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- Everton Siemann é um sujeito que joga uma pelada com os amigos todas as segundas-feiras.
- Ele costuma divulgar os resultados pelo Twitter no dia seguinte.
- Cheguei a acusá-lo formalmente de somente revelar os resultados quando o time dele ganha.
- Everton respondeu que isso não é verdade. Disse que passa os resultados sempre.
- Não que eu esteja dividando do Everton, claro, longe de mim uma coisa dessas, mas vou sugerir a ele a elaboração de um jeito de divulgar os resultado que não deixe margens a dúvidas:
- Andei lendo sobre as filmagens do Mad Max 4.
- Um fato importantíssimo para toda a humanidade.
- Então decidi homenagear o filme com um papel parede no meu computador.
- O link do wallpaper é: wallpaper do Mad Max
- É também uma singela homenagem ao meu cachorro guapeca.
- Tivesse ele nascido nos Estados Unidos, com certeza seria escolhido para o papel de jaguara morto de fome que sempre segue o Mad Max.

- A Rede Globo não é santa. Mas também não é o diabo chifrudo fedendo a enxofre que muitos pintam.
- Grande parte do seu sucesso se deve à competência das pessoas que a fizeram.
- O mesmo acontece com o Grupo RBS. Quase todo mundo adora falar mal da empresa, acusando-a de monopólio, etc.
- Isso acontece principalmente entre jornalistas, notadamente entre quem já trabalhou lá e foi demitido ou, então, quem nunca conseguiu trabalhar lá, mas gostaria de.
- Quase não vejo a RBS TV. Seus telejornais que são curtos demais, padronizados demais, ensimesmados demais.
- Os telejornais da RBS me deixam nervoso com a pasteurização, a sofreguidão e a rapidez com que tudo é feito para não estourar os parcos minutos em que ficam no ar.
- A RBS não tem o monopólio dos jornais em SC porque ameaça os leitores ou porque tenha mandado matar os concorrentes a pauladas.
- A RBS TV não dispõe de pistoleiros cruéis e malignos que ficam nas casas das pessoas obrigando-as a assistir a sua programação.
- As pessoas assistem a RBS por que querem. Se não quiserem, mudam de canal ou vão passear com o cachorro. Eu faço isso sempre e a RBS nunca veio atrás de mim.
- Seu monopólio decorre exclusivamente da incompetência das outras empresas, que estavam no Estado há muito mais tempo que ela.
- Li recentemente o livro “Quem e Como Fizemos a TV Globo“, do advogado Luiz Eduardo Borgerth, que por décadas foi diretor da Rede Globo e participou dos bastidores de sua construção.
- Num dos capítulos, Borgerth fala de Maurício Sirotsky, o fundador da RBS, narrando bastidores da montagem da estrutura da Globo no Rio Grande do Sul.
- O livro traz uma revelação importante: antes de se associar à RBS, Roberto Marinho tentou outros dois sócios: Breno Caldas, do Correio do Povo e os padres capuchinhos. Estes, aliás, tentaram ensinar aos emissários da Globo como fazer TV.
- Maurício Sirotsky foi a terceira opção da Globo. Mas teve competência e visão de mercado para aceitar a parceria recusada pelos demais.
- Temos no Brasil o secular hábito de responsabilizar o sucesso dos outros pelo nosso próprio fracasso.
- Separei esse capítulo do livro para quem quiser ver que algumas coisas são extremamente simples e que teorias da conspiração servem muitas vezes para ocultar a incompetência dos que as alimentam.
A seguir, íntegra da citação a Maurício Sirotsky no livro Quem e Como Fizemos a TV Gllobo, de Luiz Eduardo Borgerth, 2003, Editora A Girafa.
Figura empolgante, alegre, simpática, sorridente, gaúcha, bem-disposta, tinha, naqueles nossos primeiros anos (e primeiríssimos para ele), a indispensável função de transmissor de confiança, ânimo, otimismo, confirmando o que nós achávamos de nosso trabalho e do sistema de afiliação que tínhamos importado dos Estados Unidos e começavas-mos a pôr em prática, tendo Maurício como nosso afiliado no Rio Grande do Sul. Não era para menos; Maurício nunca perdera a simpatia e entusiasmo que o tinham feito animador de programas de auditório de sucesso, chegando até a ter um programa com seu nome; o programa Maurício Sobrinho, na Rádio Farroupilha.


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