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- Acompanho o Reveillon de Camboriú desde 1996.
- Nos últimos três anos a coisa foi decepcionante.
- Tem marketing demais e fogo de menos.
- O evento ainda é bacana, mas alguns anos atrás tinha mais baterias de fogos ao longo da praia.
- Blumenau, pelo contrário, tem um evento menor, mas com um impacto maior sobre quem vai.
- Pelo que se percebe, a coisa vai melhorando a cada ano.
- Hoje verei novamente os fogos de Camboriú.
- Mais por hábito do que por expectativa.
- De qualquer forma é divertido.
- E fica ainda mais divertido se no outro dia dizer sol firme.
- ATENÇÃO: o texto abaixo contém expressões chulas e palavrões cabeludos. Por favor não o leia caso se sinta ofendido com esse tipo de linguagem. Os termos foram introduzidos para contextualizar melhor os episódios narrrados.
- Lula sempre falou palavrões.
- Em 2004, chamou o Itamar de Filho da Puta na frente de um jornalista da Folha de SP, o cara publicou e ele teve que se explicar.
- No livro “Viagens com o Presidente”, os autores reproduzem muitos palavrões do Lula. Ele diz coisas do tipo “enfia esse troço no cu”, em relação a um discurso que não tinha gostado.
- Eu tive duas experiências pessoais em relação aos palavrões do Lula, que relato abaixo, por considerá-las engraçadas:
O VIADO
- Chamar um amigo de “seu viado” é um hábito do brasileiro. Serve para demonstrar camaradagem. Isso é um fato. Abstenho-me de qualquer análise sociológica a respeito.
- Em 2000, atuei como coordenador do programa de TV do petista Décio Lima na campanha para a prefeitura de Blumenau.
- Um mês antes do início dos programas de TV estive em São Paulo com o Décio e várias outras pessoas para um seminário do PT sobre a campanha.
- O evento aconteceu no Maksoud e durou o dia todo.
- Lula apareceu logo depois do almoço.
- Abriu-se um grande corredor entre as centenas de pessoas que lotavam o saguão do Maksoud em direção ao salão de convenções.
- Postei-me ao lado do blumenauense José Garcia, um dos fundadores do PT Nacional junto com o Lula.
- Lula passou rapidamente acenando para todos.
- Depois de passar por nós, Lula freou e retornou rapidamente até chegar perto do Zé Garcia.
- E então berrou:
- E aí, Zé? Cadê o viado do Décio? - Décio não estava por lá. As pessoas presentes deram risadas. Lula prosseguiu rindo:
- Manda um abraço pra ele. - Naquele momento eu tive certeza da grande amizade entre Lula e o Décio.
- Nunca entendi porque, já com Lula na presidência, Décio não conseguiu se tornar um político de expressão nacional.
A RIFA
- O episódio da rifa foi relatado a mim pelo próprio Décio Lima. Vou transcrevê-lo da forma mais aproximada possível:
- Lula estava em Rio do Sul e precisava se deslocar a Criciúma. Décio foi com ele até o aeroporto de Lontras. Lá, Lula o convenceu a acompanhá-lo na viagem.
- O avião era pequeno. (Não recordo se o Décio disse que era monomotor ou bimotor, lembro apenas que era pequeno e instável).
- Logo no início do vôo, o piloto dirigiu-se a Lula:
- Ei, Lula, tenho aqui uma rifas da formatura da minha filha, tu compra um bilhete?
- Claro, meu chapa. Assim que a gente descer eu compro. - Logo depois o avião entrou numa zona de tempestade e começou a balançar.
- Apreensivo, Lula dirige-se ao piloto:
- Amigo, esse negócio é seguro?
- Tranquilo Lula, deixa comigo. Olha, em vez de comprar só um bilhete da rifa da minha filha, tu podias comprar um bloco inteiro, né?
- Cara, eu compro o bloco, mas presta atenção nessa porra dessa tempestade, se não nós vamos tudo se fuder. - Enquanto o avião sacolejava cada vez mais, Lula e Décio deram-se as mãos. Ambos estavam apavorados. Lula suava frio.
- O piloto, no entanto, parecia alheio a tudo:
- Olha, Lula, vamos fazer o seguinte. Tu compra três blocos, que vai custar bem baratinho.
- Tá bom, eu compro a porra da rifa, eu compro qualquer merda, mas presta atenção na porra dessa tempestade. - O vôo prossegue turbulentamente, mas o avião pousa intacto em Criciúma.
- Lula desce rapidamente, aliviado, mas nervoso.
- O insistente piloto não o esquece:
- Ei, Lula, e a minha rifa?
- Enfia a porra da tua rifa no cu, caralho! - Foi a última vez que Lula andou naquele tipo de avião. Na semana seguinte, o Diretório Nacional do PT distribuiu comunicado informando que os diretórios regionais só poderiam alugar aviões maiores para os vôos do Lulão.
- Eu estava vendo o CSI New York no trecho em que os agentes entraram num prédio luxuoso procurando pelo Portero.
- O Dr. Portero está? - O tal prédio era um sofisticado conjunto de consultórios e clínicas médicas.
- O Dr. Alphonsus Portero era um cirurgião suspeito de ter matado uma paciente.
- Na sequencia do episódio, os detetives localizam o Portero e o levam para a delegacia, onde o interrogam. Um policial coloca sobre a mesa diversas fotos de pessoas trabalham no prédio:
- Você conhece essas pessoas? - Portero reage com mau humor:
- Sou médico, não sou o faxineiro pra conhecer todo mundo. - No final, ficou provado que Portero era o culpado.
LIÇÕES
- Esse episódio do CSI nos mostra algumas coisas importantes:
- Uma delas é que a gente não deve ter preconceito. Afinal, vimos que o Portero teve capacidade para se formar em medicina.
- Por outro lado, vimos até mesmo o Portero pode ofender as pessoas por causa de sua posição inferior na escala de trabalho.
- Ou seja: temos que ter cuidado quando julgamos as pessoas, a começar pelo Portero.
- Final de ano tem sempre aquela história de onde é que você está.
- O pessoal de Blumenau se divide em duas tribos: os que saem e os que ficam.
- Eu já fiquei, já saí, já fiquei de novo e agora estou saído.
- Na verdade, sendo de Blumenau ou de qualquer outra cidade, o que importa não é ONDE você passa o final de ano, mas COM QUEM.
- Você pode estar só e de mal consigo mesmo numa bela casa em Blumenau, com ar condicionado e muito conforto.
- Enquanto isso, um grupo de jovens pode estar esbanjando felicidade e alegria apertados dentro de um Uno 2003, ouvindo pagode esturricados pelo sol num engarrafamento de duas horas a caminho de Gravatá.
- Um sujeito muito rico pode estar insatisfeito no mais amplo e luxuoso apartamento de Balneário Camboriú ou Jurerê com vista para o mar.
- Mas você pode estar muito feliz em Blumenau, Rio do Oeste, Laurentino ou Lontras, mesmo com todo o calor do mundo.
- Nessas horas, não importam o mar, as estradas, o calor, o comércio fechado ou o shopping lotado.
- O que importa é com quem a gente está.
- E eu espero que você esteja com quem gosta.
- Mesmo que seja no Twitter ou no MSN.

- Acho que descobri uma tática pra pegar filas que andem mais rápido, principalmente em lojas de departamento.
- A primeira coisa a fazer é tentar pegar um caixa que seja homem.
- Outra coisa importante é ver quais filas têm mais homens do que mulheres.
- Pegue sempre a fila que tenha mais homens.
- Homem detesta fazer compras.
- Tudo o que o sujeito quer é ir embora.
- Aliás, com certeza, se dependesse dele, o homem não tava lá.
- Mulher adora fazer compras e parece que não se importa com a fila.
- Na hora de pagar ela ainda se engraça com a caixa.
- Fiquei numa fila da Havan anteontem. Tinha várias mulheres na frente.
- Uma delas havia comprado um monte de peças de roupas.
- Cada peça que a caixa passava pelo leitor ótico saía um comentário: “Ah!, essa cor tá na moda”, “Oh, esse tecido se ajusta bem”.
- Com homem não tem nada disso.
- Você nunca vai ver um caixa conversando com um sujeito que acaba de comprar uma chave de fenda:
- Olha , mas que bacana essa chave de fenda. Que cabo grande ela tem!
- Ah, não vejo a hora de enfiá-la na tomada do telefone que pifou.
- Sou assinante da TVA em Camboriú e ganhei um mês grátis na Academia Wave da Barra Sul.
- Se você é cliente de alguma academia de Blumenau, nunca entre na Wave. Você ficará decepcionado com a sua e vai chorar na hora de voltar.
- A estrutura dos caras é enormemente superior, com equipamentos ultra mega blaster melhores.
- As esteiras, por exemplo, têm monitores de TV a cabo.
- Você coloca um fonezinho de ouvido pode se exercitar assistindo seu canal favorito.
- Tem uma coisa curiosa: a academia fica no segundo andar de um prédio. Só a subida pela rampa de acesso já é um exercício. Tem até uma placa de “proibido correr” no corredor.
ALONE
- Só tem uma coisinha pra reclamar da Wave.
- No primeiro dia, já cadastrado, me apresentei na recepção dizendo que era o meu primeiro dia.
- Ninguém me apresentou nada, não mostraram o caminho, não pediram o que eu iria fazer e nem me ensinaram como operar a esteira estilosa com TV a cabo.
- Só consigo usar os equipamentos devido à minha formidável inteligência.
- Com certeza o atendimento deve ser padrão pros coitados como eu que ganham a gratuidade pela TVA.
DIFÍCIL VAI SER VOLTAR PRA BIO GYM
- Em Blumenau eu faço a Bio Gym, que fica perto de casa.
- As esteiras de lá não são tão modernas.
- Tem dois monitores de TV na parede, sem som, que os caras deixam ligados nas novelas da Globo.
- Coisa triste.

Esteiras têm TV a cabo: imagem e som individual. Você nem sente o tempo passar

Aviso proibido correr na rampa de acesso: imagino que já tenha havido alguns pegas por lá

- Retirei a foto acima do Facebook do Charles Schwanke, gerente executivo da Acib.
- Ela foi batida em 2003, no Tabajara, durante jantar adulatório oferecido pelos empresários ao governador Luiz Henrique.
- Charles aparece cumprimentando o governador. Eu estou ao fundo. Estávamos de saída.
- A foto é um registro de dois calotes.
CALOTE 1 – O GOLPE DA CONTA
- O calote 1 foi aplicado por minha sugestão.
- Charles e eu havíamos ido ao jantar como representantes do Blusoft. Carlos José Pereira, o presidente, tinha ido com a gente.
- Os convites comprados pelo Blusoft davam direito ao jantar, mas as bebidas não estavam incluídas.
- Uma mulher que ninguém conhecia sentou na nossa mesa e bebeu um monte de vinho. Depois ela sumiu.
- Quem também sentou na nossa mesa foi nosso amigo Paulo Mundt, que trabalhava na prefeitura.
- Paulo fumou aquele cachimbo fedorento dele, mas não bebeu nada.
- Charles era gerente executivo do Blusoft e era o encarregado de pagar as contas.
- Na hora de ir embora, chamamos os garçons umas 30 vezes, mas eles não vinham.
- Então eu disse pro Charles e pro Pereira: “Se esses caras não vierem, vamos andando, saímos de fininho e foda-se a conta. Isso aqui tá muito bagunçado”.
- E foi o que fizemos.
- Pereira levantou e saiu na frente.
- Eu fui atrás dele e o Charles veio a seguir.
- O Pereira saiu tranquilamente, mas eu fui abordado por um garçon:
- Senhor, com licença, quem vai pagar a conta da sua mesa? - Virei-me para o garçon e menti descaradamente:
- Quem vai pagar é o Charles, que está vindo aí atrás. Como nenhum garçon atendeu nossos chamados, íamos pagar a conta na saida. - Ao mesmo tempo, olhei em volta para encontrar o Charles, que no entanto não estava mais atrás de mim. Ele havia parado para cumprimentar autoridades numa mesa.
- Nesse momento ele acabou esbarrando no Luiz Henrique, que o cumprimentou. No momento da foto, o crime já estava em andamento.
- Antes que eu dissesse qualquer coisa, o garçon emendou:
- Ah!, acho que conheço o Charles. É aquele senhor de cachimbo que estava com vocês, né?
- Isso mesmo. Ele ficou encarregado de pagar a conta. - O garçon saiu satisfeito.
- Eu esperei pelo Charles e contei a ele sobre o Paulo Mundt.
- Decidimos cair fora e saímos do Tabajara dando risada.
- Sabíamos que o Paulo Mundt tinha verba de representação da prefeitura e que poderia pagar a despesa.
- Paulo acabou pagando a conta na marra, pediu nota e o Blusoft o reembolsou.
- No dia seguinte, ele ligou para o Charles reclamando:
- Pô, passei vergonha, tive que fazer um cheque meu e o valor foi alto.Vocês tomaram um monte de vinho. - Eu e o Charles havíamos tomado cerveja e o Pereira havia bebido vinho moderadamente.
- Quem tomou um monte de vinho foi a tal espertinha que sentou com a gente.
- O calote, na verdade, foi dela. Ela deve ter saído bebaça de lá.
CALOTE 2 – O CIEFE
- O segundo calote da noite foi aplicado pelo próprio Luiz Henrique.
- Foi um calote contra os empresários.
- Na foto, embaixo do braço do Charles, aparece um pequeno estandarte com logotipo do Ciefe, um centro de eventos monstruoso que os empresários de Blumenau queriam construir com dinheiro do Governo do Estado.
- Luís Henrique fez um discurso efusivo dando apoio ao projeto. Chegou a usar a surradíssima frase “sonho que se sonha só é apenas um sonho, mas sonho que se sonha junto etc etc e blá blá blá” para ilustrar sua disposição em apoiar o projeto.
- Dois anos depois, sem qualquer aviso, Luís Henrique despejaria uma grande verba para a reforma e ampliação da Vila Germânica.
- Os empresários ficaram sabendo do troço pela imprensa e o projeto do Ciefe afundou de vez.
- Esse calote foi bem maior que o meu.
- Me sinto envergonhado perto dele.
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- Seja um torcedor ecologicamente responsável.
- Torça verde.
- Feliz Natal.
- Feliz 2011.
- E lembre-se: não é à toa que você come carne de porco na virada do ano.
- Essa história da unificação dos títulos pela CBF mostra o quão nossa imprensa esportiva, mesmo a mais qualificada, pode ser amadora, impulsiva e contraditória.
- Tomo por exemplo o canal ESPN, que reúne apresentadores e comentaristas que atuam também em grandes veículos da imprensa escrita.
- O jornalista que elaborou o dossiê defendendo a unificação passou um dia inteiro exibindo suas teses, em vários programas da ESPN.
- Todos os jornalistas elogiaram o trabalho e todos desceram o cacete na CBF, dizendo que Ricardo Teixeira nunca iria aprovar a proposta.
- Nos programas que assisti, passaram mais tempo moendo o Ricardo Teixeira do que analisando o tal dossiê.
- E então veio a surpresa: Ricardo Teixeira gostou do troço e a unificação foi aprovada.
- O que fizeram os jornalistas da ESPN/grandes veículos?
- Não podiam elogiar a CBF pela primeira vez na vida.
- Então foram esmiuçar o tal dossiê que haviam defendido sem ler em profundidade. Aliás, sequer o leram, pois o apoio quase unânime à proposta foi feita durante as entrevistas com o jornalista autor.
- Uma vez lido o documento, foi um deus-nos-acuda.
- Juca Kfoury encontrou um jeito de falar mal de um monte de coisas.
- PVC encontrou um problema em outras coisas mais.
- Antero Greco reclamou de outros troços.
- O chatonildo Mauro Cezar Pereira achou 300 furos pra reclamar.
- Enfim: a imprensa esportiva não se acha sobre nada em relação ao tema, pois nunca levaram o assunto a sério.
- Também nunca acreditaram que a CBF poderia levar o assunto a sério.
- Nunca produziram nada a respeito com antecedência.
- Cada vez mais, a imprensa esportiva brasileira caminha para se tornar uma fonte inesgotável de palpiteiros desprovidos de trabalhos de coleta de informações.
SEM PONTAS
- A imprensa esportiva parece estar seguindo os passos do próprio futebol.
- Tempos atrás o futebol tinha pontas e centroavantes, que avançavam sobre o gol.
- Hoje só existem alas, volantes de apoio e médio atacantes.
- O último ponta de lança foi sepultado com o deputado Romário.
- Um bom repórter esportivo deveria ser como um centroavante, avançando sobre a informação.
- Mas parece que muitos jornalistas preferem jogar recuados.
- Celso Roth deveria ser nomeado patrono oficial do jornalismo esportivo.
(22/12) -ATENÇÃO: NO FINAL DA NOTA, VEJA POSIÇÃO DA PREFEITURA DE BLUMENAU A RESPEITO DO ASSUNTO E MINHA SITUAÇÃO FRENTE AO TIROTEIO.
(23/12) – ATENÇÃO DE NOVO, MEU POVO: NO FINAL DE NOTA, VEJA TAMBÉM POSIÇÃO DA CDL A RESPEITO.
DAQUI A POUCO EU ME ENFORCO NUMA ÁRVORE DE NATAL POR CAUSA DESSE ASSUNTO.
- Aparecer no Jornal Nacional não tem preço.
- O programa Magia de Natal em Blumenau apareceu um tempão no Jornal Nacional.
- Aparecer no Jornal Nacional é importante, ajuda a impulsionar as coisas, faz bem à imagem da cidade.
- Mas o Magia de Natal é um projeto que está começando agora. Pode até dar certo mais na frente, mas ainda é tímido e incipiente.
- Por isso fiquei surpreso com o tempo cedido para a atração no JN.
- Mas ao ler uma nota na Folha de Blumenau, minha surpresa se desfez.
- Confira:
É Fantástico!
No apagar das luzes de 2010 chega a informação que a prefeitura de Blumenau gastou R$ 1,35 milhão com um VT de 30 segundos veiculado exclusivamente na Rede Globo. Somente a produção do VT custou mais de R$ 200 mil, rendendo mais R$ 200 mil de comissionamento para a agência que tem sede em Florianópolis. É assim, privilegiando as agências e os veículos de outras plagas que esta gestão vai marcando seu governo, que encerra em 2012. - Aparecer no Jornal Nacional não tem preço. Ou tem?
Posição da Prefeitura de Blumenau
- O secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Blumenau, André Silveira, entrou em contato comigo hoje (22/12/2010) para apresentar posição em relação aos meus comentários.
- Ele contradiz a nota publicada pela Folha de Blumenau.
- De acordo com ele, não houve nenhuma veiculação da Prefeitura de Blumenau em horários nacionais da Rede Globo.
- André garante ainda que a decisão de veicular a matéria ocorreu através de contato da Assessoria de Imprensa com a produção do JN.
- Ele assinalou que, devido a eventos como a Oktoerfest e por causa de fatos como a tragédia de 2008, a Secretaria de Comunicação tem contatos estreitos com o jornalismo da Globo. “Enviamos a pauta de Natal como uma sugestão entre tantas outras e apauta foi aprovada. A repórter enviada para a cidade ficou encantada com o que viu e seu entusiasmo serviu para que a pauta fosse ao ar com destaque”.
- André afirmou ainda que o valor citado na nota corresponde a pouco mais da totalidade da verba de publicidade do ano inteiro da prefeitura.
Como é que eu fico nessa coisa toda?
- Sou colunista da Folha de Blumenau, mas não fui o autor da nota sobre o assunto.
- Para fazer o comentário em meu blog, eu simplesmente retirei uma notícia da Folha de Blumenau e fiz os comentários, assim como faço em relação a notícias de outros veículos, sempre citando a fonte.
- Minha conclusão foi de que, diante do investimento de mais de R$ 1 milhão, a Globo poderia ter retribuído a gentileza veiculando a reportagem sobre o Natal.
- A Folha de Blumenau com certeza tem alguma fonte sobre o assunto e decidiu dar credibilidade a ela.
- Fiz os registros solicitados pela prefeitura ao meu blog.
- O restante da pancadaria é entre a prefa e a Folha.
- Um feliz Natal a ambos.
Nota da CDL
- Mais um capítulo dessa história.
- Há poucos minutos, a CDL mandou nota de esclarecimento a respeito.
- Se mais alguém mandar esclarecimento a respeito, eu me suicido.
Olá Tonet, boa tarde
Estamos acompanhando o assunto Magia de Natal / Rede Globo. A CDL Blumenau só gostaria de esclarecer a você, comunicador que sempre nos abriu importante espaço, que as ações gerenciais e financeiras do Magia de Natal competem à CDL Blumenau, que até então não foi procurada para falar sobre este assunto. E mais, não há nada de material pago em mídia nacional (Rede Globo) sobre o Magia de Natal. O espaço conquistado no Jornal Nacional é mídia espontânea, fruto do interesse da equipe de jornalismo da Rede Globo em razão da magnitude de nosso evento.
Atenciosamente, Paulo Cesar Lopes, presidente da CDL Blumenau
(22/12).
- Abriu um bistrô legal perto do meu apartamento Balneário Camboriú.
- Isso é ótimo, já que fico com preguiça de sair e gosto mesmo é de ficar circulando sempre por perto, a pé.
- O Bistrô do Mar foi inaugurado dia 15.
- Degustei um camarão ao molho de alho com meu filho, por R$ 38,00. Estava muito bom.
- O lugar serve ótimas opções em carnes, massas e peixes.
- A carta de vinhos é muito boa, tem algunos Casileros e o Gato Negro, vinhos que eu gosto.
- Os pedidos são feitos por IPad.
- O único senão está nas cervejas.
- Só servem chope pilsen da Zen Bier, a R$ 4,50.
- As cervejas são comuns, não existem importadas ou variedade de tipos.
- Mesmo assim vale a pena conhecer.
- O atendimento é bom, o ambiente idem.
- Ideal para uma saidinha com amigos ou entre casais, principalmente à noite.
- O Bistrô do Mar fica na Avenida Atlântica, 3850, a poucos metros do Schneckas.

Bistrô do Mar: ótimo serviços com bons pratos e vinhos
- Estive no almoço de apresentação das obras do Blumenau Norte Shopping.
- Você deve ter visto imagens e matérias por aí.
- Aqui no blog, como as coisas são exclusivas, publico algumas fotos que a imprensa não teve coragem de mostrar.
- Você já sabe: tem coisas só se vê aqui.

Detalhe exclusivo das rodas de um carrinho que os caras usam pra carregar cimento e azulejos

Pedaços de ferro protegidos com tubo pra não rasgar as saias das repórteres. Ao fundo, confabulações entre políticos.

Vista privilegiada de um concreto celular
- O jeito de aprender as coisas, definitivamente, nunca mais será o mesmo.
- Alguns mistérios da humanidade desvaem-se sem que sequer imaginemos como.
- Fui levar meu filho de 15 anos numa formatura nessa terça-feira.
- Antes de sairmos rolou o seguinte papo:
- Pai, sabes dar nó em gravata?
- Não.
- Então deixa que eu mesmo faço.
- E tu sabe dar nó em gravata?
- Sei.
- Quem foi que te ensinou?
- Youtube.

Nó de gravata: um grande mistério da minha época. Moleza para o meu filho.

- Político adora dizer que assinou Ordem de Serviço.
- Parece que quando um deles assina uma Ordem de Serviço, tudo já está resolvido.
- Quando cobrados acerca da demora de alguma obra, eles alegam que só falta assinar a ordem de serviço.
- Para ajudar a prefeitura, eu mesmo decidi assinar uma Ordem de Serviço para a construção daquela ponte no Centro que todo mundo fala.
- Já podem começar a obra.
- Se a ponte não sair, a culpa não é minha.
- Minha parte eu fiz: assinei a Ordem de Serviço.

- Existem muitas mesas redondas por aí.
- A maioria é sobre futebol.
- Blumenau tem uma mesa redonda onde podem ser discutidos os problemas da cidade.
- Ela está lá no parque Ramiro Ruediger.
- Para participar dessa mesa redonda é só sentar e começar a discutir os problemas de Blumenau.
- A mesa redonda está disponível 24 horas por dia.

Mesa redonda para discutir problemas de Blumenau funciona 24 horas
- Esse post é uma coisa bem pessoal.
- É sobre a formatura da minha filha Carolina Luiza, que os amigos chamam de Carol, mas que aqui em casa a gente chama de Cacá.
- Ela se formou em Direito pela Furb e a colação foi sexta à noite, no Carlos Gomes.
- Cacá fez a leitura da Mensagem aos Pais na formatura.
- Fiquei duplamente orgulhoso e feliz: o discurso foi feito por mim.
- Gravei ela lendo o discurso com um colega, tá no video abaixo.
- Sobre a formatura, algumas coisas:
- Formaturas não são mais coisas sisudas. Tinha vuvuzela na platéia e Lady Gaga bombando na trilha sonora.
- Tinha professor jogando beinjinho pra galera, fazendo coraçãozinho do Itaú.
- Tinha até professoras de vestido sexy compondo a mesa com galhardia.
- Abaixo está o vídeo com o discurso que eu fiz pra Cacá.
- Como eu disse, uma coisa bem pessoal, bem família.
- Coisa de pai que já lavou fraldas de pano.
DISCURSO DE FORMATURA DA TURMA DE CAROLINA LUIZA TONET
Pais, amigos, Mestres e excelentíssimos colegas, boa noite!
Podemos escolher nosso carro, podemos escolher nossos amigos e as roupas que usamos. Podemos escolher o programa de TV que assistimos ou à balada que iremos.
Mas não escolhemos nossos pais.
E eles não escolhem a gente.
Somos colocados no mundo por eles sem sermos consultados.
Nossos pais não nos apresentam um pré-contrato de convivência, não estipulam multas rescisórias, não exigem assinatura com firma reconhecida num documento em que nos comprometeremos amá-los.
No entanto é justamente isso que acontece. Logo nos primeirosdias de vida a gente descobre que os ama simplesmente por amá-los, queremos estar sempre por perto deles.
Quando nascemos não perguntamos aos nossos pais se somos do jeito que eles queriam, se temos as orelhinhas que eles imaginavam, se nossos olhos são da cor que eles pensavam que iriam ser.
Logo percebemos que eles nos amam do jeito que somos e damos nossos primeiros sorrisos de felicidade.
Erguemos nossos bracinhos no bercinho quando os vemos, tocamos os seus rostos, tentamos mordê-los, começamos imediatamente a aprender com eles.
Vamos crescendo e nosso amor vai se transformando, vai se fundindo com o amor dos nossos pais.
O tempo passa, aprendemos a admirá-los, a compreendê-los e a entendê-los.
Atravessamos a infância agarrados nas saias e nas barras das calças, dormimos felizes, seguros em nosso mundinho de crianças.
Adolescemos e então vêm as transformações, as incompreensões, as dúvidas, as atitudes rebeldes.
Muita coisa muda, quase tudo é diferente.
Só não mudam o amor, a infinita paciência e a inesgotável compreensão dos nossos pais.
Tornamo-nos adultos durante a faculdade, que muitas vezes começamos sem saber ao certo se é mesmo o que queremos.
Pois é. A faculdade é diferente.
Nossos pais não seguram mais o lápis pra gente.
Não sentam mais na mesa da cozinha pra fazer contas de matemática, pra pintar uma flor ou ajudar a recortar a figurinha de uma girafa.
Não é preciso mais assinar nossas agendas com as reclamações dos professores, com a multa do livro esquecido da biblioteca, com as anotações sobre a bagunça na sala de aula, o tumulto no corredor.
Na faculdade todos estamos por nossa conta.
Pensamos até que já somos donos do nosso destino.
Pensamos errado.
Não somos e nunca fomos donos do nosso próprio destino.
Os donos do nosso destino são vocês, caríssimos e estimados pais.
O destino só nos trouxe até aqui graças a vocês.
Só existimos porque o destino uniu a ambos, papai e mamãe.
E só seguiremos adiante graças à soma de todo o conhecimento, de todas as experiências, das lições, dos exemplos de vida, das demonstrações de caráter, responsabilidade, ética, compromisso e perseverança que compartilhamos ao longo de nossa vida em comum.
Caríssimos e estimados pais, essa noite é dedicada a vocês, por todo o amor, a compreensão, o carinho, a paciência, a dedicação e a confiança que recebemos de vocês.
Por favor, não digam que estão orgulhosos e felizes por nós.
Nós é que estamos orgulhosos e felizes por tê-los como nossos pais.
Sintam-se responsáveis por cada uma das nossas conquistas.
Sintam-se os únicos e verdadeiros donos do nosso destino.
Não escolhemos os nossos pais quando nascemos.
Mas nem que pudéssemos, teríamos feito uma escolha tão perfeita quanto a que nos foi feita por Deus no dia em que nascemos.
Muito obrigado!
O borracheiro e o ginecologista
- Blumenau é a cidade com mais prêmios por cidadão quadrado do Hemisfério Sul. É um tal de prêmio melhor isso e prêmio melhor aquilo que ninguém aguenta mais.
- É tanto prêmio e tanta comenda o ano inteiro que a gente nunca consegue lembrar direito quem ganhou o quê, de quem e por qual motivo. Se você entrar num ônibus lotado às 7 da manhã, com 400 pessoas a bordo, é possível que cerca de 79,4% delas tenham recebido algum prêmio.
- Alguns anos atrás, um espertalhão lavou a égua na cidade, concedendo prêmio de melhor do ano a umas 500 pessoas e empresas de Blumenau.
- Lembro de que, entre os premiados, estavam A Melhor Clínica Ginecológica e a Melhor Borracharia.
- Até hoje me pergunto: será que usaram o mesmo pesquisador? Que tipo de conhecimento técnico você precisa ter para identificar a melhor borracharia e a melhor clínica ginecológica?
Troféu Carlos
- A última enxurrada de prêmios foi dada pela CDL de Blumenau. Pela demora dos locutores de rádio em ler a lista de premiados, acredito que devam ter laureado umas três mil empresas e personalidades. São tantas as variedades de prêmios entregues em Blumenau que sobraram apenas cinco categorias de pessoas ainda não premiadas:
- 1) Melhor amarrador de cadarços de tênis em lojas de calçados. 2) Melhor cunhado de vereador. 3) Melhor pesador de linguicinha em açougues. 4) Melhor catador de papel, latinhas de cerveja e vidro reciclado. 5)Melhor escoteiro atravessador de velhinhas na rua.
- São tantos os prêmios na cidade que decidi instituir um prêmio para premiar o melhor prêmio. Para isso, criei o “Troféu Carlos de Melhor Prêmio de Blumenau”.
- O nome do troféu é, na verdade, uma maneira de fazer uma homenagem a mim mesmo, já que estou entre as quatro pessoas que nunca receberam prêmio nenhum.
Mais um
- Recebi há dias, de uma tal Master Pesquisas, do Paraná, o seguinte e-mail marketing: “Estamos aguardando o retorno de participação (ou não) para o PRÊMIO MASTER TOP 45 (MELHORES EMPRESAS) que se realizará em Florianópolis/SC dia 11/12/10. O Valor será pago somente no local do evento”. Seguem-se dados sobre a premiação, troféus e blá-blá-blá.
- Acredite: tem muita gente boa de Blumenau que embarca nessa canoazinha e acha que é chique.
Diversidade
- Tem tanto prêmio cujas avaliações são sem pé e nem cabeça que eu não ficaria surpreso se prefeitura ganhasse o Troféu de Melhor Saúde Pública 2010 ou se o Seterb recebesse Prêmio Eficiência do Transporte Coletivo do Mercosul.
O assassinato do Vanderlei
- Eu respirava aliviado cada vez que via o Vanderlei assumindo a tribuna. Era sinal de que estava vivo. Afinal, há poucos dias ele disse que temia ser assassinado pelos colegas. Chegou a afirmar que é amigo de advogados e juizes que o protegeriam.
- No entanto, passei a me preocupar com uma sinistra possibilidade: a da existência de uma farsa macabra. Cheguei a imaginar a seguinte trama: Napoleão e a Helenice seqüestram o Vanderlei.
- Em seguida, Norma Dickamnn o mata prazerosamente a pauladas.
- Marco Antônio e Zeca Bombeiro ocultam o cadáver. Vânio Salm e Deusdith providenciam um clone e nos enganam a todos.
Suspeitos
- Ninguém na cidade dá muita bola pras coisas que o Vanderlei diz. Só eu. Fui o único a prestar atenção quando ele se disse ameaçado de morte.
- Fiquei traumatizado.
- Entro em desespero sempre que noto a ausência dele nas sessões. A cada sorriso que dão, Marcelo Schrubbe e Fábio Fiedler se tornam mais suspeitos.
Coices
- Vanderlei estava inspirado na sessão de quinta-feira, dia 09. Primeiro, disse que “não se ensina truque novo a cavalo velho”. Depois, debochou do João Paulo, tratando-o pejorativamente por “Bing”. Não contente, usou pelo menos duas vezes a expressão “qualquer idiota sabe disso” , para exemplificar seus pontos de vista.
- Perdi a fé em ter no Vanderlei uma referência segura como oposição ao João Paulo, o Absoluto. Enquanto apelar para discursos toscos, para a deselegância e a falta de educação, ele poderá dizer o que quiser, mas não será levado a sério.
- Você tem razão, Vanderlei. Não se ensina truque novo cavalo velho. É uma pena.
Desfile
- Acho que os desfiles de Natal em Blumenau podem ter algum futuro, precisarão de mais algum tempo até se firmarem. Mas a Vila Germânica não me parece o local mais adequado. Teve muito incômodo pra pouco desfile e com um público apenas razoável. Desfile bom é na rua XV.


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