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Já disse um monte de vezes que o Fábio Fiedler será prefeito um dia. Ele e o Napoleão Bernardes. Só não sei quem vai ser antes. Fábio fez uma boa estreia como líder de governo esta semana. Bateu firme e pesado no Vanderlei e no governo do Décio. Bateu com consistência. Mostrou que consegue articular rapidamente uma linha de raciocínio clara e concisa. Ganhou até capa da Folha.
No enfrentamento com o Vanderlei, Fábio parece se sair melhor que o Marcelo Schrubbe, dono de um estilo mais sofisticado e light.
RETROCESSO
Estou preocupado com o Vanderlei. Nossa estrela oposicionista vinha bem, mantendo uma atuação firme e de alto nível. Mas de repente degringolou, adotando um comportamento deselegante e intelectualmente pobre. Ele parece não saber que esse tipo de atitude só faz afastar os que poderiam vê-lo como um contraponto confiável e qualificado ao governo do João Paulo, o Absoluto.
Vanderlei precisa ficar atento. Seus pares já foram condescendentes com ele inúmeras vazes pelas declarações virulentas e ofensivas, facilmente classificáveis como caluniosas. Se ele sair da trilha e enveredar novamente por essa picada, ficaremos sem pai e nem mãe nas hostes oposicionistas, já que Ana Paula e Décio Lima estão longe daqui e não parecem dispostos a cutucar a onça com vara curta.
AS CAMISAS DO FÁBIO
Eu me esforço para escrever uma coluna séria, mas muita gente parece preferir as besteiras que publico de forma irresponsável. Até mesmo o João Paulo já comentou comigo sobre as camisas amarfanhadas do Fábio Fiedler que eu de vez em quando cito na coluna. Como fez a observação sorrindo, imagino que ele esteja se divertindo com isso tanto quanto eu.
O Fábio jamais irá deixar de usar camisas amassadas. Elas o identificam com qualquer pessoa que passa o tempo todo trabalhando, correndo de um lado para o outro. No final de um dia puxado e extenuante, tanto a minha camisa quanto a sua ficam parecendo com as dele e não com as de um gerente de banco engomadinho.
GOLPE RASTEIRO
Tenho certeza de que o Fábio Fiedler amassa as camisas de propósito, só para conseguir os votos da galera, do mesmo jeito que o Jânio Quadro usava meias furadas se tornar popular.
ABSTENÇÃO SUSPEITA
Em todas as sessões da Câmara, geralmente no final, é votado um amontoado de projetos na base do vapt-vupt. A gente nunca entende direito do que se trata.
Na última terça-feira, Mantau leu rapidamente algo sobre “reestruturação financeira do ISSBLU”. O negócio foi aprovado com votos da situação e abstenção do Vanderlei e do Vânio. Abstenção é uma saída cômoda para quem decide não mostrar coragem na hora de decidir por um sim ou por um não.
Um frio percorreu a minha espinha. A abstenção do PT é um mau sinal para nós, contribuintes. Se tem uma coisa em que PT e DEM sempre concordam é nas coisas que envolvem os funcionários públicos, onde ambos cultivam apadrinhados em tudo o que é escalão. Por mais que se detestem, nessas horas um não se opõe ao outro e tira o corpo fora. Exatamente do jeito que o Vanderlei e o Vânio fizeram.
Precisamos ficar atentos. É o nosso rico dinheiro que está em jogo nas mãos dessa turma.
O FUTURO NAS PRÓPRIAS MÃOS
Outra coisa que não entendo direito é a questão da contratação de novos professores vitalícios por parte da Furb por meio de concurso, fato que provocou uma discussão esquisita na sessão de quinta-feira. O assunto é tão arrebatador que até o sempre polido Marco Antônio enriçou-se para cima do Vanderlei, que resolveu bufar contra o negócio.
Só faltou saltar no pescoço dele com um bisturi em mãos.
Em defesa das pretensões de nossa estimada universidade, Marco Antônio chegou a defender que se deixasse de lado algumas questões legais requeridas pelo Vanderlei. Muito estranho.
Espero que ele e os outros vereadores saibam o que estão fazendo, pois eu não sei. Apesar de estar boiando nessa questão, tenho certeza de uma coisa: quem pode decidir o futuro da Furb é a própria Furb e ninguém mais.
Precisamos torcer para que isso tudo não venha a estourar nas nossas costas, meu caro e infeliz contribuinte.

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