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Hoje de manhã fui ver um treino de basquete do meu filho de 15 anos, que joga no infantil da cidade. Colocaram ele e os amigos dele pra jogar contra o time do juvenil, onde estão garotos acima de 16.
Eu não conhecia o treinador dele. Abaixo, algumas frases do gentil e dedicado mestre, pinçadas ao acaso:
- “Porra, já falei pra não fazer passe longo do meio da quadra, caralho”.
- “Porra, caralho, não mandei marcar? Não disse que tinha que voltar?”
- “Vocês querem me fudê?”
- “Douglas, caralho, tu quer que e te tire?”
- “Voltem pra quadra e vê se jogam como homem, porra”
O time do meu filho sofreu uma derrota vergonhosa.
Mais fracos, ele e os amigos caíam, perdiam rebotes, eram empurrados.
Mas saí de lá tranquilo.
Os meninos estão em boas mãos.
- Atenção candidatos a deputado por Blumenau.
- Vejam a foto abaixo.
- Ela mostra a deputada Ana Paula feliz e sorridente ao lado da Ideli na praia de Armação, em Florianópolis.
- Elas foram lá para anunciar a liberação da R$ 10 milhões para reconstruir a praia.
- Aprendam de uma vez por todas, senhores:só teremos uma representatividade política pra valer quando elegermos deputados que demonstrem por Blumenau a mesma garra com que a deputada Ana Paula defende a praia de Armação, em Florianópolis.
- Acordem.
- Sigam o exemplo da Ana Paula.
Sim, claro, é ele. Só podia ser ele. Afinal, O Homer Simpson é o espectador médio do Jornal Nacional.
Foi o Willian Bonner que disse.
Quem mais teria essa ideia?
Quem mais assiste a Globo com tanta fidelidade?
Veja a entrevista:
Porque vc criou o #diasemglobo?
A Globo vicia. Não concigo ver outro canal de TV.
Nem a Hebe?
Nem a Ebe. Nem a Sonia Abraão, o Ratinho, o Datena, Leão Lobo, nada, nada. Só vejo a Globo.
Não tenta mudar de canal?
Não consigo operar o controle remoto. O Reagan tinha razão. São Muitos botões. Fico atordoado.
Tem um monte de gente como você que aderiu ao movimento. É um sucesso. Conta pra gente: teremos quem sabe a #semanasemglobo ou o #messemglobo?
Não, nunca, jamais! VC não sabe o sacrifício que vai ser ficar um dia só, unzinho, sem a Globo. O #diasemglobo vai ser uma vez só, de quatro em quatro anos, durante a Copa.
Então o próximo vai ser em 2014?
Não. Vai ser em 2018, né? Afinal, como diria o Galvão, em 2014 é do Brasilllll!!!! A gente semos patriota.
De vez em quando vemos entrevistas de políticos metidos em denúncias cabeludas. Se prestarmos bem atenção, veremos que a maioria usa basicamente três figuras de retórica para jurar inocência. Tem tanto vagabundo apelando para essas afirmações, que usá-las pode significar praticamente uma confissão. Confira as frases preferidas da turma que é pega com a boca na botija:
“De noite eu posso colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilo”. É uma afirmação clássica de todo o cara de pau. O sujeito que diz isso, deveria ser condenado mesmo sem a apresentação de provas.
“O importante é que eu posso olhar nos olhos dos meus filhos e dizer que sou inocente”. É usada por todo o cafajeste que gosta de adicionar uma carga dramática extra, apelando para o sentimento familiar.
“Se tem uma coisa que meu pai me ensinou, foi ser honesto”. O safado que diz isso quer convencer os outros de que traz a honestidade do berço. Ele só não explica que o pai era ladrão de cavalos.
Mas não são só os políticos que gostam dessas citações. Faça um pequeno esforço de memória e você se lembrará de já ter ouvido isso de alguém que andou aprontando. Só numa pensadinha rápida eu lembrei de uns dez.
Transparência e interatividade
João Paulo me disse que a comunicação da prefeitura irá melhorar com a implantação de novas ferramentas de internet. Ele citou exemplos: o site da prefeitura trará um mapa com o andamento de todas as obras. Nós poderemos fotografar um buraco na rua, enviar a informação para a Secretaria de Obras e solicitar o conserto. Depois, a prefeitura informará quando foi feita a obra. Todos os relatórios ficarão visíveis em mapas e gráficos.
A mesma coisa acontecerá em relação ao trânsito. Iremos ver em mapas as zonas onde ocorre a maior parte dos acidentes, com informações sobre eles. Assim, o motorista poderá redobrar a atenção em áreas mais perigosas. A intenção é estender esse tipo de informação à polícia, para que os mapas registrem as áreas de maior ocorrências.
Outra novidade será a apresentação de todos os gastos da prefeitura com compras. Iremos saber quanto a prefeitura gasta com cada clipe de papel comprado. Pessoas poderão inclusive informar se conhecem produtos mais baratos à venda. A ideia é estimular a concorrência e a queda nos preços.
Utilidade pública utilíssima
As ideias apresentadas pelo João Paulo sobre maior participação das pessoas na prefeitura são bacanas. Espero que ele as implante logo. E já dou uma sugestão: no site da prefeitura de Rio do Oeste (www.riodoeste.sc.gov.br), é possível encontrar uma agenda com nome dos médicos, a especialidade e os horários em que eles atendem nos postos de saúde.
Não encontrei agenda dos médicos no site da prefeitura de Blumenau, cidade em que eles faltam muito ao trabalho. Além de uma agenda, a prefeitura poderia informar o motivo da falta dos médicos. Por exemplo: “Dr. Amnésio Esquecildo – não irá atender hoje por causa de um ataque de hemorróidas” ou “Dra. Fujonilda Faltante – ausente do postinho para colocação de botox”.
Pelo menos o pessoal não iria até o posto de saúde à toa.
Basfond
O submundo da internet promete bombar nessas eleições. Já anda circulando até mesmo uma montagem da Folha contendo notícias falsas contra um deputado. Chegaram até mesmo a alterar a posição e a edição de uma nota da minha pobre e inocente coluninha.
Portanto, se você receber um e-mail da sua santa mãezinha contendo ataques a políticos, desconfie. Pode ser que não seja ela.
Culpa da telinha
Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que número de brasileiros acima do peso passou de 42,7% para 46,6% em quatro anos. Eu sei de quem é a culpa. É da TV. As emissoras só passam programação ruim, com atrações de péssima qualidade. Graças a isso, gente como eu e você passamos muito tempo sentados no sofá.
O dia em que a TV brasileira começar a passar programas de bom nível, as pessoas não suportarão mais ficar em casa. Vai todo mundo pra rua dar uma caminhada,fazer algum esporte.
Ninguém suporta qualidade na TV.
As eleições da Furb não são pra valer. Quem nomeia o reitor é o prefeito, com uma canetinha bem bonitinha que fica em cima da mesa dele. Nos anos 80, participei da campanha para eleição direta na Furb. Nunca estudei lá, mas simpatizava com a causa. Redigi panfletos e jornais para o DCE e fui no enterro simbólico do reitor de então, o Arlindo Bernard. Nós o chamávamos de “Arlindão” nas acaloradas reuniões realizadas nos bares da Antônio da Veiga.
Entre protestos, pressões e corridões da polícia, o prefeito Dalto dos Reis abriu mão de indicar o novo reitor. E decidiu nomear o candidato indicado em eleição direta entre alunos, professores e funcionários. A partir daí, todos os prefeitos adotaram a mesma postura. João Paulo já me disse que legalmente poderia nomear quem quisesse para a Furb, mas prefere manter o acordo histórico.
Perda de tempo
Minha opinião a respeito da eleição na Furb e em todas as universidades hoje é outra. Acompanhei algumas delas de perto. Você não tem ideia do tempo que se perde. A instituição fica parada um ano antes. Projetos são adiados, providências são suspensas. É preciso montar chapas, obter apoios e oferecer espaços a aliados, readequando orçamentos e organogramas. Um horror.
A Furb estaria melhor se fosse como antigamente, com professores e funcionários voltados para planejamento de longo prazo, com as decisões políticas tomadas pelo prefeito. Simples assim. E os alunos? Bem, os alunos continuariam onde sempre estiveram: pagando as contas enquanto a turma do DCE fica pra cima e pra baixo negociando apoio a candidatos e tomando cerveja como a gente fazia.
Se o João Paulo quiser, começo um movimento para revogar a eleição na Furb. Monto uma nova passeata comigo mesmo na São Paulo para carregar outro caixão, desta vez com um boneco imitando o cadáver do atual reitor. Conhecendo o bom humor do Eduardo Deschamps, acho que ele até ia querer guardar uma foto de recordação.
Dá medo só de olhar
Peguei a foto ao lado do blog do pesquisador e cientista social Adalberto Day. Ela mostra um murro de contenção na curva do cemitério da rua Progresso .
Não sou engenheiro. Sou jornalista e marceneiro. Mas fico com medo só de pensar numa chuva mais forte.
Décio, o Influente
Décio Lima, o Influente, deu entrevista à Nereu descendo a lenha no Fator Previdenciário. E garantiu que iria “convencer o Lula” a aprovar seu fim. Mas Lula fez o contrário e vetou a lei. Algo deve ter acontecido para que o presidente não seguisse as orientações de Décio, o Influente.
Resolvi investigar e descobri que Lula teve uma grave inflamação no ouvido. E só vetou o fim do Fator Previdenciário porque não conseguia ouvir o Décio, o Influente, berrando no telefone:
- Ô Lula, tu tens que vetar o Fator Previdenciário!
- O quê? Hoje é teu aniversário?
- Tens que vetar o Fator Previdenciário!
- Ah!, tu quer um emprego de agente penitenciário?
Rouco de tanto gritar em vão, Décio, o Influente, acabou desistindo. Por isso, meu caríssimo aposentado, nunca se esqueça: nosso deputado bonzinho tudo fez por você, mas o presidente malvadão sacaneou geral.
Caiu-me em mãos um exemplar do espantoso Expressão Universitária, jornal editado pelo Sinsepes, o sindicato de servidores públicos do ensino superior de Blumenau. Ou seja: da Furb. O jornal comprova aquilo que já escrevi aqui: nossa queridíssima universidade converteu-se num dos últimos pilares de resistência da velha e esclerosada esquerda comunista. Só falta trocarem o busto do Martinho Cardoso da Veiga pelo do Mao Tse Tung.
Uma passada de olhos pela publicação revela o emprego constante de expressões como “burguesia”, “autoritarismo”, “elites”, e “ditadura”. As páginas centrais trazem extensa reportagem de apoio ao MST, aquele bando de comunistas fanáticos e exploradores da boa fé alheia. O Expressão Universitária dedica espaço até mesmo para defender os índios de Biguaçu.
Outras duas páginas são dedicadas à Cufa, a Central Única das Favelas, uma ONG alienígena com sede no Rio de Janeiro, que conta com o apoio do maestro Décio Lima e sua orquestra, aparentemente incapazes de implantar uma ação local própria na área social.
Interesses dos funcionários
Tanto a Cufa quanto o MST e aquela meia dúzia de botocudos de Biguaçu, como sabemos, exercem grande importância sobre a vida dos funcionários da Furb. No caso do MST, é importante destacar os imensos latifúndios improdutivos existentes em Blumenau e a ação de jagunços armados que andam matando agricultores inocentes a mando do líder fascista Marcelo Schrubbe.
Das doze páginas do jornal Expressão Universitária, dez são voltadas a abordagens sócio-esquerdistas e apenas duas tratam diretamente de assuntos de interesse dos trabalhadores. O reitor Eduardo Deschamps não precisa se preocupar em dar aumento para os funcionários da Furb. Se existem recursos financeiros para gastar em divagações ideológicas, é por que tem dinheiro sobrando no bolso da turma.
Patrioteiras e baboseiras
Intelectuais e alguns jornalistas adoram discorrer sobre patriotismo durante a Copa do Mundo. Escrevem um monte de besteira. Eu e você sabemos que não tem nada disso. Compramos umas bandeirinhas, uma ou duas camisas e partimos para a festa com amigos e a família.
Durante a copa a sogra não faz discurso patriótico, pois está mais preocupada com a maionese. E o cunhado aparece só pra tomar a nossa cerveja e preparar a caipirinha, não para discorrer sobre o contexto sócio-político de nossa grande nação.
Carlos, o sacana
Comprei uma vuvuzela no Angeloni só de sacanagem. Meus filhos adoraram, mas o cachorro foge dela. A empregada detestou e minha mulher ameaça pedir o divórcio. Ganhei uma bandeirinha do Brasil quando abastecia no Posto Almirante, na Vila Nova. Não há motivo para não colocá-la no carro.
Copa do Mundo é assim mesmo. A gente brinca e se diverte. Esse lero-lero sócio-antropológico de pátria de chuteiras é coisa de quem escreve pra si mesmo. Dá-lhe, Dunga. Dá-lhe Júlio Batista. Vai que é tua, Júlio César.
Eterno gargalo
O viaduto da Mafisa só vai funcionar direito quanto houver a duplicação da BR-470, com a construção de uma avenida marginal que faça uma ligação com a Via Expressa poucos quilômetros adiante e a substituição da rotatória atual por uma outra, mais adiante, na própria Pedro Zimmermann, lá por perto da Uniasselvi.
Caso o viaduto cumprisse sua função de jogar o fluxo de veículos para o trevo da Rua Engenheiro Udo Deeke, estaria apenas gerando um novo engarrafamento monstro mais na frente, tornando insuportável o trânsito pela Dois de Setembro.
Minha filha Carolina Luiza, de 21 anos, tem seu próprio carrinho. Vou com ele à academia de vez em quando. Numa dessas idas uma atendente prestou atenção nas minhas chaves e não perdeu a oportunidade:
- Muito bacana o chaveiro do senhor, com esse coraçãozinho e esse ursinho rosa.
- É da minha filha.
- Ah, tá.
Gosto de ler na esteira. Comprei uma mochila de pano para colocar livros, óculos e revistas. Minha filha se apossou dela. Em troca, me deu uma das suas, toda cor de rosa e ilustrada com figuras da Hello Kitty.
Dia desses deixei a mochilinha no chão, ao lado do equipamento em que me exercitava. Um sujeito bombado passou por perto, recolheu-a e foi em direção ao balcão de atendimento. Uma pessoa apontou pra mim e o nosso amigo bem intencionado a colocou de volta depois de se desculpar:
- Pensei que alguém tinha esquecido.
- É da minha filha.
- Ah, tá.
Fico imaginando o que poderia acontecer se eu fosse com o carro da minha filha e a mochila da Hello Kitty no mesmo dia.
João Paulo me disse um dia que iria me convencer pessoalmente dos acertos do programa de concessão do esgoto, que eu gosto de chamar de privatização mesmo. Estive no gabinete dele esta semana. Levei um check-list com as principais dúvidas. Você sabe que sou um sujeito importante, um homem extremamente ocupado. Nosso estimado prefeito tomou uma hora e 15 minutos do meu precioso tempo para dar as explicações, mas acho que valeu a pena (veja matéria na página 4).
João Paulo me mostrou documentos e leu diversos parágrafos do contrato e da lei, defendendo seu ponto de vista. O que posso dizer a você é o seguinte: há uma brecha para interpretações na lei aprovada em 2008, sobre a questão das desapropriações, um valor que não é muito expressivo, que gira em torno de R$ 1,5 milhão.
A sorte está lançada
Entendo que essa brecha não traz prejuízos a ninguém. O único problema é que um bom advogado poderia atravancar as coisas. E isso é um problema que o prefeito vai ter que resolver. Acredito que ele não está usando o mesmo advogado que vem sendo juridicamente surrado pelo Ivan Naatz na questão dos aumentos dos ônibus.
Apesar de todo o rebuliço, da incompetência do Luiz Ayr, da teimosia do João Paulo, das pedradas arremessadas pelo Vanderlei e do poder de fogo do Ivan Naatz, acho que podemos ir adiante.
Aliás, por mim eu até privatizava o Samae, mas isso é outra história.
Recorde
Marcelo Schrubbe ficou meia hora esperando minha entrevista acabar e postou no Twitter uma nota dizendo que eu bati o recorde de tempo de uma entrevista com o João Paulo. Meu caro Marcelo, devo lhe dizer que a recíproca também é verdadeira: nunca passei tanto tempo entrevistando um prefeito.
João Paulo estudou inglês e francês e aprendeu a ler grego clássico na juventude, requisitos para um mestrado em História que pretendia fazer no futuro. Boa parte da demora da entrevista não foi culpa minha, pois ele abordou algumas questões importantíssimas envolvendo a situação dos Nibelungos na Idade Média e a formação do Estado bretão.
Unha de fome
João Paulo nunca me deu nada. Na entrevista de terça, mal e porcamente mandou me servirem um copo de água. Na sexta, recebi a visita do Fábio Fiedler no meu escritório (foto). Ele expôs detalhes dos corredores de ônibus, que abordarei numa próxima coluna.
Fábio me trouxe de presente um pacote do cobiçado Café da Colômbia Export Line Premiun, embalado a vácuo e dono de um aroma sensacional. Vou ficar pelo menos um mês sem falar mal dele. Quanto ao João Paulo, passarei os próximos dias pensando numa forma de me vingar.
Infeliz criatura
O simpaticíssimo e sempre disposto Fernando Lenzi deve achar que o João Paulo é amigo dele. Não é. Acho até que nosso alcaide o odeia. Senão, não o teria colocado na Secretaria de Administração, onde Lenzi vai levar mais algumas tijoladas por conta de uma nova negociação salarial com ameaça de greve.
Meu caro Lenzi, se o João Paulo gostasse de você, ele o colocaria no lugar do Norberto Mette, o mais feliz de todos os blumenauenses, pois vive rodeado de chope e de belíssimas rainhas e princesas.
De vez em quando cito aqui a capacidade que Décio Lima, o Incerto, tem de dar tiros no próprio pé. Mas se a gente começar a prestar atenção, veremos que João Paulo, o Absoluto, não fica muito atrás. Décio nos passa a impressão de que todos os dias acorda decidido a dar um fim na própria carreira, falando asneiras e tomando atitudes trôpegas planejadas com rigor científico. Seu objetivo às vezes parece ser um só: perder mais uma eleição.
Já o caso João Paulo é um pouco mais complexo. Quando dá explicações sobre algum problema, costuma se sair bem e não mete os pés pelas mãos como o Décio. O que eu não consigo entender é o processo de descomunicação que o transformam no Solitário Kid do Paço Municipal.
O inacreditável episódio do corte das árvores da Beira Rio na surdina é uma das maiores trapalhadas administrativas do Mercosul. Nem o Evo Morales, o Chávez e o Chapolin juntos seriam capazes de tomar tal atitude antipática, desmiolada e sem um mínimo de visão estratégica.
Por enquanto, sou obrigado a colocar um broche do PCdoB na lapela e me juntar às passeatas de protesto da Acaprena. Mas acho que os planos do João Paulo vão além: ele quer que a gente vote no candidato a prefeito do PSTU em 2012.
Alexandre José
Em meio à série de desistências de candidatos a deputado, não será surpresa se o Alexandre José também desistir. Acho que ele se precipitou nas escolhas que fez. Não terá estrutura e nem suporte estratégico para se eleger. Assim como ele, dezenas de comunicadores de Blumenau já se deram mal na política. Por aqui, é comum políticos profissionais usarem programas de rádio e TV para se elegerem. O contrário quase nunca acontece.
Alexandre José tem tudo para ser um bom deputado. Continua o mesmo de anos atrás, quando não tinha tamanha popularidade. Não virou mascarado. Não se acha. Mantém o mesmo jeitão de sempre. É um sujeito tranqüilo, boa praça. Duvido que tenha estômago para mergulhar de cabeça na política.
Assim que sair do ar, Alexandre José deixará de ser visto e lembrado por seu público. Estará na planície junto com os velhos leões da política e será engolido por eles e suas máquinas partidárias bem montadas.
Um abraço para a Simone
Temos uma TV na cozinha. E a cozinha é território da minha empregada Simone, a Crédula. Quando almoço em casa, não me atrevo a trocar de canal e viro um telespectador compulsório da RIC Record. Não sei como anda a briga da emissora com a RBS TV pelo Ibope, mas confesso que me divirto com as proezas do Alexandre José e com os comentários do Peninha. Aliás, o Peninha podia falar de outras coisas além do esporte. Ele é muito divertido.
Agora inventaram um quadro impagável chamado Chutando o Balde. Depois de reclamar de alguma coisa, populares chutam um balde em alguma praça da cidade. No final, todo amassado, ele acaba voando de um lado para o outro dentro do estúdio. O quadro é ilustrado por charges eletrônicas muito bem feitas e criativas. Impossível não dar risadas. Parabéns aos autores.
Mesmo achando que você está embarcando numa canoa furada, desejo-lhe sorte caso você insista na candidatura, Alexandre José. Se for possível, mande um abraço para sua fã Simone Flagger. Tanto faz ser na TV ou na Guararema. Ela vai ficar muito feliz.
Já escrevi aqui sobre a cara feia do João Paulo, o jeito impaciente e o aparente mau humor dele em aparições públicas. Parece que as coisas estão mudando. Numa palestra recente a empresários, chegou a contar piadas. Em outro evento que contou com minha nobre presença, ele estava com pressa, mas sorriu, desculpou-se e não falou com aquela tradicional cara amarrada de que todo mundo reclamava.
Encontrei nosso estimado prefeito pela última vez no casamento coletivo, na Vila Germânica. Estava à vontade e me tratou muito bem, apesar das sarrafadas que tenho descido nele e no governo dele. Pediu-me para ficar tranqüilo quanto ao esgoto e aos corredores de ônibus. “Estamos no caminho certo”.
Respondi ao prefeito que todos os tumultos e as críticas decorrem principalmente da sua falta de comunicação e da sua teimosia pessoal. “Pode me chamar de teimoso, não tem problema”, disse ele.
McAntonio Feliz
Se o McDonald´s tem o McDia Feliz, esta semana tivemos o Marco Antonio Feliz. O vereador ocupou a tribuna para dizer que havia conversado com o João Paulo sobre os corredores de ônibus e que alguns comerciantes seriam pelo menos ouvidos. Marco Antonio, que andava emburrado e reclamão, elogiou o prefeito, dizendo que ele está atento a todas essas questões. “Foi uma boa conversa”, assinalou.
A próxima etapa
Viu só, Sr. Prefeito? Custa dar uma atençãozinha pro pessoal? Todo mundo fica feliz. Agora que o senhor parece estar mais bonzinho, mais acessível, poderíamos passar para a segunda parte. Chame os seus secretários e gerentes esnobes, aqueles de que todo mundo reclama – a famosa Turma da Sorbonne. Aplique-lhes uma sumanta usando um pedaço de mata-junta com um prego na ponta e ordene a eles se dignem a ouvir as pessoas.
No passado, o prefeito Vilson Kleinübing era extremamente cortês com os sindicalistas ligados ao funcionalismo público. Recebia-os no gabinete e telefonava pessoalmente, dando retorno de alguns assuntos. Quase nunca atendia as solicitações, é verdade, mas ganhava o respeito de todos.
Seu governo se sairá melhor se, assim como o senhor, toda a sua equipe substituir a cara feia e o esnobismo pelo bom humor e por ares mais alegres.
Na atual fase de Blumenau, bom humor e alegria estão entre os artigos de primeira necessidade.
Não basta adotar, tem que participar
Foi da minha filha Carolina Luiza a ideia de adotar um vira-latas abandonado, por nós batizado de Pelé. Ela apóia entidades que defendem os pobrezinhos. Por ter pernas excepcionalmente longas, o cachorro não tem dificuldades em subir nas mesas do escritório lá de casa. Veja na foto abaixo a tranquilidade com que ele põe uma pata sobre o braço da Cacá, pedindo para ser adicionado no MSN dela.
Aproveitando todo esse interesse do bichinho, estou pensando em iniciar um programa de inclusão digital do cachorro. Mais tarde, quando cursar uma faculdade de Engenharia, talvez ele possa até contribuir com soluções para o nosso trânsito. Afinal, viveu nas ruas tempo suficiente para colher informações sobre elas.

- Até pouco tempo atrás eu era dono e senhor dos meus domínios domésticos. Instalava e desinstalava. Consertava, arrumava, dava instruções. Entendia de tudo. Ninguém fazia nada sem falar comigo.
- Mas esse tempo passou.
- É tanta coisa conectada em tanta coisa que já não faço nada sem ajuda especializada.
- Saí de casa no sábado à tarde.
- Na volta, oh, the horror…the horror (emprestado do Apocalypse Now).
- Meu filho Cícero, 15 anos, e seus amigos colocavam em prática suas habilidades de técnicos em eletrônica, desmontando todos os equipamentos para reinstalar o videogame de acordo com o que eles chamam de “melhores definições de linhas” porporcionadas por um cabo especial que compraram lá na puta que os pariu.
- Não há nada que se possa fazer numa hora dessas, a não ser torcer para que eles saibam fazer o caminho de volta.
- No presente caso, felizmente, deu tudo certo.
- Não sei o que é pior: pensar que eles podem fazer merda ou a sensação de que já não precisam mais tanto assim de mim.
Feriado, frio e chuva pedem um terrorzinho básico. Meu filho e eu acabamos de ver um. O Colecionador de Corpos é uma boa pedida. Dos roteiristas do educativo Jogos Mortais, o filme também é bastante instrutivo.
- Você verá como abrir uma porta usando a cabeça de alguém como aríete. Suja um pouco, mas funciona.
- Você descobrirá que anzóis não são só pra pescar. Dá pra enfiar eles num monte de lugar nas pessoas, até nos olhos.
- Você aprenderá como arrancar os dentes de alguém sem gastar com anestesista e sem precisar fazer o curso de Odontologia da Furb, que custa os olhos da cara.
- Tem também uma cena muito bacana em que o assasino monstruoso abre a barriga de um cara vivo e coloca umas baratas famintas lá dentro.
Abaixo, um aperitivo do filme, recomendado para todas as idades acima de 16 anos.
Quadro de humor de Israel faz sátira com Lula no acordo com o Irã.
- O filme é engraçadinho e criativo.
- Inimigos de Lula dizem que ele está pagando mico.
- Todo político famoso do mundo paga mico. Bil Clinton e George W. Bush eram campeões mundiais.
- O lado positivo, para Lula, é ver que as ações dele foram notadas a ponto de ele ser ironizado.
- Em política, onde a desgraça maior é ser ignorado, a regra é “falem mal, mas falem de mim”.
- O deboche israelense é ponto para o Lula.
A deputada Ana Paula Lima postou dezenas de fotos em seu site sobre a ressaca que atinge a praia de Armação, de Florianópolis. A deputada Ana Paula Lima fez discurso indignado exigindo ação do governo em favor da praia de Armação, de Florianópolis. A deputada Ana Paula Lima visitou pessoalmente praia de Armação, de Florianópolis, junto com a Ideli e várias autoridades.
Parabéns pelo trabalho intenso em favor da praia de Armação, de Florianópolis, deputada. É um exemplo a ser seguido.
Espero que nas próximas eleições Blumenau consiga eleger uma deputada assim valente, que dedique as catástrofes naturais da região o mesmo fervor e interesse que a senhora demonstra pela praia de Armação, de Florianópolis.
Inventamos mais uma: a APP – Audiência Pública Póstuma, especialmente criada para discutir como deveria ser alguma coisa que já está sendo feita. A Audiência Pública convocada pelo Vanderlei para discutir a questão dos corredores de ônibus foi uma das maiores bizarices sócio-parlamentares jamais vistas em todo o Continente. Com direito a transmissão pela TVL, a audiência não esclareceu absolutamente nada para um público que parecia não entender coisa nenhuma.
O toque de maior surrealismo se deu no final, quando um sonolento Vanderlei, autor da inócua iniciativa, disse que ainda não tinha visto sequer o esboço do projeto. Mantau disse a ele que uma cópia estava disponível na Câmara e que poderia ser entregue mediante um requerimento.
Fico imaginando o quanto a municipalidade teria economizado com gasto de energia caso o pessoal tivesse fechado o auditório e fosse todo mundo de bicicleta jogar sinuca no Bar do Schatz, lá perto da Rivage, onde recentemente meu jovem amigo Pedro Paulo Machado retribuiu uma carona pagando-me uma Skol Litrão.
Eu e minha mulher servimos de testemunha no Casamento Coletivo de sábado, na Vila Germânica. Foram quase três horas de programação, mas achei o evento muito simpático. A seguir, uma breve resenha com algumas observações:
- Alguém deixou um Fusca bege com a luz acesa do lado de fora. Duvido que a noiva tenha aceitado empurrar o carro no final, principalmente por causa da lama. Tem tudo pra ter sido a primeira briga do casal.
- Noivos e padrinhos estavam muito chiques. Tinha até uma inovação: um cavalheiro lançou a moda de usar a gravata por cima do paletó elegantemente abotoado.
- Hercílio Teodoro, o juiz de Paz, empolgou-se e falou mais que o padre, o pastor e o prefeito juntos. Reclamou do governo e do excesso de impostos. O coronel Menestrina estava entre as autoridades. Da próxima vez, espero que use sua patente militar para dar voz de prisão ao Hercílio, enquadrando-o por perturbação da ordem pública.
- João Paulo foi aplaudido ao ter o nome anunciado. Não foi uma ovação estrepitosa, mas não deixa de ser um termômetro.
- Padre João Bachmann usava o discurso padrão dos casamentos normais. Mas grande parte dos noivos já tinha constituído prole. Ao abençoar a Neli e o Alexandre, casal que nos convidou para padrinhos, ele pediu “a benção de Deus para os filhos que porventura Ele vos conceda”. O padre João aparentemente não viu a filhinha do casal agarrada nas calças do noivo e incomodando todo mundo. A pequena criatura saiu sem a benção, tadinha.
- A cerimônia foi toda muito bem organizada. Muita simpatia por parte das pessoas que estavam ajudando. E paciência, claro. Se um casamento só já tem gente perdida e nervosa, imagine 400. Só pela quantidade de sogras envolvidas já dá pra imaginar o rebuliço.
- Minha mulher, Albaneza Fernandes de Almeida Alves Tonet, adorou o evento. E mandou eu dar os parabéns na coluna para a Patrícia Kleinübing pela ideia e pela organização. Ordens são ordens: Parabéns, Patrícia. Também gostei.



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