é emblemática, por sua história e por sua representatividade.
Num primeiro momento tem-se a impressão de que a árvore do tamarindo está morta, mas é um engano. Ela está caquética, mas viva. Na sua face norte está um vigoroso membro que lhe dá sobrevivência.
Manejado de forma contínua e sustentada, ele pode evoluir para uma nova arquitetura arbórea.
“Mudas podem ser feitas a partir das suas folhas com técnicas de biotecnologia” explica a professora de biotecnologia da FURB Daniela Werner Ribeiro Santos.
“É uma árvore que precisa de UTI. Temos que efetivar um tratamento urgente para que ela não morra de vez, o que seria lamentável, haja vista toda a tecnologia e conhecimento existente em Blumenau”, comenta o ecólogo professor Lauro E. Bacca.
“Pode-se plantar um novo tamarindo sem sacrificar o velho. Velho e Novo podem conviver naquele local.” diz Vanderlei Paulo Schmitt, ambientalista e médico veterinário.
Na construção dos acessos a ponte foram feitos aterros no local da praça. Com o clima chuvoso dos últimos anos, formou-se um ambiente de brejo no entorno das raízes, colaborando para debilitar a árvore.
O tamarindo foi plantado por Thusnelda, filha do naturalista Fritz Müller.
Além da ponte, agora o tamarindo empresta seu nome à nova agência da CAIXA, no bairro Fortaleza. Sua imagem faz parte da marca Shopping Park Europeu.
A Solicitação de parceria propõe a manutenção da árvore viva e plantio de outra.
As principais ações propostas foram:
- Podas dos galhos mortos, para garantir a segurança das pessoas.
- Tratamento fitossanitário.
- Melhorias na permeabilidade e drenagem do solo da praça.
O prefeito disponibilizou equipe da Secretaria de Serviços Urbanos, responsável pela arborização urbana em Blumenau para com a parceria da ACAPRENA fazer a manutenção necessária. Serão feitas intervenções na árvore com técnicas de dendrocirurgia e os trabalhos serão gradativos e avançarão até o final do inverno.
“Acredito que desta forma todos sairemos ganhando, história, cidade e meio ambiente”, comentou o presidente da ACAPRENA, educador ambiental, Leocarlos Sieves
Fonte:
Lauro E. Bacca – naturalista – 3336 56192
Daniela – professora de biotecnologia FURB – 3321 0436
Leocarlos Sieves – ACAPRENA – 91130044 – 3321 0434
Vanderdei Paulo Schmitt- ambientalista e médico veterinário- 33242715/ 91038590.
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Do mesmo jeito que centenas de pequenas cidades brasileiras, Rio do Oeste já teve cinema.
- O Cine São Luis apresentava sessões nos finais de semana, como matinês para o público infanto-juvenil.
- Ao final de cada missa, o padre fazia propaganda dos filmes que achava bons.
- E ameaçava de excomunhão quem fosse assistir pornochanchadas.
- Ainda no final dos anos 70 o cinema de Rio do Oeste fechou.
- Mas se hoje a cidade não tem cinema, tem uma atriz nascida e criada lá.
- Gisele Ferran está sendo reconhecida como musa catarinense do gênero trash.
- Ela é a principal estrela do cineasta Petter Baiestorf, que desde o início dos anos 90 vem rodando filmes de terror de baixo orçamento na cidade de Palmitos.
- Gisele mantém o Twitter @Gi_de_Gisele. Tem quase 3.000 seguidores.
- Por ter filmado nua em algumas das produções B de Petter Baiestorf, Gisele sofreu preconceitos em Rio do Oeste.
- No último final de semana eu a conheci pessoalmente, durante visita à cidade.
TIMIDEZ
- Quem vê as fotos e as interpretações de Gisele fica com uma ideia equivocada a respeito dela.
- Pensei que fosse encontrar uma mulher debochada, desbocada e desleixada.
- Mas não é nada disso.
- Gisele é amável, simpaticíssima, calma, educada e alegre.
- Um doce de pessoinha.
- Aparenta ter bem menos do que seus 31 anos e se diz vítima da timidez.
- E foi por ser tímida que decidiu fazer um curso de teatro em Rio do Sul, onde chegou a interpretar bichinhos em peças infantis.
- Pelo que ela me contou, o curso de teatro foi determinante para que perdesse a timidez.
- Tão determinante que não teve problemas em aparecer pelada nas produções do nosso amigo Baiestorf.
- Minha conversa com a Gisele durou pouco menos de duas horas. Ela tinha compromissos em Rio do Sul.
- Fiz fotos dela em frente ao antigo Cine São Luis, que já serviu até de garagem para caçambas da prefeitura.
- Hoje, o prédio abriga setores da própria administração.
- Gostei de conhecê-la, Gisele.
- Boa sorte e sucesso nas suas escolhas.

Gisele faz pose de atriz trash duelando com uma planta carnívora em frente ao antigo Cine São Luis, em Rio do Oeste

Gisele na verdade é um amor de pessoinha, alegre e simpática
- Meu amigo James Tavares (@jamesfoto) é um dos mais bem sucedidos repórteres fotográficos da história do jornalismo catarinense.
- É também um sacana bem humorado.
- Veterano como eu, James trabalhava na sucursal do Jornal de Santa Catarina de Florianópolis em 1983, quando aconteceu a primeira grande enchente em Blumenau.
- James tuitou sobre um fato pitoresco ocorrido na enchente e me envolveu no episódio, tentando denegrir minha imagem de homem sério, esposo amantíssimo e pai de família responsável.
- Em defesa da minha honra, faço o relato esclarecedor abaixo:
- Durante a enchente de 1983 alguns jornalistas e outros funcionários ficaram ilhados no Jornal de Santa Catarina, que funcionava na parte mais alta da rua São Paulo, em frente ao Senai.
- Entre as pessoas ilhadas estava a cozinheira.
- O extravagante e rebolativo colunista social Carlinhos Müller mantinha uma residência um pouco antes do jornal, também na rua São Paulo.
- Preso em Tijucas por causa da enchente, Carlinhos conseguiu telefonar ao jornal e cometeu um erro estratégico: pediu para que o pessoal tomasse conta de seus faisões e galinhas da Angola.
- Ninguém até então se lembrara da existência das aves. Tampouco suspeitava-se de que Carlinhos não estivesse em casa.
- O telefonema detonou a explosiva combinação de três fatores: fome+aves+cozinheira presente.
- Resultado: ao invés de tomar conta dos bichinhos, o pessoal ilhado no Santa passou a jantá-los.
- Ao contrário do que o James maldosamente insinuou no Twitter, eu não estava presente no local e não comi nada lá. Fiquei ilhado na pensão onde morava, fazendo refeições à base de feijão aguado.
- A piadinha do James em relação à minha proximidade física com o Carlinhos durante as enchentes é outra calúnia descabida, fruto da sua mente doentia e pervertida.
- Fiquei sabendo da comilança dos faisões do Carlinhos apenas uma semana depois da enchente.
- Eu estava na redação quando Carlinhos entrou bufando, bradando uma série interminável de palavrões. Dirigiu-se à mesa do Isaías Silvino de Souza, repórter de Esportes, e despejou sobre ele uma portentosa lista de xingamentos.
- Isaías havia atendido o telefonema de Carlinhos pedindo ajuda para suas pobres aves.
- Ele foi o estopim que selou o trágico destino dos faisões do Carlinhos.
- Na verdade, meu caro James, o Carlinhos passou o período da enchente em Florianópolis.
- Bem pertinho de você, aliás… ha ha ha
- A única coisa que o pessoal de Blumenau comeu foram as galinhas mesmo…




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